Bolívia Busca El Salvador para Auxiliar na Construção de seu Marco Regulatório Cripto
O banco central da Bolívia assinou um acordo de cooperação com o regulador de criptomoedas de El Salvador para ajudar a construir um ecossistema local de ativos digitais.

O que saber:
- A Bolívia assinou um acordo formal de cooperação com a Comisión Nacional de Activos Digitales (CNAD) de El Salvador.
- O acordo tem como objetivo ajudar a Bolívia a desenvolver estruturas regulatórias, ferramentas de monitoramento e padrões legais para ativos digitais.
- O volume de transações de criptomoedas na Bolívia aumentou de US$ 46,5 milhões para US$ 294 milhões ao longo de 12 meses, motivando uma mudança na direção da política oficial.
Na quarta-feira, o banco central da Bolívia anunciou que assinou um acordo formal com o regulador de ativos digitais de El Salvador, marcando um passo significativo para o desenvolvimento de um marco jurídico e técnico para a adoção de criptomoedas na nação andina.
O Banco Central da Bolívia (BCB) e a Comisión Nacional de Activos Digitales (CNAD) de El Salvador irão colaborar em uma ampla gama de iniciativas de políticas cripto, conforme os termos de um memorando de entendimento recentemente assinado. O acordo inclui trabalho conjunto em ferramentas de inteligência blockchain, estruturas regulatórias e modelos de análise de risco. É de duração indeterminada e entra em vigor imediatamente.
A mudança na política ocorre à medida que o uso de criptoativos acelera na Bolívia. De acordo com dados divulgados pelo BCB, o volume de transações com ativos digitais cresceu de US$ 46,5 milhões em junho de 2024 para US$ 294 milhões em junho de 2025, um aumento de mais de seis vezes após a promulgação do Decreto nº 082/2024, que autorizou o uso mais amplo de criptoativos em todo o país.
O novo acordo baseia-se na experiência de El Salvador como o primeiro país a adotar o bitcoin como moeda legal e a construir um sistema regulatório formal para ativos digitais. A CNAD, estabelecida após Lei do Bitcoin de El Salvador de 2021, supervisiona a autorização de ofertas de tokens, o registro de provedores de serviços de ativos digitais e a supervisão de plataformas relacionadas a criptomoedas.
O Presidente Interino do BCB, Edwin Rojas Ulo, e o Presidente da CNAD, Juan Carlos Reyes García, assinaram o acordo em La Paz. As duas instituições compartilharão as melhores práticas com o objetivo de apoiar a meta da Bolívia de construir um ecossistema de ativos digitais transparente, inclusivo e bem regulamentado, especialmente para populações atendidas inadequadamente pelo sistema financeiro tradicional.
Embora a Bolívia tenha historicamente adotado uma postura cautelosa em relação às criptomoedas, o acordo sinaliza um movimento em direção a um engajamento regulatório gradual, em vez de restrição. Autoridades enfatizaram que a cooperação com El Salvador ajudará a Bolívia a modernizar sua infraestrutura financeira, ao mesmo tempo em que protege a estabilidade e promove a inovação.
O acordo alinha a Bolívia com um número crescente de países que exploram regulamentações personalizadas para criptomoedas em resposta à rápida adoção, especialmente na América Latina. Também reforça o papel de El Salvador como um ponto de referência regional para a integração de cripto no nível institucional.
Mais para você
Mais para você
Brad Garlinghouse, da Ripple, afirma que o projeto de lei CLARITY tem '90% de chance' de ser aprovado até abril

O projeto de lei esclareceria quais ativos digitais são regidos pela legislação de valores mobiliários e quais estão sob a supervisão da Commodity Futures Trading Commission.
O que saber:
- O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou que agora vê 90% de chance de que a tão debatida Clarity Act seja aprovada até o final de abril, citando um novo impulso em Washington.
- O projeto de lei esclarecerá quais ativos digitais se enquadram na legislação de valores mobiliários versus a supervisão da Commodity Futures Trading Commission, abordando uma incerteza regulatória de longa data que, segundo Garlinghouse, tem prejudicado a inovação.
- A Ripple, que investiu quase US$ 3 bilhões em aquisições desde 2023 e agora está pausando grandes negócios para focar na integração, argumenta que tanto as empresas de criptomoedas quanto as instituições financeiras tradicionais desejam cada vez mais regras claras à medida que as atitudes em relação aos ativos digitais mudam.












