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Coinbase enfrentará julgamento sobre possível papel no colapso da Cryptsy Exchange

Uma disputa legal entre a extinta exchange de Criptomoeda Cryptsy e seus antigos usuários está envolvendo uma das maiores startups do setor.

Atualizado 11 de set. de 2021, 1:26 p.m. Publicado 12 de jun. de 2017, 12:07 p.m. Traduzido por IA
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Uma crescente disputa legal entre os clientes de uma extinta bolsa de Criptomoeda e o próprio negócio envolveu uma das maiores e mais bem financiadas startups do setor.

Antigos clientes da exchange alegaram em uma queixa registrada em dezembro que a Cryptsy e seu CEO, Paul Vernon, lavaram milhões de dólares em seus fundos por meio da Coinbase ao longo de vários anos como parte de uma tentativa de fugir com seu dinheiro.

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No cerne do argumento está que a Coinbase, como uma empresa de serviços financeiros regulamentada em mais de 30 estados, deveria saber que os aproximadamente US$ 8,3 milhões em fundos – que Vernon supostamente alegou terem sido derivados dos lucros da Cryptsy, bem como de suas próprias atividades – vieram de uma fonte questionável.

A história de fundo:O caso representa a última reviravolta na longa saga Cryptsy.

Outrora uma das bolsas mais volumosas para moedas digitais alternativas, a Cryptsy entrou em colapso no final de 2015 após meses de problemas crescentes de serviço. Negociaçãofoi finalmente suspensono início de janeiro de 2016, e poucos dias depois, a bolsa ficou offline em meioreivindicações de insolvênciae furto oculto.

Umação coletiva, arquivado na Flórida, logo seguido, com umadministrador judicial nomeado pelo tribunalassumindo o controle dos ativos da Cryptsy na primavera de 2016, preparando o cenário para umaacordo de liquidaçãoentre usuários e a ex-esposa de Vernon, que também foi citada no processo original.

Vernon, que não respondeu ao processo em tribunal,negadoalegações de que ele rouboumilhões de dólares em fundosdos usuários.

A saga atual:São esses fundos que estão no centro do caso entre os usuários da ação coletiva e a Coinbase.

A Coinbase, que se recusou a comentar o processo quando contatada para comentar, tentou negociar a disputa por meio de arbitragem, citando acordos de usuário que Vernon assinou quando ele e a Cryptsy começaram a trocar fundos pela Coinbase. Além disso, a startup pediu ao tribunal que suspendesse o caso até a arbitragem, bem como impedisse que a Confira ocorresse.

No entanto, em uma ordem judicial de 1º de junho, o juiz Kenneth A. Marra rejeitou as moções da Coinbase para obrigar a arbitragem e suspender a Confira, argumentando que os usuários do Cryptsy T estavam vinculados aos acordos assinados por Vernon.

O advogado David Silver, um dos advogados que representam os usuários, reiterou esses argumentos em uma entrevista ao CoinDesk.

"Acreditamos que os usuários do Cryptsy que não assinaram o contrato com a Coinbase tinham direito a um dia no tribunal e a serem julgados por um júri de seus pares", disse ele. "Estamos muito felizes que o tribunal concordou conosco, e este caso vai avançar sob a luz do público."

Ele disse que os usuários do Cryptsy esperam há anos por algum tipo de resolução, destacando como o valor do Bitcoin aumentou drasticamente nesse período.

"Os usuários que representamos do Cryptsy foram mortos", disse Silver.

O que vem a seguir:A decisão do juiz Marra efetivamente bloqueia qualquer esforço para resolver o caso fora do tribunal, preparando o cenário para a Confira e para o avanço do processo.

Uma ação coletiva mais ampla – na qual os usuários do Crypsty tentaram readquirir fundos perdidos durante o colapso da bolsa – também está avançando.

De acordo com Silver, a equipe jurídica por trás da ação coletiva está se preparando para sua primeira distribuição de fundos, obtidos do acordo com a ex-esposa de Vernon – um processo que ele disse que deve ocorrer nos próximos meses. Enquanto isso, ele disse, o caso aberto contra a Cryptsy continuará após a decisão de Marra.

"Vamos começar com tudo", disse Silver.

Aviso Importante: A CoinDesk é uma subsidiária do Digital Currency Group, que tem participação acionária na Coinbase.

Justiçaimagem via Shutterstock