Hong Kong tem gestão de cerca de US$ 250 milhões em ETFs de Bitcoin 

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A circulação dos Exchanges Traded Funds (ETFs) de BTC teve uma movimentação surpreendente em uma das maiores cidades do mundo. Hong Kong registrou uma movimentação de mais de 2 bilhões de HDK, que é a moeda própria daquele território especial, chamada de dólar. Na atual cotação do dólar norte-americano, a movimentação corresponde a cerca de US$ 250 mil.

Os números são altos, pois até pouco tempo atrás não havia autorização para a comercialização dos EFTs de criptomoedas. Isso mostra que o ativo está tendo uma boa aceitação e há uma tendência de que os valores possam crescer ainda mais no decorrer do segundo semestre.

Leia mais sobre a movimentação dos ETFs na China e também as projeções para o segundo semestre deste ano.

Hong Kong aprovou a circulação dos ETFs de Bitcoin apenas em 2024

Seguindo uma tendência mundial de incentivo à adoção de ativos digitais, os ETFs de criptomoedas tiveram autorização para circular em Hong Kong recentemente. Embora a aceitação dos investidores tenha sido lenta no começo, parece que agora os ativos caíram no gosto da população.

Os números mencionados acima são da empresa SoSo Value. Além dos valores dos fundos que estão sendo mantidos em gestão, houve a divulgação de outros dados interessantes. Os ETFs de criptomoedas listados na cidade tiveram um movimento que contou com o aporte de cerca de 247 unidades do ativo. O saldo total de ETFs mantidos por investidores de Hong Kong agora é de cerca de 4.450 unidades.

Dados da SoSo Value sobre ETFs de BTC em Hong Kong

Dentre os ETFs de BTC listados para comercialização em Hong Kong, dois tiveram uma adesão maior dos investidores. Os ativos mantidos pela China Management e pela Harvest Asset Management respondem por cerca de US$ 167 milhões da movimentação total. Esses ativos são operados em parceria como uma plataforma de negociação chamada OSL.

Outro ativo que não tem ligação com a OSL também se destacou neste cenário, movimentando cerca de US$ 99,5 milhões.

Mesmo com a alta adesão, os investidores de Hong Kong ainda têm poucas opções de ETFs de BTC à disposição. Hoje, os Estados Unidos têm pelo menos 11 ETFs listados em seu mercado, enquanto a cidade chinesa não conta nem com metade disso.

Outra curiosidade é o tempo de circulação dos ativos em cada país. Nos dois países, os ativos foram aprovados apenas neste ano, contando com algumas semanas de diferença entre as autorizações.

Estados Unidos ainda lideram o mercado de ETFs de criptomoedas

Apesar dos números animadores divulgados pela SoSo Value, os aportes recentes estão muito distantes de deixar Hong Kong à frente dos Estados Unidos. Isso mesmo considerando os períodos de lançamento nos dois países.

Em Hong Kong, as primeiras semanas tiveram uma movimentação de cerca de US$ 262 milhões. Parte desse valor foi aportado antes das listagens serem iniciadas oficialmente. Após a oferta pública, os ativos tiveram uma movimentação média de cerca de US$ 14 milhões.

No entanto, nada se compara aos valores aportados por investidores norte-americanos no começo das movimentações dos ETFs de Bitcoin. Por ser um tipo de investimento aguardado ansiosamente pelos investidores durante um longo tempo, houve uma procura gigantesca pelos ativos logo nos primeiros dias. As estimativas apontam para bilhões em movimentação logo nas primeiras listagens.

Vale lembrar que os pedidos de autorização para circulação dos ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos não são recentes. Por vezes, a SEC negou o registro dos ativos afirmando que eles eram perigosos para o mercado, pois poderiam ser usados para manipulação do mercado ou golpes.

ETFs de BTC impulsionam crescimento de empresas norte-americanas

A empresa BlackRock teve um papel fundamental na aprovação dos ETFs de BTC nos Estados Unidos. Grande parte da documentação solicitada pela SEC foi providenciada pela empresa. Grande parte do convencimento do órgão também partiu dos dirigentes da multinacional.

Recentemente, a empresa superou a Grayscale como a maior detentora de ETFs. Os ativos da BlackRock passaram a receber maior confiança dos investidores depois da participação da empresa no processo de aprovação dos ativos. No entanto, mesmo com maior quantidade de ativos disponibilizados no mercado, a Grayscale ainda lidera o balanço geral em termos de números.

Vale lembrar que ambas as empresas comercializam ETFs de BTC e de ETH. Além disso, existem mais ativos em processo de aprovação pela SEC, o que deve aumentar ainda mais o portfólio de ambas.

Essas informações indicam que os Estados Unidos ainda estão dominando o mercado. Portanto, por mais que outros países tenham registrado um crescimento considerável de adoção dos ETFs, ainda há um longo caminho para superar o mercado e as empresas norte-americanas.

Mas isso não impede que alguns mercados tenham conseguido destaque no cenário internacional.

Além de Hong Kong, outros países devem se tornar destaques no mercado de ativos digitais

Por ser uma das maiores cidades do mundo e ser parte de um país que está começando a explorar as criptomoedas, Hong Kong atrai os olhares do mercado. Mas ele não é o único território com potencial crescimento. Pelo contrário, as criptomoedas e demais ativos estão encontrando um terreno fértil também na América do Sul.

O Brasil, por exemplo, lidera os investimentos em Bitcoin no continente sul-americano. Há expectativas de que mais investidores brasileiros apostem em criptomoedas a médio e longo prazo devido ao processo de regulamentação em curso no país.

Isso também deve se refletir no mercado de ETFs de Bitcoin por aqui. Hoje, os investidores brasileiros contam com apenas duas opções. Circulam apenas o QBTC11, emitido pela QR Capital, e o BITH11, da Hashdex. Apesar de ter uma boa circulação, a falta de novos ETFs não é o ideal para um mercado em crescimento como o Brasil.

Espera-se, portanto, que com uma nova regulamentação, haja a aprovação de mais ativos indexados ao BTC e ao ETH. Só assim o Brasil poderá competir com gigantes dos investimentos como os Estados Unidos e Hong Kong.

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