Bitcoin segue volátil esta semana

Bitcoin segue volátil esta semana

No mundo das blockchains, não existe tédio. Veja o que você precisa saber esta semana:

O bitcoin repicou para mais de US$ 70 mil e caiu novamente logo depois. Enquanto isso, os principais ETFs de cripto voltaram a registrar entradas de capital.

5 teorias sobre o momento difícil do BTC. De realização de lucros a investimentos alternativos, veja as opiniões de analistas renomados. 

A quantidade de ETH que a Bitmine adquiriu na semana passada. E outros dados interessantes do mundo cripto.

BYTES DO MERCADO

O bitcoin repicou para mais de US$ 70 mil e caiu novamente logo depois

Depois de cair para pouco mais de US$ 60 mil na última quinta-feira — após o pico acima de US$ 126 mil em outubro — o bitcoin se recuperou para valores perto dos US$ 70 mil na segunda-feira, onde permaneceu até o dia seguinte. 

Na quarta-feira, porém, a volatilidade retornou e o BTC oscilou na faixa de US$ 66 mil a US$ 69 mil.

A semana trouxe alguns sinais promissores. O volume negociado (a quantidade de BTC comprada ou vendida) tem sido relativamente baixo, o que pode indicar que muitos investidores de varejo continuam mantendo (HODL) suas posições. E, de acordo com o portal Decrypt, algumas das maiores baleias de criptomoeda já começaram a “comprar a baixa”.

Mas os analistas continuam incertos sobre o rumo que o mercado tomará agora. “Do ponto de vista da movimentação de preços e da distribuição onchain, o ritmo da queda está de fato desacelerando”, disse Tim Sun, pesquisador sênior do HashKey Group, em entrevista ao Decrypt. “No entanto, ainda não vimos nenhum sinal de reversão definitiva dessa tendência.” 

Confira outras notícias que você precisa saber.

O que os observadores do mercado acham que vai acontecer agora?

Os principais analistas estão divididos sobre o futuro do Bitcoin. “O Bitcoin está preso em um cabo de guerra de alto risco entre a gravidade técnica e um potencial 'pain trade' institucional”, publicou o Decrypt,

Um dos argumentos sugere que a alta dos preços irá de encontro a um grande grupo de investidores nos mercados futuros que apostaram na continuidade da queda, resultando em liquidações em massa dessas posições e, por consequência, impulsionando as cotações ainda mais para cima. 

Por outro lado, o cenário macroeconômico está desfavorável ao BTC no momento, o que poderia resultar em uma queda ainda maior dos preços.

  • O que dizem os mercados de previsão? Na terça-feira, os traders da Kalshi previam que o BTC chegaria a US$ 69.500 ou mais até a noite de sexta-feira. Já na Polymarket, a maioria dos traders acreditava que a criptomoeda ultrapassará os US$ 75 mil até o final do mês. 

  • Principais ETFs de cripto voltam a registrar entradas de capital

    Os ETFs de criptomoedas, que ajudaram a impulsionar os preços a novos recordes no ano passado, têm enfrentado dificuldades desde o início do movimento de baixa em outubro. 

    “Os investidores sacaram US$ 3,2 bilhões dos ETFs de ether, sendo US$ 462 milhões retirados somente neste ano”, relata a Bloomberg. “Enquanto isso, os ETFs de bitcoin perderam US$ 7,9 bilhões no mesmo período, com US$ 1,8 bilhão retirado somente neste ano.”

    Mas quando os preços começaram a subir, os fundos de criptomoedas também viraram para o positivo: os ETFs de BTC, ETH e XRP registraram entradas líquidas na segunda-feira, de acordo com o último relatório da CoinShares.

  • Muita calma nessa hora… Mesmo com a retirada de capital durante a baixa, os ETFs de BTC continuam enormes. “De acordo com a Checkonchain, o total de ativos sob gestão dos 11 fundos diminuiu somente cerca de 7% desde o início de outubro, caindo de 1,37 milhão de BTC para 1,29 milhão de BTC”, observa a CoinDesk.

  • OPINIÕES

    O que está puxando o bitcoin para baixo? Cinco teorias de analistas renomados

    O bitcoin vive sua maior derrocada dos últimos anos, e os analistas estão divididos quanto ao motivo exato.

    Alguns dizem que são investidores realizando lucros após ganhos estratosféricos; outros apontam para mercados de previsão e inteligência artificial, que estariam tirando a atenção das criptomoedas. “Não há causas irrefutáveis”, afirmou Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital.

    Apesar da incerteza, vários analistas ainda mantêm uma perspectiva otimista para 2026. 

    Veja algumas das principais teorias sobre os contratempos enfrentados pelo bitcoin recentemente. 

    1. Os investidores estavam ansiosos para garantir os lucros após a “euforia” da eleição de Trump, Novogratz argumentou. Matt Hougan, CIO da Bitwise, concordou com essa visão, escrevendo em uma nota recente que a “realização generalizada de lucros por investidores veteranos” contribuiu para a recente fraqueza do bitcoin. 

    Após o bitcoin subir 80% entre a eleição de Trump em novembro de 2024 e meados de outubro de 2025, e o Ethereum mais do que dobrar em período semelhante, a realização de lucros era um desfecho provável, especialmente para detentores de longo prazo que estavam com ganhos elevados.

    2. “Muitas empresas financeiras hesitam em integrar ativos digitais em suas ofertas” antes da aprovação da Lei CLARITY, publicou o Wall Street Journal em um artigo recente. A legislação visa criar uma estrutura regulatória clara para o setor de criptoativos, mas o projeto de lei chegou a um impasse que poderá “negar ao mercado de criptomoedas um catalisador que poderia ter prolongado a alta”, afirma o artigo.

    3. A queda da cotação do bitcoin “reflete um recuo em relação aos ganhos altamente especulativos dos últimos dois anos,” afirmaram analistas do Deutsche Bank. A fase atual do mercado não representa um colapso total, argumentaram os analistas do banco, mas sim um ajuste que testará se o bitcoin pode registrar ganhos com base em adoção real, em vez de especulação e entusiasmo de investidores de varejo.

    Os analistas acrescentaram que o interesse do pequeno investidor está diminuindo: as pesquisas realizadas pelo banco indicaram que a adoção de criptomoedas pelos consumidores americanos caiu de 17% em meados de 2025 para cerca de 12%. Em meio a temores macroeconômicos e turbulência geopolítica, o bitcoin não fez jus ao seu apelido de “ouro digital”, visto que vem caindo há quatro meses consecutivos enquanto o ouro subiu cerca de 15% desde o início de 2026.

    4. Agora há “muitas outras áreas onde as pessoas podem ir e especular”, disse Anthony Pompliano, CEO da ProCap Financial. Durante anos, as criptomoedas foram vistas como a melhor maneira de fazer uma aposta audaciosa com potencial de ganhos enormes — era a “visão consensual de onde existia assimetria”, afirmou o executivo. Mas com inteligência artificial, metais preciosos e mercados de previsão ganhando destaque, as moedas digitais passaram a competir por atenção e capital.

    As startups de IA receberam mais de US$ 202 bilhões em financiamento de capital de risco no ano passado, quase metade de todo o investimento de venture capital distribuído globalmente. Hoje, os mercados de previsão movimentam bilhões de dólares em volume negociado a cada semana, um aumento significativo em relação aos US$ 7 milhões vistos há menos de dois anos. Além disso, cada vez mais mineradores de bitcoin estão “pivotando para IA”, usando seus equipamentos para fornecer poder computacional para modelos de inteligência artificial. Alguns estão até vendendo bitcoin para fazer isso.

    5. De acordo com analistas da Bernstein, o mercado passa por uma “crise de confiança autoimposta” . Enquanto alguns especialistas reforçam cada vez mais os alertas sobre a aproximação de um bear market mais intenso para as criptomoedas, os analistas da Bernstein mantêm uma perspectiva otimista para 2026, afirmando que “estamos vivenciando o cenário de forças baixistas mais fraco da história do bitcoin”. 

    Na ausência de falhas sistêmicas ou falências de exchanges — “nada explodiu, não há nenhuma revelação desastrosa” — os analistas da instituição sustentam que a recente queda não reflete o fato de que o alinhamento institucional permanece forte, a política dos EUA ainda é favorável às criptomoedas e grandes gestoras de fundos estão entrando cada vez mais no mercado de cripto. O relatório reiterou a meta de preço de US$ 150 mil para o bitcoin até o final de 2026.

    NÚMEROS EM DESTAQUE

    US$ 23 bilhões

    O valor em ouro que a emissora de stablecoin Tether possui atualmente. Nos últimos meses, as compras de ouro da empresa superaram as da maioria dos bancos centrais globais, e suas reservas a colocam entre os 30 maiores detentores do metal no mundo, à frente de países como Austrália, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul. 

    100 mil vezes

    O quanto os computadores quânticos atuais precisariam melhorar em termos de poder computacional para quebrar a criptografia do bitcoin, segundo um novo relatório da CoinShares.

    40.613

    Quantidade de ETH que a Bitmine, empresa de tesouraria em Ethereum, adquiriu na semana passada quando os preços estavam em queda. “A Bitmine Immersion Technologies afirmou que agora controla US$ 10 bilhões em criptomoedas, ações e dinheiro após adquirir mais ether durante o crash da semana passada”, publicou a CoinDesk.

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    Confira os novos episódios de “Evolving Money”

    Os episódios mais recentes do nosso podcast premiado, “Evolving Money”, já estão disponíveis. O programa desta semana aborda como as grandes instituições das finanças tradicionais estão integrando criptomoedas em suas ofertas de investimento. E na semana passada, fizemos uma análise aprofundada de uma das maiores tendências que estão transformando os mercados financeiros: a tokenização.

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    CRIPTOCURIOSIDADES

    O que é mineração?

    A

    Um mecanismo de consenso de prova de participação

    B

    O processo que o Ethereum usa para gerar novas moedas e verificar transações

    C

    O processo que o Bitcoin usa para gerar novas moedas e verificar transações

    D

    Todas as opções acima

    Veja a resposta abaixo.

    Resposta da pergunta

    C

    O processo que o Bitcoin usa para gerar novas moedas e verificar transações

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