A Ambição de Mercado Público da Animoca Brands Visa Fornecer Acesso a Cripto para 'Bilhões'
"A maior parte do mundo ainda não possui criptomoedas," afirmou o cofundador da Animoca Brands, acrescentando que sua empresa planeja contribuir para mudar esse cenário por meio de sua oferta pública.

O que saber:
- A Animoca Brands planeja listar-se na Nasdaq por meio de uma fusão reversa com a Currenc Group, com o objetivo de criar um veículo de índice de altcoins para investidores institucionais e varejistas.
- A empresa, fundada em 2011, entrou no mercado de criptomoedas em 2017 e investiu em mais de 600 empresas que desenvolvem tokens em diversos setores.
- A proposta de fusão da Animoca com a Currenc está prevista para estrear no final de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e dos acionistas.
NOVA YORK — A Animoca Brands deseja se tornar o procurador dos investidores institucionais em um mercado crescente de altcoins, afirmou seu cofundador à CoinDesk na segunda-feira.
Animoca anunciou sua intenção vai listar na Nasdaq por meio de uma fusão reversa com a Currenc Group na manhã de segunda-feira, comprometendo-se a criar um conglomerado que permitirá que investidores institucionais e de varejo tenham acesso ao que se tornará essencialmente um veículo de índice de altcoins, semelhante à Strategy (MSTR) ou Sharplink (SBET) — porém para uma cesta de tokens.
Altcoins prontas para investidores institucionais representam atualmente um quarto do mercado cripto total, afirmou Yat Siu, cofundador e presidente executivo da Animoca. A empresa foi fundada em 2011, mas entrou no mundo cripto somente em 2017.
"Acredito que estamos posicionados de forma única para isso", disse ele. "Se você é uma instituição, sabe que vai comprar bitcoin, vai comprar Ethereum, vai comprar Solana, e então você tem todas essas outras altcoins, que representam cerca de um quarto do mercado. Você pensa: 'Como eu faço isso?' E, em vez de tentar escolher os vencedores, o que é quase impossível, você pode escolher a Animoca. É mais ou menos assim que pensamos."
Por altcoins, Siu não está se referindo a todos os tokens fora dos maiores nomes no momento, mas sim a "altcoins prontas para instituições", tokens com casos de uso, disse Siu à CoinDesk na tarde de segunda-feira, no centro de Manhattan.
"Os outros tokens são, sem dúvida, aqueles que apresentam maior volatilidade, mas também um potencial de crescimento muito superior", afirmou ele. "São esses tokens que as pessoas estão utilizando e adotando… e será muito difícil para um investidor que deseja ter alguma exposição ao setor, basicamente participar de altcoins, porque como ele vai saber qual escolher?"
A Animoca pretende responder a essa questão por meio de seu portfólio de investimentos. A empresa investiu em mais de 600 diferentes empresas que desenvolvem tokens em diversos setores, disse Siu. De acordo com um levantamento de 100 tokens nos quais a Animoca investiu, em CoinMarketCap, eles abrangem desde jogos Web3 até identidade descentralizada e tokenização de ativos do mundo real, entre outras áreas.
Ainda há um caminho a percorrer antes que a Animoca possa chegar lá. A empresa anunciou uma proposta de aquisição com a Currenc, mas primeiro as companhias precisam finalizar a documentação, definir a composição do conselho, confirmar a proporção da fusão, obter a aprovação dos acionistas e garantir a aprovação regulatória. As empresas afirmaram em seu comunicado à imprensa que estavam mirando uma estreia no final de 2026, um cronograma reiterado por Siu na segunda-feira: "Todo esse processo, na nossa estimativa, vai levar cerca de nove a 12 meses."
Caso tudo ocorra conforme planejado, afirmou Siu, isso permitirá "democratizar o acesso" ao mercado mais amplo de criptomoedas.
"A maior parte do mundo ainda não possui criptomoedas nem entende o mercado cripto no final das contas", afirmou ele. "Ainda estamos, relativamente falando, na minoria, pois centenas de milhões de pessoas possuem criptomoedas, mas há bilhões que não. Esses bilhões têm acesso ao mercado de ações, ou pelo menos formas de participar nesse setor. E, para mim, precisamos de um veículo que lhes proporcione acesso ao desenvolvimento inicial dos negócios que, francamente, têm potencial de crescimento ainda maior."
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