Melania Trump e Milei são usados em golpe de US$ 57 milhões com memecoins

Um processo coletivo acusa o cofundador da Meteora, Benjamin Chow, de organizar um esquema de fraude de US$ 57 milhões.
O golpe usou celebridades como Melania Trump e o presidente argentino Javier Milei nos tokens M3M3, LIBRA, MELANIA, ENRON e TRUST.
Os autores do processo, protocolado no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, afirmam que Chow comandou uma operação sistemática de fraude.
O esquema explorou o prestígio dessas figuras públicas para enganar investidores de varejo em criptoativos.
Assim, a Segunda Petição Alterada do Processo Coletivo afirma que Chow e seus parceiros operaram a Meteora-Kelsier Enterprise como uma ‘fábrica de fraudes’ disfarçada de finanças descentralizadas.
O grupo usou o protocolo de liquidez da Meteora, na rede Solana, como motor central para esquemas de pump-and-dump envolvendo múltiplos tokens, entre eles M3M3, LIBRA, MELANIA, ENRON e TRUST.
Os proponentes da ação, Omar Hurlock, Anuj Mehta e John Winslow afirmam que os réus manipularam configurações técnicas, como listas brancas e alternância de congelamento e descongelamento, para obter a maior parte do fornecimento dos tokens a custo mínimo.
Em seguida, criaram altas artificiais de preço com influenciadores pagos de forma oculta.
Uma análise forense identificou uma carteira central, prefixada 0xcEA, que financiava repetidamente as carteiras de criação.
Ela emitiu tokens, fornecendo liquidez inicial e sustentando carteiras de ‘snipers’ que capturaram o suprimento antecipado.
Sendo assim, o processo busca a devolução de todos os lucros, o triplo dos danos compensatórios sob as leis RICO.
Além disso, prevê a nomeação de um administrador independente para controlar os contratos inteligentes atualizáveis da Meteora.

Fraude cripto com Melania Trump e memecoins
O esquema cripto começava com a criação de uma narrativa usando fama emprestada, seguida da manipulação do fornecimento por contas internas que executavam ordens nos primeiros segundos de negociação.
Logo em seguida, o grupo criava hype com líderes de opinião pagos e ocultos e elevava os preços usando os controles de pool da Meteora para pausar a negociação pública até garantir as posições internas.
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Dessa forma, a operação incluía a venda massiva de tokens para extrair lucros enquanto drenava liquidez. Por conseguinte, o grupo reinventava o esquema com novos temas, mas as mesmas ferramentas.
Semelhança com o golpe LIBRA
O golpe com o LIBRA seguiu exatamente esse padrão.
Em fevereiro de 2025, a conta verificada do presidente Javier Milei publicou o endereço do contrato no mesmo momento em que os pools abriram, provocando uma corrida de investidores de varejo.
A campanha apresentou o LIBRA como uma iniciativa patriótica de revitalização argentina que prometia financiar pequenas empresas.
Horas após o lançamento, a carteira do criador retirou mais de US$ 110 milhões em liquidez de stablecoin USDC.
Isso destruiu a base do token e provocou um colapso imediato no preço, coincidindo com a retratação da postagem de Milei.
O golpe com o MELANIA vendeu o token como a memecoin oficial de Melania Trump. Assim, prometendo mecanismos de bloqueio para evitar despejos de grandes quantidades.
Mas, carteiras ligadas ao grupo Meteora-Kelsier acumularam cerca de um terço de todo o fornecimento em poucos minutos antes do lançamento oficial.
Após o hype orquestrado, as carteiras internas despejaram os tokens durante a alta, e o preço perdeu mais de 90% do valor de mercado em poucos dias.

O CEO da Kelsier Ventures, Hayden Davis, cofundador de LIBRA e MELANIA, afirmou em entrevista no YouTube: ‘nós compramos nosso próprio token antes dos snipers para evitar que eles comprassem primeiro’.
Chow renunciou em fevereiro e agora enfrenta acusações sob a lei RICO
Em fevereiro de 2025, Ben Chow deixou a Meteora após a controvérsia do LIBRA. O cofundador da Jupiter, Meow, declarou que, apesar de confiar no caráter de Chow, ele demonstrou ‘falta de julgamento e de cuidado com aspectos centrais do projeto’.
Um vídeo vazado postado por SolanaFloor mostrou o fundador da DeFiTuna, Dhirk, informando Chow sobre a má conduta de Davis.
Chow reagiu com choque e disse: ‘me sinto péssimo, porque eu dei a ele o projeto Melania. Errei feio por permitir que esse cara tivesse poder’.
O processo afirma que Chow mantinha controle técnico total sobre o sistema, definindo parâmetros de liquidez, taxas, rotas de negociação e a capacidade de congelar ou liberar o comércio seletivamente.
A Kelsier Labs teria concordado secretamente em investir cerca de US$ 2 milhões nas operações da Meteora como uma espécie de pagamento para participar do esquema.
Denúncias confirmam que Hayden Davis agiu sob as instruções diretas de Chow em mais de quinze lançamentos de tokens, estabelecendo uma cadeia de comando centralizada.
No total, sete acusações pairam sobre ele, incluindo fraude, conspiração para fraudar, violações da lei RICO por atividade de extorsão e fraude eletrônica, práticas enganosas sob a Lei de Negócios de Nova York e enriquecimento ilícito.
Desse modo, o caso surge no momento em que cresce o escrutínio sobre os projetos de criptomoedas ligados à família Trump.
Estes teriam gerado US$ 1 bilhão em lucros antes dos impostos no último ano.
As moedas TRUMP e MELANIA renderam cerca de US$ 427 milhões.
Mas, ambas sofreram quedas bruscas durante a posse presidencial, com o valor de mercado de MELANIA caindo de US$ 2 bilhões para US$ 790 milhões.
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