EUA Registram Déficit de US$ 345 Bilhões em Agosto, Juros Líquidos no 3º Maior Desembolso, Ouro e BTC em Alta
Os gastos nos EUA aumentaram para US$ 689 bilhões em agosto, enquanto o ouro atingiu novas máximas próximas a US$ 3.670 e o bitcoin ultrapassou US$ 115 mil.

O que saber:
- Os EUA arrecadaram US$ 344 bilhões em receitas contra US$ 689 bilhões em despesas, resultando em um déficit mensal de US$ 345 bilhões.
- Os pagamentos líquidos de juros alcançaram US$ 93 bilhões, ficando atrás apenas do Medicare e da Seguridade Social.
- Espera-se que o Federal Reserve reduza as taxas em setembro em 25 pontos base, mas os riscos crescentes de inflação podem elevar os rendimentos.
O governo dos EUA registrou um déficit de US$ 345 bilhões em agosto, com receitas de US$ 344 bilhões ofuscadas por despesas de US$ 689 bilhões. As maiores despesas foram com Medicare, no valor de US$ 141 bilhões, e Segurança Social, com US$ 134 bilhões, mas o que se destaca é o custo líquido de juros, que atingiu US$ 93 bilhões, tornando-se agora a terceira maior despesa. Isso evidencia a pressão crescente que o aumento dos custos de financiamento está exercendo sobre as finanças federais.
Espera-se que o Federal Reserve reduza as taxas em 25 pontos-base em setembro, mas a história sugere que não será tão simples. Em setembro de 2024, o Fed afrouxou a política em 100 pontos-base, apenas para ver os rendimentos dos títulos de longo prazo subirem acentuadamente. O título do Tesouro de 30 anos saltou de 3,9% para 5%, e atualmente está em 4,7%.
Com dados recentes apontando para um aceleração da inflação, o risco é que a redução das taxas possa impulsionar ainda mais as pressões nos preços. Isso força rendimentos mais altos, aumentar os custos de serviço da dívida e potencialmente aprofundar o déficit fiscal, criando um cenário desafiador tanto para os formuladores de políticas quanto para os mercados.
Os mercados estão reagindo de forma decisiva. O ouro disparou para novos recordes, pouco abaixo de US$ 3.670 por onça, marcando um ganho acumulado no ano de quase 40%. O Bitcoin também está ganhando força, ultrapassando os US$ 115.000, à medida que os investidores buscam alternativas em um ambiente onde a sustentabilidade da dívida se torna uma preocupação crescente.