ETFs de BTC podem atrair US$ 6 bilhões com cortes do Fed em 2025

O quarto trimestre de 2025 deve ser decisivo para o mercado de criptomoedas.
Com os sinais de enfraquecimento da economia americana e a expectativa de cortes agressivos de juros pelo Federal Reserve, analistas acreditam que os próximos meses podem desencadear uma nova onda de compras em ETFs de BTC e Ethereum.
Dessa forma, a magnitude desses fluxos dependerá de como a política monetária se alinhará às condições de mercado.
Cortes de juros entram no radar após relatório fraco de empregos
Segundo o Bureau of Labor Statistics, a economia americana criou apenas 22 mil vagas em agosto, o menor número desde 2020, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,3%.
O dado reforçou a percepção de que o Fed terá de agir com cortes na taxa básica de juros já em setembro.
O CME FedWatch Tool indica que os futuros de fed funds consideram alta probabilidade de um corte em setembro, possivelmente de 25 a 50 pontos-base.
Esse movimento ocorre em meio à queda do dólar para o menor nível em sete semanas e ao ouro registrando novas máximas históricas, segundo dados da Reuters.

No calendário, o Fed tem reuniões marcadas para 16 e 17 de setembro, outubro e dezembro, datas que devem balizar a trajetória monetária até o fim do ano.
Alguns bancos já projetam dois cortes de 25 pontos-base em 2025, um em setembro e outro em dezembro, diante da fraqueza do mercado de trabalho.
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Histórico mostra ETFs de BTC reagindo fortemente a cortes do Fed
Os episódios de 2024 oferecem uma base de comparação.
Na semana em que o Fed cortou os juros em setembro do ano passado, os ETFs de BTC registraram entradas de US$ 2,4 bilhões.
Por outro lado, os de Ethereum receberam cerca de US$ 600 milhões.
Já em dezembro, o padrão se repetiu: Bitcoin atraiu US$ 1,6 bilhão e os fundos de Ethereum ficaram praticamente estáveis.
Mais recentemente, em agosto de 2025, os fluxos mostraram como os ETFs seguem sensíveis ao macro.
Os fundos de Bitcoin chegaram a registrar três dias acima de US$ 800 milhões em entradas líquidas, elevando o acumulado para cerca de US$ 55 bilhões.
No caso do Ethereum, o destaque foi o recorde de US$ 1,02 bilhão em entradas líquidas no dia 11 de agosto.
Isto, por sua vez, levou o saldo acumulado a patamares bilionários.
Sobretudo, esses números sugerem que, quando os cortes do Fed coincidem com condições favoráveis, o impacto nos fluxos de ETFs pode ser imediato.
Como resultado, há reflexos diretos no preço das criptomoedas.
Cenários de política monetária e impactos nos fluxos de bitcoin
Três possíveis trajetórias do Fed estão no radar:
- Corte total de 75 bps até dezembro (25 bps em cada reunião): nesse caso, os ETFs de Bitcoin poderiam registrar entradas semanais de US$ 1,2 a US$ 2 bilhões nas semanas de decisão, com Ethereum recebendo entre US$ 300 milhões e US$ 700 milhões.
- Corte total de 100 bps (50 bps em setembro e dois de 25 bps no fim do ano): historicamente, cenários de cortes mais rápidos comprimem os rendimentos reais e geram impulsos mais fortes nos ativos de risco, com fluxos concentrados de até US$ 1 bilhão por dia em Bitcoin ETFs.
- Corte total de 125 bps (em caso de deterioração acentuada do mercado de trabalho): embora raro, esse cenário abriria espaço para entradas adicionais de até US$ 6 bilhões em ETFs de Bitcoin ao longo do quarto trimestre, traduzindo-se em impactos de 3% a 18% de valorização apenas pelo efeito de fluxos, dependendo da concentração dos aportes.
A elasticidade histórica sugere que cada US$ 1 bilhão de compras líquidas em ETFs de BTC pode adicionar 2% a 3% de valorização semanal ao ativo em momentos de forte impulso.
ETH depende também da dinâmica de opções
Para o Ethereum, o efeito dos cortes é mais complexo por causa da negociação de opções vinculadas aos ETFs spot.
Desde abril, quando a SEC autorizou derivativos sobre os fundos da Bitwise e da Grayscale, o mercado de opções ampliou o impacto das movimentações de fluxo.
Em semanas de grande volume, o chamado dealer gamma pode suavizar oscilações de curto prazo ou, ao contrário, amplificar movimentos quando o posicionamento fica desalinhado.
Na prática, isso adiciona 1 a 2 pontos percentuais de variação extra em relação à elasticidade básica dos fluxos.
Outro fator de suporte é a posição da curva de juros.
Além disso, o Tesouro americano tem priorizado a emissão de títulos de curtíssimo prazo (four-week bills), o que reforça o efeito dos cortes na ponta curta e aumenta a atratividade dos ativos de risco, como ETH.
O que esperar para o quarto trimestre
Ademais, se os padrões de agosto se repetirem, os ETFs de Ethereum podem acumular mais de US$ 11 bilhões em entradas até o fim do ano, elevando a participação dos fundos no fornecimento circulante de 5% para perto de 10%.
No caso do Bitcoin, o potencial de novas compras via ETFs pode reforçar seu papel de ‘termômetro’ do apetite institucional.

Sob um cenário de cortes de 75 a 100 pontos-base, os fundos poderiam adicionar US$ 3 a US$ 6 bilhões em alocações líquidas até dezembro.
Assim, reforçaria a narrativa de que as criptomoedas são hoje parte central da resposta dos investidores ao ambiente macro.
Para os próximos meses, o quadro dependerá de três variáveis principais. O tom do Fed em setembro, os fluxos semanais de ETFs e o comportamento do dólar frente ao ouro.
Por fim, se o ciclo de cortes se confirmar, Bitcoin e Ethereum podem viver um dos trimestres mais intensos em termos de entradas institucionais.
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