China responde aos EUA e eleva tarifas a 125%
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O Ministério das Finanças da China anunciou na sexta-feira (11/04) um novo aumento nas tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos, elevando as alíquotas para 125%. A medida equipara o nível tarifário à mais recente escalada promovida por Washington e evidencia a continuidade de um cenário de retaliação mútua na guerra comercial.
O ajuste tarifário foi comunicado dois dias após Pequim elevar as taxas para 84%, em resposta direta à decisão dos EUA de aumentar impostos sobre mercadorias chinesas. As novas tarifas passaram a valer imediatamente, acompanhadas de declarações contundentes de autoridades chinesas que classificaram as ações americanas como agressivas e unilaterais.
O Ministério das Relações Exteriores da China rotulou a postura dos EUA como ‘hegemônica’ e ‘intimidatória’, enquanto o Ministério do Comércio definiu a decisão americana como ‘um erro em cima de outro erro’.
Segundo a BBC News, o governo chinês afirmou que não pretende escalar ainda mais o conflito. Contudo, alertou que novas pressões tarifárias por parte dos EUA serão mal recebidas. Em tom crítico, o Ministério do Comércio declarou:
As tarifas dos EUA viraram um jogo de números sem significado econômico prático […] Vai acabar se tornando uma piada.
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O recente aumento nas tarifas chinesas segue o padrão de reciprocidade iniciado durante a administração Trump. Assim, marca-se mais um capítulo na prolongada disputa comercial entre Estados Unidos e China. Desde o início do conflito, Pequim tem igualado quase todas as elevações tarifárias feitas por Washington, elevando os tributos a níveis historicamente altos. Agora, a tarifa-base de 125% se tornou o novo referencial para diversos produtos.
Enquanto isso, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, afirmou que o país está em negociações preliminares com os EUA, após a redução temporária de tarifas sobre exportações taiwanesas de 32% para 10%. Segundo a BBC News, Lai reiterou o compromisso de sua administração em defender os interesses industriais locais e garantir acordos comerciais mais favoráveis.
Ainda é incerto se o atual teto tarifário se manterá ou se abrirá caminho para novas rodadas de retaliações. Por ora, os mercados globais demonstram divisão na interpretação dos sinais: enquanto alguns veem o movimento como um possível ponto de inflexão, outros enxergam uma separação econômica cada vez mais consolidada entre as duas maiores potências mundiais.
Nesse cenário de incerteza, ativos tradicionais como ouro e títulos de dívida continuam sendo os principais refúgios contra o risco geopolítico. Já o Bitcoin parece ocupar uma posição ambígua — ainda sem uma direção clara.
O motivo se dá pela relutância dos investidores em atribuir à criptomoeda um papel fixo durante crises macroeconômicas. Provavelmente, isto ocorrerá até que haja posicionamentos mais definidos por parte de bancos centrais ou autoridades geopolíticas.

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