ETFs de BTC registram entrada de US$ 332 milhões e superam ETH

O mercado de criptomoedas iniciou a semana com sinais de rotação institucional.
Enquanto os ETFs de BTC receberam US$ 332 milhões em aportes líquidos, os fundos de Ethereum amargaram saídas significativas.
O movimento reforça a percepção de que investidores institucionais voltam a privilegiar a maior criptomoeda do mercado como principal veículo de exposição ao setor.
Aportes em ETFs de BTC ultrapassam os de ETH
De acordo com dados da SoSoValue, os ETFs de Bitcoin registraram na última terça-feira (2/9) uma entrada líquida de US$ 332,7 milhões.
O destaque ficou com o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC), que captou US$ 132,7 milhões no dia, seguido pelo iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, com US$ 72,8 milhões.
Outros emissores, como Ark & 21Shares, VanEck, Invesco, Bitwise e Grayscale, também participaram da captação, ampliando o fluxo positivo para os veículos ligados ao BTC.

Em contrapartida, os ETFs de Ethereum sofreram saídas líquidas de US$ 135,3 milhões. O maior impacto veio do Fidelity Ethereum Fund (FETH), que perdeu US$ 99,2 milhões em um único dia.
O Bitwise ETHW também registrou retiradas de US$ 24,2 milhões.
Esse contraste reforça a leitura de que a preferência institucional neste momento está voltada ao Bitcoin, sobretudo após as recentes correções de preço da segunda maior criptomoeda.
Vale lembrar que, poucos dias antes, o ETF de Ethereum da BlackRock havia captado quase US$ 315 milhões em apenas uma sessão, o que mostra como os fluxos permanecem altamente voláteis.
📚Leia também: ETF Bitcoin no Brasil em 2025 – O que são ETFs de Bitcoin?
Recuperação do BTC acompanha entrada de capital
Ademais, o fortalecimento dos ETFs coincidiu com uma recuperação do preço do Bitcoin, que saltou dos US$ 107.250 para a faixa de US$ 111.700.
Segundo o analista Crypto Patel, os ETFs já respondem por cerca de 7% do fornecimento circulante de BTC.

A BlackRock, isoladamente, detém mais de 746.000 bitcoins em seus fundos, consolidando-se como a maior operadora global de ETFs da criptomoeda.
Sobretudo, a demanda corporativa também segue ativa.
A Strategy (antiga MicroStrategy), liderada por Michael Saylor, anunciou recentemente a compra de 4.048 BTC por US$ 449,3 milhões, elevando suas reservas totais para 636.505 bitcoins — avaliados em cerca de US$ 70 bilhões.
O movimento de acumulação também se estende a governos.
Dados da Arkham Intelligence revelam que os Emirados Árabes Unidos estão entre os quatro maiores detentores soberanos de Bitcoin, controlando mais de 6.300 BTC por meio da estatal Citadel Mining, avaliados em aproximadamente US$ 740 milhões.
Resistências técnicas ainda limitam avanço
Apesar do alívio, a análise técnica aponta que o Bitcoin ainda enfrenta desafios para consolidar um rompimento.
O analista Ali Martinez destacou que o ativo encontra forte resistência em US$ 110.700, com múltiplas rejeições nesse patamar.
Caso não consiga ultrapassar esse nível, o BTC pode recuar novamente para US$ 107.200, ou até testar a região de US$ 103.000, antes de um movimento mais sustentável de alta.

Em suma, esse cenário reforça a visão de que a tendência de curto prazo depende tanto da força compradora institucional quanto da superação das barreiras técnicas que limitam a valorização.
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