Morgan Stanley é um dos maiores investidores do ETF de Bitcoin da BlackRock

O Morgan Stanley, renomada instituição de banco de investimento dos Estados Unidos, recentemente fez uma revelação interessante em um documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) no dia 14 de agosto.
A empresa destacou que, ao final do segundo trimestre de 2024, possuía uma participação significativa no iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock. Esta é avaliada em aproximadamente US$ 188 milhões, que corresponde a mais de 5,5 milhões de ações.
Além disso, o Morgan Stanley demonstrou certa diversificação no mercado de criptoativos. A instituição também possui investimentos modestos em ações de vários outros ETFs relacionados ao Bitcoin e Ether.
Dentre eles, estão incluídos o ETF da Valkyrie, que também foca na exposição a essas criptomoedas, o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC), Bitcoin Depot, o ETF de Bitcoin da Bitwise, o Invesco Galaxy Bitcoin ETF e o Proshares Bitcoin Strategy ETF, todos com valores abaixo de US$ 300.
Fundos de pensão e planos de aposentadoria estaduais também incluem criptos eu seus portfólios
O anúncio do Morgan Stanley acarretou algumas mudanças na parte de consultoria. Sobretudo, permitiu-se que seus consultores financeiros recomendassem ETFs de Bitcoin, como o IBIT e o FBTC, para seus clientes. No entanto, antes disso, a empresa já havia realizado investimentos significativos no segundo trimestre de 2024.
Esta decisão provocou certa preocupação em John Reed Stark, ex-funcionário da SEC. Ele expressou preocupação com a possibilidade dessa abordagem resultar em uma investigação criteriosa e sem precedentes por parte da SEC e da FINRA.
No mesmo período, o Morgan Stanley revelou ter investido cerca de US$ 148.000 no Grayscale’s Bitcoin Trust (GBTC) e US$ 1,6 milhão no Ark21Shares Bitcoin ETF, além de aplicar recursos na BlackRock.
Por outro lado, o Goldman Sachs também mostrou que está participando do mercado de criptomoedas. O banco relatou uma exposição de mais de US$ 238 milhões em ações do IBIT e outros ETFs.
Outros grandes players como a Millennium Management divulgaram, em documentos da SEC do primeiro trimestre de 2024, que detinham até US$ 2 bilhões em ações de cinco diferentes ETFs de cripto.
Da mesma forma, fundos de pensão e planos de aposentadoria de estados norte-americanos, como o State of Wisconsin Investment Board e o State of Michigan Retirement System, entraram na onda de investimentos em ETFs ligados a criptomoedas.

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