BTC cai e perde suporte após vencimento bilionário de opções – Análise

Atualmente, o Bitcoin acumulou queda de 3% na sexta-feira (29/08).
Com isso, voltou a ser negociado abaixo de US$ 110.000, nível que havia atuado como suporte durante a semana.
Esse recuo preocupa investidores, já que pode sinalizar uma mudança de tendência mais ampla.
A seguir, veja como o vencimento das opções impactou o preço e quais cenários se desenham para os próximos dias.
BTC cai: vencimento de opções pressiona a cotação
O mercado de opções é um instrumento derivativo que dá ao investidor o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo por um preço predeterminado no futuro.
Assim, funciona como uma ferramenta de hedge ou especulação, dependendo da estratégia adotada.
No mercado cripto, opções ajudam a gerenciar riscos, mas também podem acentuar movimentos bruscos de preço.
Nesta sexta-feira, US$ 11,7 bilhões em opções de BTC expiraram. O lote apresentava uma relação Put/Call de 0,79, indicando mais posições de compra do que de venda.
Além disso, o ponto de dor máximo (max pain) estava em US$ 116.000.
Esse conceito representa o preço em que o maior número de opções expira sem valor, gerando prejuízos aos detentores.

Na prática, isso significa que os vendedores de opções tendem a puxar o preço para perto do nível de max pain.
Como o BTC está abaixo desse patamar, o vencimento intensificou a pressão de venda, favorecendo a tendência de baixa.
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Análise técnica mostra possíveis cenários
O gráfico diário mostra que o Bitcoin entrou em trajetória de baixa após alcançar uma nova máxima histórica em 14 de agosto. A princípio, o movimento parecia apenas uma correção natural.
No entanto, a formação de um topo e um fundo descendente, somada à perda do suporte em US$ 112.500, trouxe sinais mais preocupantes.
A queda abaixo do nível psicológico de US$ 110.000 reforça esse cenário.
Se a pressão vendedora continuar, os próximos alvos estão em US$ 106.500 e US$ 101.000, com este último patamar representando uma queda adicional de cerca de 8%.

No gráfico de 4 horas, o quadro se torna ainda mais delicado. Na quarta-feira (20), ocorreu um Death Cross, quando a média móvel exponencial (EMA) de 50 períodos cruzou abaixo da EMA de 200 períodos.
Esse é um dos sinais mais fortes de venda na análise técnica.
A última vez que o cruzamento ocorreu foi em junho, quando o BTC caiu para uma mínima abaixo de US$ 98.300.

Portanto, o curto prazo apresenta riscos elevados, e a possibilidade de novas quedas não pode ser descartada.
Indicadores on-chain são mais otimistas
Apesar do cenário técnico desafiador, os indicadores on-chain oferecem uma visão mais positiva.
Com a recente queda, a porcentagem de detentores de Bitcoin em lucro caiu para menos de 90%, o menor nível em quase três meses, segundo dados da Glassnode.
Historicamente, essa condição reduz a pressão de venda, já que investidores preferem segurar suas posições até que novos picos de preço surjam.
Além disso, os fluxos nas exchanges corroboram esse ponto de vista.
Nos últimos três dias, mais de US$ 500 milhões em BTC saíram das corretoras, de acordo com a Coinglass.

Esse movimento é geralmente interpretado como um sinal otimista.
Quando menos moedas ficam disponíveis para venda imediata nas exchanges, a pressão vendedora diminui, o que abre espaço para que os compradores retomem o controle do mercado, caso a demanda se mantenha firme.
Dessa forma, o BTC segue em um ponto decisivo, dividido entre o risco de uma reversão de tendência e o alívio possível vindo dos fundamentos da rede.
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