Engenheiro da Ripple Afirma que o XRP Ledger Visa Ser a Primeira Escolha das Instituições para Inovação e Confiança
O criptógrafo da Ripple, J. Ayo Akinyele, apresenta um roteiro com foco na privacidade — provas ZK e tokens confidenciais — para tornar o XRP Ledger atraente para instituições.

O que saber:
- O engenheiro da Ripple, J. Ayo Akinyele, afirmou que seu objetivo é tornar o XRP Ledger a primeira escolha para instituições, incorporando privacidade, conformidade e confiança ao nível do protocolo.
- Ele destacou as provas de conhecimento zero e os tokens multipropósito confidenciais (MPTs) como ferramentas que podem viabilizar transações privadas e em conformidade, além de apoiar ativos do mundo real tokenizados.
- Akinyele argumentou que a escalabilidade das blockchains requer a proteção da confiança, afirmando que o foco financeiro do XRPL e uma década de confiabilidade o posicionam de maneira única para a próxima onda de adoção institucional.
O criptógrafo da Ripple, J. Ayo Akinyele, afirma que está empenhado em tornar a Ledger XRP (XRPL) a “primeira escolha para instituições que buscam inovação e confiança” — e fazê-lo com ferramentas que priorizam a privacidade.
Akinyele, diretor sênior de engenharia na Ripple, expõe a argumentação em um postagem no blog publicado na quinta-feira, argumentando que as finanças não podem funcionar sem confidencialidade, enquanto as blockchains públicas são construídas para a transparência.
O caminho, segundo ele, é a privacidade programável que permite “que participantes honestos controlem o que é revelado, a quem e em quais circunstâncias”, ao mesmo tempo em que fornece às autoridades reguladoras as divulgações necessárias.
Privacidade como infraestrutura, não como segredo
Akinyele defende que a privacidade on-chain deve ser uma proteção básica, análoga à criptografia que garante a segurança do internet banking.
Ele aponta para as provas de conhecimento zero (ZKPs) — uma forma de criptografia que comprova que uma afirmação é verdadeira sem revelar os dados subjacentes — como um mecanismo para transações privadas, porém em conformidade (por exemplo, comprovando a conclusão do KYC sem divulgar as identidades para toda a rede).
Em sua visão, sem confidencialidade embutida, as instituições não transferirão fluxos de trabalho essenciais para registros públicos; sem responsabilidade, os reguladores não aprovarão. Provas de Conhecimento Zero (ZKPs), divulgação seletiva e infraestrutura robusta de carteiras destinam-se a resolver esse impasse.
Escalando sem sacrificar a confiança
Além da privacidade, Akinyele argumenta que a escalabilidade não deve acontecer às custas da segurança ou da descentralização.
Ele destaca os ambientes de execução confiáveis (TEEs) para a ordenação justa de transações, a fim de conter o frontrunning, e a computação confidencial para executar lógica sensível fora da cadeia, emitindo resultados verificáveis — ambos destinados a reduzir os riscos da estrutura de mercado sem recorrer a intermediários.
Olhando para o futuro, ele delineia dois marcos.
Primeiramente, ao longo dos “próximos 12 meses,” ele afirma estar focado em fazer do XRPL o padrão institucional, aplicando ZKPs para viabilizar transações privadas e conforme as normas, que também aprimoram a capacidade de processamento.
Em segundo lugar, em 2026 ele espera que os tokens multiuso confidenciais (MPTs) — um padrão XRPL que está por vir — tragam ao mercado garantias tokenizadas que preservam a privacidade. Isso, afirma ele, é um passo essencial para a adoção institucional de ativos do mundo real (RWAs) e DeFi (finanças descentralizadas).
Akinyele também posiciona o XRPL como “unicamente posicionado para conectar” o que ele descreve como “muitos trilhões de dólares em ativos que deverão ser movidos para a cadeia nos próximos dez anos”, citando a história operacional de uma década do ledger, a exchange descentralizada embutida, o escrow e os canais de pagamento como primitivos orientados para finanças já na camada do protocolo.
“O futuro das blockchains pertence aos construtores que eliminam a confiança desnecessária,” conclui — argumentando que, se os sistemas puderem comprovar a correção, prevenir usos indevidos e proteger os dados, os registros públicos poderão oferecer a privacidade, conformidade e eficiência que as instituições exigem.
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