As empresas estão preparadas para o metaverso? Na Alemanha, parece que não

Uma nova pesquisa realizada pela Bitkom, associação digital da Alemanha, com 605 empresas com 20 ou mais funcionários, revela que um terço das empresas alemãs acredita que o metaverso é uma tecnologia essencial para o futuro.
Otimismo e ceticismo coexistem
No entanto, o caminho para a adoção generalizada ainda está repleto de desafios. Embora 32% das empresas pesquisadas vejam o metaverso como uma tecnologia fundamental para o futuro, 62% acreditam que ela é apenas uma tendência passageira.
Apesar disso, há um reconhecimento crescente do potencial do metaverso em várias indústrias, com jogos (74%), turismo (60%), mídia e entretenimento (54%) e setores de TI (52%) liderando o gráfico.
Contudo, o caminho para a adoção generalizada é impedido por vários desafios. Quase metade (47%) vê o metaverso como irrelevante e não espera que ele se torne importante.
Apenas 13% das empresas já exploraram tecnologias do metaverso, e embora o investimento atual seja baixo, 22% antecipam investir no metaverso após 2025.

A falta de aplicações práticas, imaturidade tecnológica, incertezas regulatórias e a escassez de talentos qualificados são grandes obstáculos a serem superados.
“O metaverso é uma faca de dois gumes”, disse Bernhard Rohleder, CEO da Bitkom. “Por um lado, ele apresenta diversas oportunidades para inovação, eficiência e novos modelos de negócios. Por outro, é um setor complexo e de rápida evolução que pode ser avassalador para muitas empresas.”
Grandes empresas de tecnologia exploram o metaverso
Desde que ganhou destaque em 2021, o mercado do metaverso teve um crescimento explosivo, saltando de US$ 478,8 bilhões em 2020 para estimados US$ 650 bilhões em 2022.
Projeta-se que ele atinja US$ 783,3 bilhões até 2024. Segundo um relatório da McKinsey, até 2030, ele poderá superar US$ 5 trilhões.
Grandes empresas de tecnologia estão explorando o metaverso de forma bastante ativa. A mudança do nome do Facebook para Meta é o exemplo mais conhecido.
No entanto, outros movimentos relevantes incluem a proposta de aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, a plataforma Omniverse da Nvidia e o headset VR2 para PlayStation da Sony. Também podemos adicionar o Vision Pro da Apple, um headset de “realidade mista”, que suporta tanto conteúdo de realidade virtual quanto aumentada (AR).

Enquanto isso, a empresa alemã Siemens está liderando o uso do metaverso para fins industriais. O conglomerado tecnológico combina tecnologias avançadas como realidade virtual (VR), inteligência artificial (AI) e computação em nuvem para criar fábricas virtuais e designs de produtos.
Vale destacar a parceria da Siemens com a Sony, destinada a introduzir uma nova solução de engenharia imersiva que combina o display da Sony com o software Xcelerator da Siemens.

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