Instituições podem romper o ciclo do BTC de quatro anos, alerta analista

O diretor de investimentos da Fundstrat, Tom Lee, afirmou que o capital institucional pode alterar a lógica histórica do Bitcoin.
Segundo ele, os fluxos consistentes dos últimos dois anos criaram movimentos contrários aos ciclos anteriores do mercado.
Em entrevista recente a Mario Nawfal, Lee, também presidente da Bitmine, explicou a origem desse ciclo.
O mecanismo de halving, que reduz as recompensas de mineração a cada quatro anos, gerou esse padrão.
Lee destacou que o mercado deixou de ser dominado por investidores de varejo. Ele ressaltou que 2024 trouxe grandes compradores corporativos e ETFs, garantindo fluxos contínuos de capital para o Bitcoin.
Assim, o mercado se afastou das altas baseadas apenas na escassez de oferta.
Liquidez do mercado de ações pode ter encerrado o ciclo do BTC tradicional
Segundo Lee, o mercado cripto encara dois testes cruciais. O primeiro é verificar se o Bitcoin seguirá sua trajetória histórica de queda no próximo ano.
O segundo é entender se ele conseguirá se desligar da forte correlação com os mercados de ações. Se ambos se confirmarem, as discussões sobre ciclos podem perder relevância.
Durante mais de uma década, o Bitcoin exibiu padrões quase previsíveis. A cada quatro anos, o halving reduzia a emissão de moedas, iniciando fortes movimentos.
Em suma, os preços subiam até novas máximas, depois desabavam em longos ‘invernos cripto’, reiniciando o ciclo do BTC. Esse padrão tornou-se quase sagrado entre traders.
Porém, grandes analistas acreditam que essa era pode estar chegando ao fim.
👉Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre as melhores Bitcoin wallets para esclarecer as dúvidas dos usuários.

Pierre Rochard, CEO da The Bitcoin Bond Company, apoia essa visão. Em uma publicação recente, ele afirmou que o ciclo perdeu relevância.
O argumento dele é direto: apenas 5% do Bitcoin ainda precisa ser minerado. Assim, o impacto do halving ficou bem menor.
Sobretudo, no início da rede, cortar recompensas de mineradores causava choques fortes no fluxo.
Agora, os principais catalisadores são os fluxos institucionais, os veículos regulados e fatores macroeconômicos globais.
Jason Dussault, CEO da Intellistake.ai, compartilha dessa leitura. Para ele, os compradores institucionais representam uma transformação estrutural.
‘O halving ainda importa, mas deixou de ser o motor principal’, disse ao CryptoNews.
Lei GENIUS abre espaço para novos produtos de cripto em Wall Street
Atualmente, os preços reagem também à liquidez global, aos fluxos em ETFs e ao sentimento dos investidores. Esses fatores se somam à mecânica de oferta da rede.
‘Bitcoin responde cada vez mais aos mesmos fatores que afetam ações, títulos e commodities’, completou.
Em julho, Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, reforçou a tese. Ele sugeriu que o ciclo de quatro anos pode não guiar mais o mercado.
Durante uma discussão com Kyle Chassé e James Seyffart, Hougan afirmou que esse modelo histórico se deteriora. Para ele, o futuro pode trazer um crescimento mais longo e sustentável.
Além disso, Hougan destacou a aprovação da lei GENIUS em julho. Segundo ele, a medida abriu espaço para Wall Street criar produtos financeiros focados em cripto.
Glassnode defende que o ciclo segue intacto
Apesar disso, nem todos concordam com a ‘morte’ do ciclo de quatro anos do Bitcoin. Connor Howe, CEO da Enso, declarou ao CryptoNews que o impacto do halving apenas enfraqueceu.
O halving segue importante para a economia da mineração e a narrativa de escassez. Mas, os traders já não podem depender de um ciclo rígido de quatro anos.
Além disso, uma pesquisa da Glassnode reforça que o ciclo do BTC ainda existe. A empresa de análise afirmou que a duração atual se assemelha aos ciclos anteriores.

Segundo os dados, os picos das fases 2015-2018 e 2018-2022 ocorreram 2 a 3 meses após o ponto atual. Isso indica uma maturidade semelhante às referências históricas, e não o fim do ciclo.
No gráfico de quatro horas, o Bitcoin caiu para mínimas de US$ 109.977 no fim de semana.
Depois, recuperou para US$ 112.150 no momento da publicação. Mesmo assim, a confiança do investidor continua frágil.

Esse cenário enfraqueceu o sentimento de alta. Assim, muitos agora duvidam que o BTC consiga superar a máxima de US$ 124.128 registrada no mês passado.
Nesse sentido, pesquisas recentes mostram que quase 70% dos participantes esperam uma queda até US$ 105.000 antes de qualquer recuperação.
👉Existem diversas maneiras de obter Bitcoin, seja comprando, minerando em hardware ou até por uma plataforma de mineração de Bitcoin.
Leia mais:
- Carteira de BTC antiga move US$52 mi e alerta mercado – Análise
- Valor do ETH em US$ 10 mil? Hashdex acredita que sim e aponta fatores
- Banco Central do Brasil está perdido e não tem data para publicar regras para criptomoedas