BNY vê stablecoins e dinheiro tokenizado alcançando US$ 3,6 trilhões até 2030 em meio à adoção institucional
As blockchains não substituirão os sistemas tradicionais, mas serão integradas e funcionarão em conjunto, afirmou o banco no relatório.

O que saber:
- A BNY projeta que stablecoins e instrumentos digitais de dinheiro podem alcançar US$ 3,6 trilhões nos próximos cinco anos.
- O relatório citou a demanda institucional e o progresso regulatório como principais aceleradores.
- O banco enfatizou a integração, não a substituição, dos sistemas tradicionais e blockchain.
Stablecoins e outras formas de dinheiro tokenizado podem crescer para US$ 3,6 trilhões até 2030, de acordo com um novo relatório divulgado pela gigante de serviços financeiros BNY.
O gigante dos serviços financeiros afirmou na segunda-feira que apenas as stablecoins podem alcançar um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão até o final da década, com depósitos tokenizados e fundos do mercado monetário contribuindo com o restante.
Esses instrumentos, coletivamente denominados equivalentes digitais de dinheiro, foram vistos como ferramentas para desbloquear liquidação mais rápida, reduzir o risco de contraparte e melhorar a mobilidade de garantias entre os mercados.

O relatório destacou que ativos tokenizados, como títulos do Tesouro dos EUA e depósitos bancários, podem ajudar as instituições a otimizar a gestão de garantias e a agilizar os processos de reporte. Por exemplo, um fundo de pensão poderia, no futuro, usar um MMF tokenizado para fornecer margem para um contrato de derivativos quase instantaneamente, um cenário que o BNY afirma que pode se tornar mais comum à medida que os sistemas evoluem.
A regulação continua sendo um fator-chave, destacou o relatório. O banco apontou para a legislação MiCA da UE e o trabalho político em andamento nos EUA e na Ásia-Pacífico como sinais de que o ambiente regulatório está amadurecendo de formas que podem apoiar tanto a inovação quanto a estabilidade do mercado.
"Estamos em um ponto de inflexão poderoso que pode transformar fundamentalmente o funcionamento dos mercados de capitais globais e a forma como seus participantes realizam transações", afirmou Carolyn Weinberg, diretora de produtos e inovação do BNY.
Ela visualizou um futuro onde a blockchain não substitui os mecanismos tradicionais, mas trabalha em conjunto. "A combinação do tradicional e do digital tem o potencial de ser uma poderosa chave para desbloquear oportunidades para nossos clientes e para o mundo," acrescentou.
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