Recuperação após o caos: para onde vai o valor do BTC agora?

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Após a maior liquidação da história do mercado cripto, o analista Alex Adler Jr., da CryptoQuant, explica por que o Bitcoin ainda luta para retomar o fôlego.
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O valor do BTC balançou fortemente no final de semana.

No entanto, após uma queda que viu o BTC em US$ 102 mil, o ativo se recuperou e nesta segunfa-feira, 13, já é negocaido acima de US$ 115 mil.

O começo do mês marcou um novo recorde (ATH) para o Bitcoin, que disparou até cerca de US$ 126,2 mil, impulsionado por uma entrada expressiva nos ETFs de cripto, estimada em US$ 1,85 bilhão.

Mas essa euforia durou pouco: a promessa de tarifas de 100 % sobre produtos chineses feita por Donald Trump desencadeou a maior liquidação já vista no mercado cripto

No cenário macro, a deterioração já vinha se configurando.

O anúncio de aumento de tensões nas relações EUA–China, aliados ao shutdown do governo americano, intensificou o modo ‘risk-off’ nos mercados.

Muitos indicadores econômicos deixaram de ser publicados, aumentando a incerteza.

De acordo com o analista Alex Adler Jr., esse ambiente sistêmico pesou fortemente sobre os mercados de risco, inclusive o de cripto.

Nos derivativos, o impacto foi brutal.

O mercado viu uma desalavancagem de cerca de US$ 10 bilhões em open interest (OI).

Recuperação para o valor do BTC

Adler destaca que a força dessa descompressão pressiona todo o sistema e reduz a liquidez disponível para sustentar uma retomada imediata no valor do Bitcoin.

Já no cenário ‘on-chain’, métricas que antes mostravam otimismo extremo migraram para uma zona neutra ou até levemente negativa.

Neste cenário Adler aponta que o BTC precisa consolidar acima da faixa US$ 115.000 a US$ 118.000 para retomar força.

Se isso não acontecer, existe risco de uma nova visita aos suportes entre US$ 108.000 e US$ 110.000.

👉Veja também: Criptomoedas com potencial: Top 6 oportunidades em 2026

Adler enfatiza que o risco geopolítico, especialmente entre Estados Unidos e China, ganhou protagonismo e mudou o humor do mercado.

Do outro lado, o Federal Reserve dos EUA observa com cautela. Os membros veem riscos no emprego e não descartam cortes nas taxas, mas mantêm o pulso firme frente à inflação persistente.

A visão intermediária é a de afrouxamento gradual, dependendo de novos dados.

Enquanto isso, o dólar oscilou e caiu em cortes pontuais, mas fechou a semana com ganho superior a 1 %, num reflexo da fuga para ativos considerados menos arriscados.

‘Esse movimento reforça a restrição ao apetite por risco’, aponta o analista

Estruturas de preço e momentum

Adler observa que a estrutura do preço sofreu ruptura e topos e fundos mais baixos começaram a aparecer.

Dessa forma, segundo ele, isso indica uma mudança no viés, com amplitude de faixa maior e volume intenso nos candles vermelhos.

O momentum de 30 dias entrou em território negativo, fixando o mercado em zona neutra-baixa.

Adler indica que essa combinação sugere um período de digestão do choque, compras existem, mas sem aceleração.

Recuperação exige que o momentum volte para pelo menos +3 % a +6 % e que o preço cristalize acima de US$ 116–118 mil.

No mercado de opções, o Max Pain se situa em US$ 118 mil, e a distribuição entre calls e puts mostra pressão para que os preços se acomodem nessa faixa até a expiração, entre US$ 117 mil e US$ 119 mil, segundo Adler.

Métricas on-chain em foco

O analista da CryptoQuant destaca que as reservas de Bitcoin em exchanges cairam cerca de 0,68 % na semana, indicando leve retirada e compressão de oferta (sinal moderadamente otimista).

Já a capitalização de mercado despencou quase 9,5 %, refletindo a queda de preço.

Apesar disso, a taxa de mineradores cresceu 4,5%, mostrando competição crescente por espaço em blocos.

O hashrate registrou alta de 9,7%, sugerindo que a segurança e robustez da rede seguem firmes.

Contudo, o número de carteiras ativas permaneceu praticamente estável, sugerindo que a expansão da participação não foi forte.

Movimento mais expressivo ocorreu no volume negociado (spot + derivativos), que subiu mais de 66%, evidenciando que o pânico e desalavancagem concentraram intensidade no mercado.

No âmbito dos UTXO (movimentos de lucro e prejuízo), Adler percebeu esfriamento nos fluxos de lucratividade que antes eram dominantes.

Conforme muitos UTXOs passaram de lucro para prejuízo, a pressão crescente por liquidação acelerou a crise.

Ele interpreta que o mercado migrou de um estágio extremamente otimista para um regime neutro-negativo.

Outro ponto crítico é a relação entre o premium (desconto) dos detentores de curto prazo (STH) e seu custo médio.

Após o crash, esse prêmio entrou em terreno negativo (~–1,1 %), o que indica que muitos desses detentores estão ‘debaixo d’água’ e mais propensos a realizar perdas.

Adler alerta que se esse desconto se mantiver, pode desencadear nova onda de venda.

Cenário neutro-negativo, possível retomada se houver gatilho

Deste modo, Adler Jr. conclui que o mundo cripto entrou em fase de defesa e transição.

O choque provocado pelas notícias macro e pela liquidação deixou marcas profundas.

Assim, agora, o mercado depende de três pilares para reverter o curso:

  1. Preço firme acima de US$ 115–118 mil, com consolidação em zona superior.
  2. Índices de derivativos — especialmente o Flow Index — voltando para zona neutra ou levemente positiva (acima de 50–55).
  3. Recuperação nas métricas on-chain, como P/L Score ≥ +1 e retorno do prêmio positivo para detentores de curto prazo.

Se essas condições não forem cumpridas, Adler alerta para o risco real de uma nova onda corretiva, testando os níveis de suporte já mencionados.

Desta forma, ele considera que, mesmo com fundamentos institucionais em jogo, o momento exige paciência e disciplina.

👉Veja também: Como ficar rico com criptomoedas: Melhores opções em 2026

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