Fundador do Telegram é preso, B3 e BlackRock lançam BDR de ETF de Ethereum e outros destaques da semana
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Esta semana no mercado de criptomoedas: a Rede Blockchain Brasil poderá ser acessível ao público em 2025, enquanto o Brasil se destaca em investimentos em Bitcoin na América Latina.
A B3, em parceria com a BlackRock, lança um BDR de ETF de Ethereum, e o primeiro ETF de Solana estreia na mesma bolsa.
Por fim, o fundador do Telegram, Pavel Durov, é preso na França.
- Rede Blockchain Brasil pode ficar disponível ao público em 2025
- Brasil lidera investimentos em BTC na América Latina, diz estudo
- B3 e BlackRock fazem parceria e lançam BDR de ETF de Ethereum
- Primeiro ETF de Solana das américas estreia na B3
- Fundador do Telegram é preso na França — Entenda o caso
Rede Blockchain Brasil pode ficar disponível ao público em 2025
Na quinta-feira (22/08), o Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu o lançamento do piloto da Rede Blockchain Brasil (RBB). Esta é uma iniciativa que visa integrar a tecnologia blockchain ao setor público e privado do Brasil. Desenvolvida desde 2022 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), espera-se que a RBB se torne acessível ao público entre 2025 e 2026.
Rainério Leite, secretário de Tecnologia da Informação e Evolução Digital do TCU, descreveu a RBB como um projeto sem precedentes no Brasil, destacando seu potencial para transformar a transparência e a eficiência nos serviços públicos. A rede opera com um modelo de governança descentralizado baseado em Proof-of-authority (PoA), onde entidades públicas e privadas atuam como validadores.
A RBB promete aplicações em várias áreas, incluindo saúde, educação e segurança pública, com planos para integrar a interface do Drex, conhecido como “real digital”. Fernando Lavrado, do BNDES, enfatizou a infraestrutura robusta que a RBB fornecerá para as instituições envolvidas.
Gladstone Arantes Júnior, do BNDES, refletiu sobre o início da ideia em 2017 e destacou o baixo consumo de energia da rede e a governança compartilhada como características chave. A expectativa é que a rede esteja plenamente operacional até 2027, facilitando a adoção ampla da tecnologia blockchain no setor público brasileiro.
Brasil lidera investimentos em BTC na América Latina, diz estudo

A Bitso, líder em serviços financeiros com tecnologia cripto na América Latina, divulgou a segunda edição do relatório “Panorama Cripto na América Latina”. A empresa destacou o Brasil como o maior detentor de Bitcoin da região.
O relatório, que analisa a adoção e as tendências da criptoeconomia no primeiro semestre de 2024, revela que os brasileiros possuem cerca de 60% das carteiras e altcoins na América Latina. O estudo também observou um aumento significativo na posse de meme coins, com a Pepe (PEPE) alcançando a segunda posição nas preferências dos investidores.
A análise da Bitso indica que os investidores estão cada vez mais integrando as criptomoedas em suas estratégias financeiras, muitas vezes sincronizando suas compras com o recebimento de salários.
Segundo Thales Freitas, CEO da Bitso Brasil, a predominância do Bitcoin e altcoins nas carteiras brasileiras sugere uma estratégia de investimento de longo prazo, potencialmente influenciada por eventos como o halving do Bitcoin.
Além disso, o relatório aborda a influência potencial do Drex, a criptomoeda brasileira, na promoção da adoção de criptos. Ela proporcionaria acesso facilitado e maior integração das soluções financeiras no dia a dia.
O documento também aponta para a diversificação crescente dos portfólios na América Latina, com um aumento na participação das mulheres na economia cripto, especialmente na Argentina e no México.
B3 e BlackRock fazem parceria e lançam BDR de ETF de Ethereum

A BlackRock Brasil, em colaboração com a B3, anunciou o lançamento do iShares Ethereum Trust (ETHA39), o primeiro BDR de ETF de Ethereum no país.
A partir de 28 de agosto, o produto ficou disponível para negociação na B3, oferecendo aos investidores acesso direto ao mercado de criptoativos com uma paridade de 1:3 em relação ao índice dos Estados Unidos.
Cristiano Castro, diretor do segmento wealth da BlackRock Brasil, ressaltou a importância da parceria com a B3. Ele mencionou o sucesso anterior do BDR de ETF de Bitcoin (IBIT39) e destacando a demanda crescente por produtos mais transparentes e líquidos no setor de criptoativos.
Ele enfatizou o papel do Ethereum como a principal plataforma de contratos inteligentes, sugerindo que o investimento vai além do uso transacional, visto como uma infraestrutura valiosa a longo prazo.
O novo ETF tem uma taxa de administração de 0,25% ao ano, reduzida pela metade nos primeiros 12 meses ou até o fundo alcançar US$ 2,5 bilhões em gestão.
A B3 também está explorando a introdução de contratos futuros de Ether, com previsão de lançamento para 2025, após o sucesso dos derivativos de Bitcoin, que já movimentam cerca de R$ 5 bilhões diários.
Primeiro ETF de Solana das américas estreia na B3
Na última quarta-feira (28/08), a bolsa de valores brasileira introduziu o primeiro ETF de Solana, negociado sob o código QSOL11, com o preço inicial por cota de R$ 10.
A Solana, plataforma ágil para desenvolvimento de aplicativos descentralizados, chega como uma alternativa à Ethereum, destacando-se, sobretudo, pela rapidez nas transações dentro de seu ecossistema.
Além disso, a criptomoeda Solana, que dá nome à plataforma, está entre as cinco mais valorizadas no mercado, com uma capitalização de US$ 71,6 bilhões. O lançamento do ETF QSOL11 representa um passo significativo para o mercado financeiro brasileiro. Dessa forma, reflete-se o avanço na adoção de criptomoedas através de veículos de investimento regulados.

Em resumo, o QSOL11 visa replicar o desempenho do CME CF Solana Dollar Reference Rate. Este é um índice que monitora o valor da Solana em dólar usando dados das principais exchanges de criptomoedas reguladas globalmente.
Enquanto os Estados Unidos e a Europa ainda exploram a regulamentação de ETFs de Solana, o Brasil já progrediu bastante com a aprovação da CVM para o QSOL11 e um segundo ETF de Solana gerido pela Hashdex.
Como resultado, isto mostra a rapidez e eficiência dos reguladores brasileiros em responder às tendências do mercado de criptoativos.
Fundador do Telegram é preso na França — Entenda o caso
Na segunda-feira (26/08), o bilionário franco-russo Pavel Durov, fundador e presidente-executivo do Telegram, foi preso ao chegar em Paris. O Ministério Público de Paris confirmou o ocorrido.
Em suma, Durov enfrenta acusações ligadas a múltiplos crimes associados à sua plataforma, incluindo abuso sexual infantil e fraude. As autoridades francesas indicam que sua prisão é o resultado de uma investigação extensiva, que tem se intensificado desde 8 de julho deste ano.
A prisão foi prorrogada até quarta-feira, permitindo que as autoridades continuassem o interrogatório, dada a gravidade das acusações e a recusa de Durov em colaborar. O Telegram, por outro lado, nega as acusações e defende que segue as leis europeias.
Além disso, o caso ganhou uma dimensão política, com o presidente francês Emmanuel Macron negando motivações políticas. Já o Kremlin, através do porta-voz Dmitri Peskov, sugere que a prisão pode ser uma tentativa de intimidar o empresário. Os Emirados Árabes Unidos, onde Durov reside, solicitaram acesso consular ao detido.
Por fim, Durov é conhecido por sua firme postura em favor da privacidade e liberdade de expressão, características fundamentais do Telegram. A plataforma tem sido criticada e até temporariamente bloqueada em várias jurisdições por sua recusa em compartilhar dados de usuários com governos.

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