Valor do ETH em US$ 10 mil? Hashdex acredita que sim e aponta fatores

O preço do Ethereum pode subir para US$ 10 mil já que o mercado de criptomoedas amanheceu nesta sexta-feira (5/9) ainda repercutindo a alta recente do Bitcoin, que voltou a ser negociado na faixa de US$ 112 mil.
O payroll dos Estados Unidos, que será divulgado no final do dia, deve confirmar a criação de apenas 75 mil vagas em agosto, com o desemprego em 4,3%, o maior nível desde 2022.
Esse cenário reforça a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve, medida que tende a impulsionar ativos de risco como BTC e Ethereum (ETH).
Apesar do protagonismo momentâneo do Bitcoin, os olhos do mercado estão voltados para o Ethereum, que segundo projeções da gestora Hashdex pode alcançar a marca de US$ 10 mil nos próximos meses.
A expectativa é baseada em três pilares centrais: avanços na infraestrutura da rede, crescimento da tokenização de ativos reais e adoção crescente de criptomoedas pelas novas gerações.
Valor do ETH pode ser o protagonista do mercado

Dois anos atrás, quando o Ethereum era negociado a US$ 1.600, muitos investidores duvidavam da sua recuperação.
A rede enfrentava críticas pela lentidão das atualizações e pela concorrência de outras plataformas de contratos inteligentes.
Naquele momento, o CIO da Hashdex, Samir Kerbage, classificou o ETH como o ‘gigante adormecido’ do setor cripto.
Mesmo diante do pessimismo, Kerbage defendia que a Ethereum reunia condições únicas para liderar o mercado no longo prazo.
Ele citava melhorias na infraestrutura, a tendência global de tokenização de ativos reais (RWA) e a mudança geracional na base de investidores como fatores decisivos.
‘À medida que mais investidores entenderem o papel do Ethereum como infraestrutura da economia digital, ficará claro que esse gigante nunca esteve realmente dormindo’, afirmou à época.
Tokenização e stablecoins impulsionam a rede
As previsões do executivo se confirmaram. Hoje, o setor de tokenização se tornou um dos motores de valorização do ETH.
De acordo com a Hashdex, o volume de ativos tokenizados saltou de US$ 5 bilhões em 2022 para US$ 24 bilhões em 2025, com projeções do Bank of America apontando para um mercado de até US$ 16 trilhões nos próximos anos.
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Kerbage destaca que a dominância do Ethereum em contratos inteligentes facilita a fragmentação de ativos como imóveis, obras de arte e títulos financeiros em tokens líquidos, negociados na blockchain.
A capacidade de transformar ativos reais em instrumentos digitais negociáveis coloca a Ethereum no centro dessa revolução, afirmou.
Outro fator essencial é o avanço das stablecoins.
A aprovação da Lei GENIUS nos Estados Unidos reforçou a credibilidade desse mercado e consolidou a Ethereum como principal infraestrutura.
Desse modo, atualmente a rede concentra US$ 155 bilhões em stablecoins lastreadas em dólar, o que fortalece seu papel como base de pagamentos digitais globais.
Adoção pelas novas gerações amplia mercado
A terceira base da tese de valorização está na adoção crescente pelas novas gerações.
Um levantamento da Charles Schwab de 2022 mostrava que 47% dos Millennials e 43% da Geração Z já investiam em criptomoedas.
Três anos depois, essa participação ultrapassou a marca de 50% entre os jovens da Geração Z, ampliando o protagonismo dessa faixa etária no setor.
Kerbage ressalta que as gerações mais velhas transferirão mais de US$ 100 trilhões para as mais jovens nas próximas duas décadas.
Esse movimento de riqueza tende a direcionar volumes expressivos para ativos digitais, nos quais os novos investidores já demonstram maior confiança.
‘A força econômica das novas gerações está apenas começando, e o Ethereum será um dos maiores beneficiados desse processo’, acrescentou o CIO da Hashdex.
ETH rumo aos US$ 10 mil?
Outro motor recente para o Ethereum são os ETFs. Nos últimos três meses, os fundos de ETH registraram entradas aceleradas, superando até os ETFs de Bitcoin.
Só na última semana, os aportes foram de US$ 1,4 bilhão para o ETH, contra US$ 748 milhões para o BTC, de acordo com a CoinShares.
A Hashdex aponta que essa migração de capital institucional reforça a atratividade do Ethereum como ativo de longo prazo.
Além disso, empresas classificadas como Tesourarias de Ativos Digitais (DATs) também vêm aumentando a exposição à moeda, fortalecendo o ciclo de valorização.
Mesmo com a alta acumulada de mais de 100% desde o início de 2024, Kerbage acredita que há espaço para o Ethereum dobrar de valor novamente.
‘Projetei que o ETH ultrapassará US$ 10.000 quando investidores usarem soluções de stablecoins em pagamentos nos Estados Unidos.’
Esse otimismo é sustentado também pela comparação de desempenho com o Bitcoin. Em 2025, enquanto o BTC subiu apenas 10%, o Ethereum valorizou cerca de 60%, mostrando força relativa superior.
Ainda assim, analistas alertam que o ETH mantém forte correlação com o Bitcoin, com coeficientes acima de 0,8 nos últimos cinco anos.
Dessa forma, a empresa de pesquisa Ecoinometrics lembra que a recente disparada não levou o Ethereum a operar de forma independente.
‘O ETH segue o BTC, apenas com maior intensidade nos movimentos’, destaca a análise.
Grandes investidores migram para o Ether
O fato do Ethereum ainda estar 14% abaixo de sua máxima histórica, renovada em agosto, mostra espaço para valorização, mas também impõe limites.
Para sustentar um ciclo autônomo, a rede precisará de novas narrativas além do acompanhamento do Bitcoin.
Além disso, um sinal de confiança veio de uma baleia que movimentou US$ 4 bilhões, trocando posições em BTC por ETH.
Assim, esse movimento reforça a tese de que parte do capital institucional começa a rotacionar para o Ethereum, apostando em seu protagonismo na economia digital.
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