Reversão do BTC? ETFs caem abaixo de US$ 100 bi pela primeira vez desde abril de 2025

Pela primeira vez em meses, os ETFs de Bitcoin (BTC) estão com menos de US$ 100 bilhões. Segundo dados da Farside, uma onda de saídas de US$ 272 milhões em 3 de fevereiro empurrou o setor para baixo desse importante marco psicológico. Assim, encerrando uma sequência recorde para os ETFs.
Com a poeira baixando, o Bitcoin foi para US$ 76.312. Isso após um período volátil de 24 horas que teve oscilação de uma baixa de US$ 72.897 para quase US$ 79.000.
👉Veja também: Como Comprar Bitcoin no Brasil – Guia completo
De entradas recordes a êxodo rápido: por dentro da liquidação de US$ 272 milhões em ETFs de BTC
A liquidação atingiu duramente os maiores nomes do setor. O fundo da Fidelity registrou uma saída massiva de US$ 148,7 milhões, enquanto o ARKB da ARK registrou US$ 62,5 milhões em saídas.
O GBTC da Grayscale também registrou uma saída de US$ 56,6 milhões, e o BITB da Bitwise registrou US$ 23,4 milhões em saídas.
A BlackRock foi a única grande empresa a contrariar a tendência, trazendo US$ 60 milhões em novos investimentos, mas mesmo isso não foi suficiente para compensar a onda de dinheiro que saiu de outros fundos.
De acordo com dados da SoSoValue, esta é a primeira vez que os ativos do ETF Bitcoin caíram abaixo da marca de US$ 100 bilhões desde abril de 2025.
É uma queda significativa em relação ao pico de US$ 168 bilhões em outubro. Afinal, sugere que os investidores entram em ‘modo de segurança’ em toda a linha. Em vez de apenas perderem o interesse em ETFs.
Com quase US$ 1,3 bilhão saindo dos ETFs de criptomoedas até agora este ano, traders profissionais observam de perto para ver se este é um período de arrefecimento temporário. Ou uma tendência mais profunda.
O fundo da BlackRock ainda está registrando entradas, sugerindo que continua sendo a escolha preferida dos investidores de longo prazo.
No entanto, as fortes retiradas de Fidelity, Ark e Grayscale mostram que muitos traders estão ficando nervosos. Por isso, reduzem a exposição à volatilidade. Esta é uma reviravolta em relação a 2 de fevereiro, quando o mercado registrou um influxo de mais de meio bilhão de dólares.
Além da manchete de US$ 100 bilhões: o que as mesas institucionais estão realmente observando
Embora a manchete de US$ 100 bilhões chame a atenção, traders profissionais focam em um detalhe muito mais revelador: a enorme divisão entre ‘vencedores’ e ‘perdedores’.
Em 3 de fevereiro, o IBIT da BlackRock foi o único grande fundo a permanecer no verde. Enquanto Fidelity e Ark viram um total combinado de US$ 211 milhões sair pela porta.
Quando o dinheiro sai de vários fundos, mas entra em apenas um, ele concentra a liquidez em um único canal. Isso força os grandes gestores de ETF a se apressarem quando o mercado fecha.
Afinal, eles precisam equilibrar os livros contábeis negociando entre ETFs, futuros de Bitcoin na CME e o preço à vista real do Bitcoin.
Para os traders, isso significa que a última hora do mercado de ações pode se tornar muito mais volátil, pois esses grandes players protegem suas apostas, muitas vezes fazendo com que o preço do Bitcoin se desacople ligeiramente do preço do ETF.