Nubank mira stablecoins atreladas ao dólar para pagamentos

O Nubank, maior banco digital da América Latina, se prepara para integrar stablecoins atreladas ao dólar.
Elas serão usadas no ecossistema de pagamentos do ‘roxinho’, começando pelas transações de cartão de crédito.
Campos Neto observou que muitas pessoas compram cripto como reserva de valor, mas esse comportamento começa a mudar.
‘Precisamos entender por que isso acontece’, disse. Para ele, os bancos devem evoluir, aceitando depósitos tokenizados e emitindo crédito com base em ativos digitais.
Nubank vê mudança no uso de stablecoins
O movimento do Nubank em direção às stablecoins reflete sua expansão contínua no setor cripto.
O banco, sediado em São Paulo e com mais de 100 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, entrou no mercado em 2022 com alocação em Bitcoin e serviços de negociação de criptomoedas.
No início de 2025, a empresa passou a oferecer suporte a altcoins como Cardano, Cosmos, Near Protocol e Algorand.
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Stablecoins ganham força na América Latina
O Brasil concentra boa parte dessa tendência. Em fevereiro, o presidente do Banco Central revelou que 90% da atividade cripto no país estava ligada a stablecoins.
Ou seja, a inflação alta e a volatilidade do real tornaram tokens como USDT e USDC alternativas atraentes.
Na Argentina, onde a inflação ultrapassou 100%, as stablecoins responderam por mais de 70% das compras de cripto em 2024, segundo a Bitso.
Na Venezuela, com inflação anual de 229% em maio, tokens como USDT já aparecem em quase metade das transações de cripto abaixo de US$ 10 mil.
Assim, até a Bolívia mudou de postura.
Agora, o país suspendeu a proibição ao cripto em 2024 e assinou acordo com El Salvador para promover a adoção.
Hoje, o Banco Central da Bolívia apoia pagamentos com Bitcoin e stablecoins no sistema financeiro.
EUA aceleram adoção cripto
Ademais, a aprovação recente do GENIUS Act, sancionado pelo presidente Donald Trump, busca consolidar a dominância do dólar ao apoiar stablecoins em mercados globais.
O Tesouro dos EUA prevê que o mercado de stablecoins ultrapasse US$ 2 trilhões até 2028. O crescimento pressiona por mais liquidez, interoperabilidade e alinhamento regulatório.
Desse modo, a Tether já se move nesse sentido.
Enquanto isso, o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou que o setor pode crescer de US$ 250 bilhões atuais para até US$ 2 trilhões em poucos anos.
‘Muitos acreditam que chegará a US$ 1 trilhão ou US$ 2 trilhões em pouco tempo’, disse Garlinghouse, destacando que a Ripple está bem posicionada para aproveitar essa trajetória.
Por outro lado, a Western Union sinaliza forte interesse em usar stablecoins para modernizar suas operações de remessas globais, marcando uma nova fase de transformação digital.
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