BTC cai com falas do secretário do Tesouro dos EUA: o que esperar agora?

O preço do Bitcoin, que chegou a um recorde acima de US$ 124.000 na quinta-feira (14/8), recuou com força, negociado abaixo de US$ 117.000 no fechamento desta análise.
Com isso, está consolidado próximo a um suporte importante. A queda recente gerou liquidações forçadas em parte do mercado futuro de criptomoedas.
Tesouro dos EUA não comprará BTC
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à Fox Business que o governo dependerá apenas de ativos confiscados para aumentar sua reserva de Bitcoin, avaliada entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões.
Além disso, a administração deixará de vender suas participações atuais.
A postura contrasta com a ordem executiva anterior do presidente Trump, que solicitava estratégias neutras para o orçamento visando ampliar as reservas estratégicas de Bitcoin.
Bessent também destacou o aumento nas receitas de tarifas, que em julho atingiram quase US$ 30 bilhões.
Segundo ele, as receitas anuais podem superar US$ 300 bilhões, criando espaço para outras estratégias de ativos, embora nenhuma inclua novas compras de BTC.
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Impacto no mercado e cenário macro
A posição do Tesouro remove um comprador previsível e de longo prazo do mercado, aumentando a possibilidade de oscilações mais fortes no preço.
A queda que se seguiu ocorreu após dados robustos do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA para julho, com alta anual de 3,3% e avanço mensal de 0,9%.
Assim, os números reacenderam debates sobre inflação e política de juros.
Ao depender de ativos confiscados, o crescimento das reservas será mais lento e menos previsível.
Isso torna o sentimento de curto prazo mais sensível a mudanças macroeconômicas, ajustes na política tarifária e fluxos institucionais.
Para traders, a ausência de compras pelo Tesouro pode reduzir gatilhos de alta baseados em notícias. Por outro lado, cria oportunidades para entradas estratégicas quando a volatilidade aumentar.
BTC forma bandeira com potencial de rompimento
No aspecto técnico, a previsão para o Bitcoin segue construtiva apesar do recuo. O preço rompeu um canal descendente e agora consolida acima da média móvel simples de 50 períodos, em US$ 118.819.
Esse nível atua como suporte imediato, junto a uma linha de tendência formada pelos fundos recentes.
O gráfico de 4 horas mostra o ativo formando um padrão de bandeira altista, oscilando entre o nível de Fibonacci de 23,6%, em US$ 117.335, e a resistência de US$ 123.236, que conteve avanços duas vezes neste mês.
Nesse sentido, um fechamento acima de US$ 123.236 pode abrir caminho para US$ 126.242 e para o alvo psicológico de US$ 130.000.

O RSI está em 54,77, recuando de níveis de sobrecompra, mas mantendo tendência de alta.
Já o histograma do MACD está em contração, sinal comum de que o impulso de alta pode estar voltando.
Assim, qualquer novo teste da faixa entre US$ 117.774 e US$ 118.136 tende a atrair compradores. Caso o sentimento piore, suportes mais profundos ficam em US$ 113.650 e US$ 110.675.
Se o Bitcoin superar a resistência nas próximas sessões e o fluxo institucional continuar firme, o cenário pode favorecer um rali sustentado rumo aos topos do ciclo.
Sobretudo, para investidores de longo prazo, essa consolidação pode ser um ponto de partida, não um sinal de alerta.
Este momento no gráfico pode ser lembrado como o prelúdio de uma corrida não apenas até US$ 130.000, mas possivelmente até US$ 250.000 nos próximos anos.
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