A mudança de participação em ações da Strategy não representa uma retirada da estratégia de Bitcoin, afirma a Benchmark
O analista Mark Palmer reiterou sua recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 705 para a empresa liderada por Michael Saylor, o que representa mais que o dobro dos níveis atuais.

O que saber:
- A fraqueza no preço das ações da Strategy reflete um prêmio reduzido em relação às suas participações em bitcoin, e não má gestão, de acordo com o analista da Benchmark, Mark Palmer.
- A empresa tem adaptado consistentemente seu balanço patrimonial, pioneira em instrumentos como ações preferenciais perpétuas que fornecem capital permanente e ampliam a demanda por títulos vinculados ao bitcoin.
- Com a inclusão no S&P 500 agora em jogo, a Strategy continua sendo a maneira mais limpa e líquida de obter exposição ao bitcoin, disse Palmer.
A recente fraqueza no preço das ações da Strategy (MSTR) tem gerado críticas por parte de investidores de varejo, que acusam o Presidente Executivo Michael Saylor de minar a disciplina ao afrouxar uma regra autoimposta que proibia a emissão de ações quando o prêmio da empresa sobre suas participações em bitcoin (mNAV) caía abaixo de 2,5x.
Essa crítica, no entanto, interpreta incorretamente a situação, afirmou o analista da Benchmark, Mark Palmer, em um relatório de pesquisa divulgado na terça-feira.
O desempenho inferior da ação está mais relacionado às dinâmicas de mercado, nomeadamente a uma compressão do prêmio em relação ao seu valor patrimonial líquido em bitcoin e à maior volatilidade nos mercados cripto e macro, do que à má gestão de capital, escreveu Palmer.
Ao atualizar sua orientação em 18 de agosto para permitir a emissão tática de ações mesmo abaixo do limite de 2,5x mNAV, a Strategy efetivamente restaurou a flexibilidade, disse o analista. Em vez de um movimento caprichoso, a mudança liberou a empresa para continuar comprando bitcoin durante períodos de fraqueza, mantendo seu ciclo de acumulação.
Essa abordagem está alinhada com seu histórico de adaptação do balanço patrimonial, argumentou Palmer, seja quitando dívidas restritivas, refinanciando com debêntures conversíveis ou inovando com ações preferenciais perpétuas destinadas a fornecer capital permanente sem risco de refinanciamento.
Essa inovação financeira tem sido uma das forças mais subestimadas da Strategy, de acordo com Palmer. Seu programa de ações preferenciais criou novos instrumentos vinculados ao bitcoin, atraentes para fundos de hedge e traders de volatilidade, validando a estratégia da empresa e ampliando a base de investidores. Cada colocação bem-sucedida reforça o apetite por renda fixa atrelada ao bitcoin e consolida a reputação da empresa como uma emissora credível que experimenta na interseção entre cripto e mercados tradicionais.
A empresa pode em breve enfrentar outro marco: a potencial inclusão no índice S&P 500. Caso seja admitida, a ação poderia atrair bilhões em fluxos passivos e se juntaria à Coinbase (COIN) e à Block (XYZ) ao incorporar exposição a criptomoedas diretamente nos portfólios dos investidores tradicionais de ações, afirmou a corretora.
Palmer reiterou sua recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 705, classificando a Strategy como o veículo mais líquido e direto para exposição à valorização do bitcoin, sem o risco da mineração. Isso representaria mais que o dobro do preço atual da ação, que é de US$ 332.
Leia mais: A Strategy Adicionou Mais 4.408 Bitcoin por US$450 Milhões na Semana Passada
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