Share this article

Ripio da Argentina adquire a segunda maior bolsa de Cripto do Brasil

A Ripio adquiriu a BitcoinTrade em uma tentativa de aumentar sua presença no agitado mercado de Cripto da América Latina.

Updated May 9, 2023, 3:14 a.m. Published Jan 5, 2021, 1:00 p.m.
Sebastian Serrano, Ripio CEO
Sebastian Serrano, Ripio CEO

A argentina Ripio adquiriu a BitcoinTrade, a segunda maior exchange de Cripto do Brasil, em uma tentativa de aumentar sua presença no mercado de Cripto da América Latina.

A História Continua abaixo
Don't miss another story.Subscribe to the Crypto Daybook Americas Newsletter today. See all newsletters

A Ripio (anteriormente chamada de BitPagos) encerrou 2020 em alta, cruzando a marca de 1 milhão de usuários. No início do ano passado, a empresa começou a procurar seriamente por um bom ajuste no Brasil e decidiu pela BitcoinTrade, disse o CEO e cofundador da Ripio, Sebastian Serrano. Os termos financeiros do acordo não foram revelados.

“O Brasil sempre foi um mercado muito importante para nós”, disse Serrano em uma entrevista. “A BitcoinTrade tem uma reputação muito boa no mercado, processos e conformidade muito bons. Ela também tem uma base de usuários muito significativa – cerca de 300.000 usuários no Brasil – e volumes muito bons na exchange.”

Serrano também destacou os relacionamentos bancários bem estabelecidos da BitcoinTrade no Brasil, que incluem contas no Santander, Banco Itaú e Banco do Brasil.

O Brasil tem o maior PIB da América Latina e parece ser um território virgem altamente desejável entre as bolsas de Cripto da América do Sul e da América Central. Mês passado, A exchange de Cripto Bitso, sediada na Cidade do México, levantou uma rodada de financiamento de US$ 62 milhões, uma parte da qual foi destinada a uma iniciativa no Brasil, disse a empresa.

Veja também:Bitso, apoiada pela Coinbase, levanta US$ 62 milhões para expandir a presença de Cripto no Brasil

“Temos um relacionamento muito bom com a Bitso”, disse Serrano. “A Bitso e nós somos as duas empresas realmente bem financiadas com acesso a capital de risco. Não há empresas nessa posição no Brasil. Mas realmente acho que a oportunidade é sobre o crescimento de todo o mercado da América Latina.”

Desde o seu lançamento em 2013, a Ripio arrecadou US$ 44 milhões (US$ 37 milhões disso graças a uma oferta inicial de moedas em 2017, voltado para a construção de um sistema de empréstimo peer-to-peer baseado em Ethereum).

A empresa, que agora tem mais de 150 funcionários na Argentina, Brasil, Uruguai, México e Espanha, também levantou capital da Draper Ventures, Pantera Capital e Digital Currency Group (que também é dona da CoinDesk). Em termos de aquisições anteriores, a Ripio comprou a Unisend, outra empresa latino-americana Bitcointroca em 2015.

O fundador da BitcoinTrade, Carlos Andre Montenegro, deixará as tarefas diárias de administrar uma exchange para se concentrar na administração de seu family office. Seu papel será assumido por Bernardo Teixeira, atual CFO da BitcoinTrade.

“Estamos muito animados e confiantes de que a Ripio é a melhor escolha para ajudar a estender o caminho que construímos com a BitcoinTrade no Brasil”, disse Montenegro em um comunicado.

More For You

More For You

O volume de stablecoins atingiu US$ 35 trilhões em 2025, enquanto a participação ilícita permanece abaixo de 0,5%

Cyber crime (satheeshsankaran/Pixabay, modified by CoinDesk)

Mesmo com as redes vinculadas a sanções movimentando US$ 141 bilhões em fluxos ilícitos de stablecoins no ano passado, dados da TRM mostram que essa atividade representa apenas uma fração do volume total de transações.

What to know:

  • Menos de 0,5% das transações com stablecoins em 2025 estiveram ligadas a atividades ilícitas, mesmo com o volume total de transferências de stablecoins crescendo quase 20%, alcançando pelo menos US$ 35 trilhões.
  • Entidades ilícitas receberam US$ 141 bilhões em stablecoins em 2025, mais da metade vinculada ao token A7A5 lastreado no rublo, cujos executivos contestam as alegações de que suas operações são ilegais.
  • As stablecoins representaram 86% de todos os fluxos ilícitos de criptomoedas em 2025, com redes relacionadas a sanções, como o ecossistema A7, evoluindo para grandes sistemas financeiros transfronteiriços centralizados.