Drex “travou” e empresas reclamam do Banco Central do Brasil

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Drex "travou" e empresas como Microsoft e EY recuam no projeto do Banco Central, criticando exigências altas e falta de recursos.
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Banco Central quer proibir auto custódia de stablecoins e pode causar fuga de capital

O Drex, projeto de moeda digital do Banco Central do Brasil (BC), atravessa um momento delicado. Após uma fase inicial promissora, duas gigantes globais — Microsoft e EY — reduziram significativamente sua participação no piloto. O motivo: exigências técnicas altíssimas, falta de recursos e incertezas na liderança da autoridade monetária.

De acordo com uma reportagem de Ricardo Bomfim para o Valor, pessoas ligadas ao projeto revelaram que a Microsoft, responsável pela solução de privacidade ZKP Nova, começou a recuar ainda no fim de 2024.

Assim, a empresa teria investido muito tempo e dinheiro na iniciativa, mas esbarrou em barreiras técnicas e institucionais. Agora, quem assume a dianteira da ferramenta é a tokenizadora Hamsa, parceira da big tech americana.

A EY também perdeu força no Drex. A consultoria, que desenvolve a solução Starlight, deixou o projeto sem os três profissionais que atuavam diretamente no Brasil. Dessa forma, a continuidade da empresa no programa é vista com ceticismo por especialistas que acompanham de perto os desdobramentos.

Drex “travou” em privacidade

O maior desafio enfrentado até agora é a privacidade das transações. A tecnologia blockchain, base do Drex, registra todas as movimentações de forma pública, o que contraria o sigilo bancário exigido por lei.

Além disso, o BC busca uma solução que esconda as transações dos demais bancos, mas permita intervenção judicial e monitoramento pela autoridade monetária, sem comprometer a programabilidade e componibilidade do dinheiro digital.

Na primeira fase do piloto, três ferramentas foram testadas: Anonymous Zether (J.P. Morgan/Consensys), Rayls (Parfin) e Starlight (EY). Dessa forma, nenhuma delas atendeu completamente às exigências. A ZKP Nova, da Microsoft, surgiu como uma possível solução para a segunda etapa, mas as dificuldades persistem.

Além das questões técnicas, há críticas ao atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, acusado por participantes do projeto de demonstrar pouco entusiasmo com o Drex. Seu antecessor, Roberto Campos Neto, defendia o mercado de criptoativos, fundos de criptomoedas e falava do Drex como estratégica para o futuro financeiro do Brasil. Galípolo, por sua vez, ainda não fez declarações relevantes sobre o tema.

Novos casos de uso para o Drex

A situação se agravou após o BC lançar uma chamada pública para novos casos de uso, sem aprovar nenhuma proposta. O motivo? Falta de equipe e recursos para avaliar os projetos. Dessa forma, isso gerou frustração em várias empresas interessadas em participar do desenvolvimento.

Ataques políticos também entraram em cena. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passou a criticar o Drex após o ex-presidente americano Donald Trump vetar o dólar digital. Assim, Bolsonaro afirma que o projeto brasileiro representa um risco à liberdade financeira, mesmo sendo iniciado ainda em 2021, sob o governo de Jair Bolsonaro.

Apesar do cenário conturbado, segundo a reportagem do Valor, algumas instituições seguem firmes no projeto. Desse modo, o Banco BV, em parceria com a B3 e o Santander, já desenvolveu testes avançados com tokenização de automóveis, envolvendo etapas de registro, posse e transferência. “Seguimos o cronograma. Não percebemos recuo do BC”, afirma Carlos Bonetti, diretor do BV.

Empresas seguem com o Drex

Além disso, o Bradesco também confirmou seu engajamento. “Estamos comprometidos com o avanço do Drex. Os times estão empolgados com as possibilidades de experimentação”, disse Courtnay Guimarães, chefe de ativos digitais do banco.

Em nota oficial, o BC reafirmou o caráter estratégico do projeto Drex. Segundo Rogério Lucca, secretário executivo da instituição, os próximos passos ainda estão sendo avaliados, em conjunto com outras iniciativas voltadas à tokenização de ativos e modernização dos sistemas financeiros do país.

Ainda que travado no momento, o Drex permanece em campo. O sucesso ou o fracasso da moeda digital brasileira dependerá agora de liderança, recursos e clareza institucional para superar os obstáculos e restaurar a confiança dos parceiros.

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