Cotação do BTC vai subir para US$ 120 mil esta semana? CryptoQuant diz que não, confira

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Cotação do BTC enfrenta resistência em US$ 113 mil; analista da CryptoQuant prevê consolidação em US$ 110-115 mil sem avanço imediato.
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Bitcoin pode cair para US$ 73 mil com cenário macro ruim

A cotação do BTC (Bitcoin) vai subir nesta semana? Atualmente o BTC opera em um momento de consolidação, com preços em torno de US$ 111,8 mil.

Após tocar a mínima local de US$ 107,2 mil, a criptomoeda recuperou até US$ 113,3 mil, mas voltou a perder força.

Essa movimentação reforça a dúvida dos traders sobre se o ativo pode alcançar US$ 120 mil nos próximos 5 dias?

Para o analista Alex Adler Jr, da CryptoQuant, a resposta é não.

BTC encontra suporte entre US$ 110 mil e US$ 111 mil

De acordo com ele, os indicadores atuais mostram uma estrutura de mercado mais neutra e com viés de baixa, limitando as chances de uma disparada tão rápida.

Embora alguns investidores apostem em rompimentos fortes, o especialista afirma que as condições técnicas e de derivativos ainda não sustentam uma alta sustentada até aquele patamar.

Ele explica que o Bitcoin encontra suporte importante entre US$ 110 mil e US$ 111 mil.

A perda dessa faixa pode levar o preço novamente a US$ 107 mil, que funciona como suporte mais sólido.

Caso esse patamar seja rompido, os riscos de correção aumentam e o mercado pode buscar níveis próximos de US$ 105 mil.

Do lado da resistência, a barreira imediata está em US$ 113 mil.

‘Se o preço conseguir romper e se manter acima desse nível, abre-se espaço para testar as zonas de US$ 115 mil a US$ 116 mil.’, disse.

Só a partir desse ponto a recuperação ganharia mais consistência. Adler reforça que, até o momento, o cenário base segue lateral, com risco de quedas pontuais.

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Cotação do BTC vai subir?

De acordo com ele, um dos indicadores mais observados nesta semana é o momentum de 30 dias, que se encontra em −5%.

Embora melhore em relação à semana passada, quando marcava −8%, ainda permanece em território negativo.

Adler destaca que esse dado mostra que a pressão vendedora diminuiu, mas os compradores ainda não assumiram o controle.

Para uma reversão clara de tendência, seria necessário que o momentum voltasse a 0 e avançasse para +8% ou +10%. Enquanto isso não acontece, o mercado segue em “consolidação com viés de baixa”.

Além disso, ele explica que movimentos abaixo de −10% poderiam indicar aceleração da correção. Por outro lado, uma recuperação consistente do momentum seria sinal de retomada dos compradores.

As análises de opções também ajudam a entender por que os US$ 120 mil parecem distantes no curto prazo.

O nível de ‘Max Pain’, que representa o ponto de equilíbrio dos contratos, está fixado em US$ 112 mil.

‘Esse dado significa que o preço tende a permanecer nessa região até o vencimento mais próximo, em 12 de setembro.’, afirmou;

O interesse dos investidores em opções de compra se concentra entre US$ 122 mil e US$ 126 mil, mas esse movimento ainda não é forte o bastante para alterar o cenário.

Adler lembra que o excesso de calls pode até sinalizar otimismo, mas o mecanismo do Max Pain atua como freio para altas muito rápidas.

Nos ETFs, especialmente o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock, o viés também é de otimismo moderado.

O volume de posições abertas (Open Interest) mostra predominância de calls, mas novamente a barreira técnica do Max Pain em US$ 111–112 mil trava o avanço imediato.

Dados on-chain em retração

Os números da rede reforçam a visão cautelosa.

O número de carteiras ativas caiu 6% na semana, a taxa de hash recuou mais de 7% e o volume de transações diminuiu cerca de 8%.

De acordo com o analsita, esses indicadores mostram que a atividade on-chain está enfraquecida, sinalizando menor participação do varejo e menos movimento entre mineradores.

Apesar disso, houve um ponto positivo já que as reservas de Bitcoin em exchanges caíram 1,03%, indicando saída de moedas das plataformas.

Esse movimento reduz a oferta imediata e tende a dar suporte ao preço no médio prazo.

Nos mercados futuros, o Índice de Mercado Integrado (IMI) ficou entre 45 e 50 pontos, em regime neutro, mas ainda sem sinais de tendência altista clara.

O analista explica que os vendedores perderam força em relação à semana anterior, mas os compradores não conseguiram assumir a dianteira.

Além disso, o interesse em novas posições alavancadas segue baixo. Isso diminui o risco de liquidações violentas, mas também não cria combustível para sustentar uma alta consistente.

Perspectivas para o curto prazo

Com base em todos os dados, Adler conclui que o cenário atual não aponta para US$ 120 mil nesta semana.

O mais provável é que o Bitcoin continue consolidado entre US$ 110 mil e US$ 115 mil, com possibilidade de testes em US$ 108 mil ou até US$ 105 mil.

Só um rompimento firme acima de US$ 123 mil abriria espaço para buscar a região de US$ 125 mil a US$ 126 mil.

Mesmo assim, esse movimento dependeria de aumento expressivo no momentum e melhora das métricas on-chain, o que ainda não ocorreu.

‘O mercado precisa de sinais mais claros de entrada de novos compradores. Por enquanto, o que vemos é uma rotação cautelosa e falta de euforia. Isso explica por que a faixa de US$ 110 mil a US$ 115 mil deve prevalecer no curto prazo’, afirmou Adler em sua análise.

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