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ETFs de Bitcoin mantêm bilhões apesar da queda de preço, mas resiliência oculta dura realidade

Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos ainda detêm cerca de US$ 85 bilhões em ativos, apesar da queda no preço do BTC.

18 de fev. de 2026, 6:08 a.m. Traduzido por IA
Masks. (geralt/Pixabay)
Bitcoin ETF resilience masks harsh truth of positioning. (geralt/Pixabay)

O que saber:

  • Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos ainda detêm cerca de US$ 85 bilhões em ativos, apesar da queda no preço do BTC.
  • O analista Markus Thielen argumenta que essa resiliência reflete a posse estrutural de ETFs dominada por formadores de mercado, fundos de hedge focados em arbitragem e não apenas por detentores de longo prazo.

Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin continuam a deter bilhões em ativos, apesar da brutal queda no preço do bitcoin, mas essa resistência não é necessariamente o sinal otimista que muitos passaram a acreditar.

De acordo com um analista, a resiliência decorre dos formadores de mercado e arbitragistas que operam em entradas e saídas, ao invés dos investidores de longo prazo que apostam na valorização dos preços.

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O preço do Bitcoin atingiu seu pico acima de US$ 126.000 no início de outubro e recentemente despencou para cerca de US$ 60.000. Apesar da redução pela metade no preço, os 11 ETFs de bitcoin à vista listados nos EUA registraram, cumulativamente, apenas US$ 8,5 bilhões em saídas líquidas. Esses fundos ainda detêm US$ 85 bilhões em ativos sob gestão, o que equivale a mais de 6% da oferta de bitcoin.

Vários analistas, incluindo aqueles com quem a CoinDesk conversou na Consensus Hong Kong na semana passada, citaram os mesmos dados como evidência de posicionamento otimista.

Markus Thielen, fundador da 10x Research, diz que a resiliência vem não apenas dos hodlers de longo prazo, mas também dos formadores de mercado e arbitragistas com posições hedgeadas e não direcionais.

"Isto reflete a natureza estrutural da propriedade dos ETFs, que é dominada por formadores de mercado e fundos de hedge focados em arbitragem, detendo posições amplamente protegidas, bem como investidores institucionais de longo prazo com baixa rotatividade e horizontes de investimento mais longos," afirmou Thielen em uma nota aos clientes na quarta-feira.

Thielen apontou para relatórios de instituições (chamados de registros 13F) para o final de 2025. Eles mostram que de 55% a 75% do IBIT ETF da BlackRock, que detém US$ 61 bilhões, é propriedade de formadores de mercado e fundos hedge focados em arbitragem que mantêm suas apostas protegidas ou neutras, não verdadeiramente otimistas em relação ao bitcoin.

Os formadores de mercado são entidades que criam liquidez no livro de ordens de uma bolsa, facilitando a execução eficiente de grandes ordens de compra e venda a preços estáveis. Eles obtêm lucro com o spread entre oferta e demanda e, por isso, esforçam-se para manter uma exposição neutra ao mercado para evitar os riscos decorrentes da volatilidade dos preços. De forma semelhante, fundos de hedge de arbitragem assumem posições opostas em dois mercados, como ETFs à vista e futuros, para lucrar com a diferença de preço entre ambos.

Portanto, ambas as entidades não exercem pressões direcionais (altistas/baixistas) no mercado.

Thielen acrescentou que os formadores de mercado reduziram a exposição em cerca de US$ 1,6 bilhão a US$ 2,4 bilhões durante o quarto trimestre, com o bitcoin sendo negociado próximo a US$ 88.000, refletindo "a demanda especulativa em declínio e a redução nos requisitos de inventário para arbitragem."

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O que saber:

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  • A fraqueza nas large caps pode em breve se refletir nas small caps, que têm demonstrado resiliência recentemente.
  • Dados on-chain sugerem que o mercado está em uma fase de estresse sem um fundo de capitulação claro.
  • Debates acalorados sobre o impacto dos riscos da computação quântica, uma proposta polêmica de redução de spam BIP-110 e fluxos institucionais em mudança.