Dólar hoje: todos estão apostando contra a moeda americana

Nas últimas semanas, traders de títulos, fundos hedge e estrategistas macro globais aumentaram significativamente suas apostas contra o dólar americano.
O movimento, conhecido como short dollar trade, está se intensificando e pode desencadear ondas de volatilidade não apenas no mercado de câmbio, mas também em ações, títulos, commodities e até mesmo em criptomoedas.
Por que investidores estão apostando contra o dólar hoje?
A estratégia de ‘shortear’ o dólar hoje significa que operadores acreditam em uma desvalorização da moeda em relação a outras divisas globais.
Essa tendência ganhou força em setembro, impulsionada por três fatores principais:
- Política monetária do Federal Reserve (Fed): sinais de que o ciclo de aperto monetário pode estar chegando ao fim e de que novos cortes de juros podem ocorrer em 2025.
- Déficits fiscais elevados nos EUA: a trajetória crescente da dívida pública norte-americana alimenta preocupações sobre a sustentabilidade fiscal.
- Fluxos globais de capital: investidores têm buscado refúgio em ativos como ouro e moedas de mercados emergentes, reduzindo exposição ao dólar.
Além disso, expectativas de crescimento mais fraco nos Estados Unidos contrastam com a resiliência observada em regiões como Europa e Ásia, fortalecendo a convicção de que o dólar hoje pode perder terreno no curto prazo.
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O risco de um mercado superlotado
Quando muitos investidores concentram posições na mesma direção, o risco de um short squeeze aumenta.
Nesse cenário, uma surpresa positiva na economia americana, como dados fortes de emprego (payroll) ou inflação acima do esperado, pode obrigar traders a recomprar dólares rapidamente, provocando uma valorização súbita da moeda.
Michael Hartnett, do Bank of America, alertou que os mercados devem se ‘preparar para turbulências’ caso haja uma reversão desordenada dessas posições.
Esse tipo de movimento tende a repercutir além do câmbio:
- Ações e índices globais podem sofrer fluxos bruscos de capital.
- Títulos do Tesouro veem oscilações nos rendimentos conforme o apetite por risco muda.
- Commodities como ouro e petróleo reagem fortemente à força ou fraqueza do dólar.
- Criptomoedas geralmente se beneficiam de um dólar fraco, mas perdem fôlego quando a moeda se fortalece.
Oscilações recentes do dólar
Embora a moeda norte-americana esteja em tendência de enfraquecimento, acumulando queda de cerca de 10% em 2025, não se trata de uma trajetória linear.
Momentos de otimismo econômico nos EUA têm provocado recuperações pontuais, lembrando investidores de que movimentos de mão única podem ser traiçoeiros.
Sobretudo, essa alternância entre fraqueza e força reforça o risco de volatilidade elevada, especialmente em um ambiente de posições concentradas contra o dólar.

O perigo do ‘crowded trade’
O chamado crowded trade, quando muitos players fazem a mesma aposta, aumenta a vulnerabilidade do mercado a reviravoltas inesperadas.
Mudanças repentinas na política monetária, choques geopolíticos ou indicadores econômicos fora das projeções podem forçar investidores a sair rapidamente das posições, amplificando a volatilidade.
Por fim, analistas alertam que a falta de amortecedores diante de choques inesperados pode transformar correções pontuais em fortes ondas de instabilidade.
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