Tether encerra operações de mineração no Uruguai devido a tarifas de energia
A empresa planejava investir até US$ 500 milhões no Uruguai, mas citou os altos preços da energia e obstáculos regulatórios como razões para sua retirada.

O que saber:
- A Tether está encerrando suas operações de mineração no Uruguai e demitindo 30 de seus 38 funcionários devido à incapacidade de chegar a um acordo com as autoridades sobre as tarifas de energia.
- A empresa havia planejado investir até US$ 500 milhões no Uruguai, mas citou os altos preços de energia e os obstáculos regulatórios como motivos para sua retirada.
- A Tether já havia gasto mais de US$ 100 milhões e comprometido outros US$ 50 milhões em infraestrutura no Uruguai antes de decidir encerrar suas operações no país.
O principal emissor de stablecoin, Tether, confirmou que está encerrando suas operações de mineração no Uruguai e demitindo a maior parte de sua força de trabalho local, após não conseguir chegar a um acordo com as autoridades sobre as tarifas de energia.
Autoridades do Ministério do Trabalho do Uruguai, segundo mídia local, disse que a Tether reafirmou sua decisão durante uma reunião com a Direção Nacional do Trabalho. De 38 funcionários, 30 serão demitidos à medida que a empresa encerra sua presença no país.
A Tether havia planejado investir até US$ 500 milhões no Uruguai, incluindo a construção de três data centers e um parque de energia renovável de 300 megawatts. O gigante das stablecoins começou a investir em mineração sustentável de bitcoin no país em 2023.
De acordo com sua própria conta, mais de US$ 100 milhões já foram gastos, com um adicional de US$ 50 milhões comprometidos para infraestrutura que teria sido entregue ao operador da rede nacional, UTE.
A empresa atribuiu a retirada aos altos preços da energia e aos obstáculos regulatórios. Desde 2023, havia solicitado uma mudança para uma estrutura tarifária de eletricidade mais competitiva, propondo a alteração das cobranças de transmissão de 31,5 kV para 150 kV, segundo a mídia local.
A Tether argumentou que a mudança beneficiaria ambas as partes, reduzindo custos e evitando projetos de infraestrutura redundantes.