BTC ameaça explosão: CryptoQuant revela o que pode levar cotação a US$ 115 mil

O valor do Bitcoin recuperou US$ 112 mil e pode subir para US$ 115 mil, de acordo com a CryptoQuant.
O mercado financeiro global acompanha nesta sexta-feira (05/09) a divulgação do payroll nos Estados Unidos, que pode determinar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.
As expectativas indicam criação de 75 mil vagas e desemprego em 4,3%, o nível mais alto desde 2022.
Esse dado chega em um momento de grande atenção dos investidores, já que o Bitcoin (BTC) opera em US$ 112 mil, após alta de 1% que mostrou a força dos touros em defender suportes técnicos.
Além disso, o ativo também se mantém acima do suporte de US$ 110.760, sinalizando resiliência em meio às incertezas.
Mesmo assim, a moeda ainda está 1,65% abaixo da média de 30 dias, o que abre espaço para volatilidade nos próximos dias.
De acordo com Mike Ermolaev, fundador da Outset PR, a valorização recente do Bitcoin reflete um ambiente mais estável para investidores institucionais.
‘A SEC deu um passo importante com o Project Crypto, deixando para trás a postura de punição e adotando diretrizes mais estruturadas. Essa mudança reduz riscos sistêmicos e melhora a confiança’, afirmou.
Avanços institucionais
Além dos Estados Unidos, a Coreia do Sul criou uma força-tarefa voltada à regulamentação de stablecoins.
Analistas entendem que o movimento pode fortalecer o papel do Bitcoin como ativo de reserva.
Decisões finais sobre emissores de stablecoins e regras de custódia devem sair no quarto trimestre de 2025, um ponto que pode acelerar fluxos de capital institucional.
Outro destaque é o avanço da custódia institucional.
Empresas como Anchorage Digital e Galaxy Digital já somam US$ 145 bilhões em Bitcoin sob gestão, principalmente em ETFs e tesourarias corporativas.
Apesar disso, agosto registrou saídas de US$ 1,5 bilhão desses fundos, o que sinaliza realização de lucros e cria uma disputa entre posições de longo prazo e pressões de curto prazo.
O relatório de empregos nos Estados Unidos pode ser decisivo para o comportamento imediato do mercado.
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‘Se o dado vier fraco, a chance de corte de juros de 25 pontos pelo Fed fica praticamente garantida, o que favorece ativos de risco, inclusive o Bitcoin’, explicou Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN.
Do ponto de vista técnico, o índice de força relativa (RSI) permanece neutro em 44,66, enquanto divergências no MACD indicam enfraquecimento do momento vendedor.
Resistências aparecem na média móvel de 30 dias em US$ 114.450 e no nível de Fibonacci de US$ 115.864.
Sem aumento no volume de negociação, analistas alertam que esses níveis podem limitar a continuidade da alta.
CryptoQuant acredita em alta do BTC
Os dados on-chain reforçam um cenário otimista. A CryptoQuant mostra que os fluxos de stablecoins para corretoras estão disparando, o que costuma anteceder movimentos fortes de compra.
Grandes entradas de USDT e USDC antes de eventos macroeconômicos históricos funcionaram como combustível para altas expressivas, e analistas acreditam que este ciclo segue o mesmo padrão.
O Open Interest do Bitcoin ultrapassa US$ 40 bilhões, próximo de máximas históricas, mesmo com o preço consolidado em torno de US$ 110 mil.
Esse dado indica que os traders estão se posicionando de forma agressiva, preparando o terreno para um movimento explosivo.
‘O mercado não está retraído. A combinação de alto OI com entradas de stablecoins mostra intenção clara: os investidores querem empurrar os preços para cima’, apontou a XWIN Research Japan no relatório da CryptoQuant.

Além disso, dados da Binance também mostram que o uso de alavancagem está presente, mas não chega ao excesso visto em julho.
Para o analista Arab Chain, esse nível intermediário cria condições para movimentos bruscos.
‘Se o preço romper os US$ 115 mil e consolidar acima de US$ 117,5 mil, teremos um cenário mais saudável de spot flows e funding equilibrado’, explicou.
Por outro lado, se a moeda cair abaixo de US$ 108 mil com alta alavancagem, o risco de liquidações rápidas cresce.

Correção ou ciclo em expansão?
O analista Carmelo Alemán, também da CryptoQuant, reforça que a recente queda do Bitcoin não indica necessariamente um topo de ciclo.
De acordo com ele, métricas como o NVT (Network Value to Transactions), que está abaixo de 50 desde julho, sugerindo forte atividade de rede e subavaliação do ativo.
O MVRV, indicador que mede valor de mercado em relação ao valor realizado, também não atingiu níveis críticos que costumam marcar euforia de topo.
Além disso, as reservas dos mineradores permanecem estáveis em 1,805 milhão de BTC, com vendas reduzidas neste ano.
Isso contrasta com ciclos anteriores, quando mineradores liquidavam grandes volumes para garantir lucros.
O aSOPR, que mede a rentabilidade das moedas movimentadas, também não mostra sinais de euforia exagerada.
‘Os indicadores ainda não apontam para um topo de ciclo. Pelo contrário, a acumulação por holders de longo prazo mostra que ainda há espaço para crescimento’, destacou Alemán.
Portanto, segundo ele, o payroll desta sexta-feira deve definir o tom imediato do mercado, mas os sinais de médio prazo são positivos.
‘O ponto-chave agora é observar se o ativo terá força para romper US$ 115 mil, nível técnico que pode transformar a recuperação em uma nova tendência de alta.’, finaliza.

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