Blockstream usa estratégia de atuação em segunda camada do BTC e arrecada mais de US$ 210 milhões em financiamento

A empresa conseguiu obter esse valor em financiamento em menos de um mês após lançar um novo token de segurança na Europa.
A Blockstream, uma corporação da área de tecnologia e de grande reputação no mercado, expandiu os seus esforços para levantar mais capital. Até o momento e em apenas poucos dias, foram arrecadados mais de US$ 210 milhões em financiamentos. Isso aconteceu graças ao apoio de outras empresas, especialmente da Fulgur Ventures. Esse desempenho é bastante positivo.
A estratégia de atuação em segunda camada do Bitcoin é o principal atrativo para chamar a atenção dos financiadores interessados em apostar na empresa. Além disso, a Blockstream oferece um sistema de operação de mineração e também de desenvolvimento de produtos financeiros. Dessa forma, ela consegue proporcionar mais opções de uso para o ativo e impulsionando o crescimento do mercado.
Veja mais sobre a proposta da empresa, sua atuação na rede Bitcoin e as projeções de preço atual para o ativo e demais criptomoedas.
Detalhes sobre a estratégia de financiamento e atuação da Blockstream
A empresa afirmou no último dia 15 que está buscando financiamento de dívida para prosseguir fazendo testes na rede do Bitcoin. Os planos dos desenvolvedores abrangem a atuação na segunda camada, o desenvolvimento de novas possibilidades de mineração, além do desenvolvimento de novos produtos financeiros.
Entre os produtos elaborados pela empresa está a Liquid Network. Essa é uma ferramenta lançada em 2018 e desenvolvida especialmente para atuar na blockchain do BTC. A função do mecanismo é promover transações mais rápidas e também fazer a emissão de ativos. Isso vale para stablecoins e também para tokens de segurança.
Por ser uma das ferramentas de maior notoriedade da empresa, existe uma maior movimentação de ativos na Liquid. Segundo a empresa, mais de US$ 1,8 bilhões de ativos, como stablecoins, valores mobiliários e títulos tokenizados já foram emitidos usando a ferramenta. Ademais, atualmente a Liquid também mantém mais de 3.800 tokens BTC bloqueados on-chain.
Além da atual captação de recursos, recentemente a Blockstream lançou uma outra campanha. Trata-se da venda de um token de segurança chamado “Blockstream Mining Note 2 (BMN2)”. O ativo chamou a atenção por ser lastreado pelo sistema de mineração de Bitcoin da empresa. Além disso, os desenvolvedores pretendem atrair os investidores institucionais da Europa. O atrativo está voltado aos rendimentos gerados por meio da mineração promovida pela Blockstream na América do Norte.
Antes disso, a empresa já havia lançado um token de segurança (BMN1). Os ativos surgiram em 2021 e venceram em julho deste ano, entregando rendimentos de 32% nesses três anos.

Atuação na segunda camada da rede Bitcoin
Não é uma novidade o interesse das empresas em promover soluções para a rede BTC. A procura por atuação em segunda camada vem crescendo desde o lançamento do protocolo Ordinals, que se deu no ano passado. Com essa atualização, passou-se a permitir o armazenamento e inscrição de NFTs diretamente na blockchain do Bitcoin.
Isso fez com que houvesse um aumento nas transações dentro rede. Principalmente por atrair a atenção de empresas de tecnologia e startups, que viram na procura um nicho de mercado. De consequência, a velocidade das operações caiu e as taxas de gas aumentaram. Iniciou-se, então, uma corrida para oferecer soluções de escalabilidade. Tudo isso visando proporcionar transações mais rápidas e também taxas mais baixas.
A discussão em torno da atuação em segunda camada da rede BTC voltou a ser tema de discussão recentemente. Especialmente por conta da aprovação dos ETFs de criptomoedas, que tendem a impulsionar um maior movimento na rede. Isso acontece depois de um período em que as blockchains do Bitcoin estiveram esquecidas devido a utilidade da rede Ethereum.
O ecossistema do token ETH ainda é a maior rede escalável do mercado. Diversos desenvolvedores buscam a blockchain para desenvolver seus projetos. Com isso, a atuação em segunda camada virou prioridade, visando desobstruir e impulsionar as transações.
Contudo, devido ao aumento da procura por BTC e à recente valorização do ativo, especialistas estão apontando para a necessidade de discussão acerca da segurança no setor. Isso deve passar pelo desenvolvimento de soluções efetivas na segunda camada.
Ademais, é esperado que o mercado de ativos digitais cresça ainda mais nos próximos anos. Isso porque, segundo a Forbes Digital Assets, o valor estimado das ferramentas desenvolvidas até agora é de US$ 19,65 bilhões. Isso engloba as soluções para a segunda camada tanto do Ethereum quanto do Bitcoin.
Atual cenário de preço do Bitcoin e demais criptomoedas
Além das movimentações envolvendo ferramentas, o BTC teve um bom aumento de preço nos últimos meses. O token passou por oscilações consideráveis ao longo do ano, especialmente em razão da FOMO causada por alguns eventos. Primeiro, a aprovação dos ETFs de BTC em janeiro, depois, o halving do ativo que aconteceu em abril. Mesmo atingindo seu valor máximo histórico, o Bitcoin também foi afetado pelo cenário de crise nos Estados Unidos.
A inflação no país disparou nos últimos meses. A incerteza fez com que muitos investidores deixassem o mercado ou ainda vendessem seus ativos para saldar dívidas. No entanto, as últimas ações do FED foram efetivas para reverter a situação. A solução forneceu aos detentores de tokens uma oportunidade para respirar aliviados mais uma vez.
Prova disso é o atual preço do Bitcoin. A moeda está sendo vendida por um pouco mais de US$ 67,7 mil no momento. Isso corresponde a um crescimento de quase 10% nos últimos sete dias. Considerando o último mês, o BTC aumentou cerca de 17%, fazendo com a compra fosse uma opção no momento.
Juntamente com o Bitcoin, as outras criptomoedas também têm apresentado bons resultados. O destaque vai para as meme coins, que são ativos de menor valor e ainda assim são bastante procurados pelos investidores.
O atual cenário tem potencial para ser ainda mais promissor devido ao fim da instabilidade. Com isso, diversos especialistas estão prevendo que haverá um aumento considerável para o BTC e outros tokens já no começo de 2025. Enquanto isso, os investidores podem considerar compor carteira e apostar em ativos com potencial de crescimento. Assim, será possível aproveitar ao máximo a melhor fase do mercado.

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