Curso grátis de criptos da Binance, post de Messi faz altcoin disparar e outros destaques da semana
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Esta semana no mercado de criptomoedas, Binance e DIO lançam curso gratuito sobre blockchain, mineradores de Bitcoin veem rentabilidade subir em junho, e um post de Messi dispara valor de criptomoeda desconhecida.
Além disso, a inflação argentina impulsiona a adoção de criptomoedas, e a Receita junto à PF combate importações ilegais com cripto.
- Binance e DIO anunciam curso grátis de criptomoedas e blockchain
- Rentabilidade dos mineradores de Bitcoin tem leve recuperação em junho, afirma relatório
- Post de Messi faz criptomoeda desconhecida disparar mais de 300%
- Argentina tem pico de inflação de 276% e impulsiona adoção de criptomoedas
- Receita e PF fazem operação contra importação ilegal com criptomoedas
Binance e DIO anunciam curso grátis de criptomoedas e blockchain
A Binance, em colaboração com a plataforma de educação digital DIO, lançou um curso gratuito imersivo sobre criptomoedas, blockchain e investimentos em ativos digitais, chamado “Coding the Future Binance”. O curso, que oferece 10 mil bolsas, visa capacitar investidores e desenvolvedores para promover a adoção dessas tecnologias.
As inscrições estão abertas até 31 de julho, com o curso se encerrando em 30 de setembro. O programa, com 55 horas de conteúdo, abrange desde a criação de carteiras de investimento até a programação de contratos inteligentes em Solidity, explorando também Web3, NFTs e criptomoedas na rede Ethereum.
Além disso, o curso inclui projetos práticos e sessões de mentoria ao vivo com especialistas da Binance, oferecendo uma visão ampla do mercado de criptoativos e orientações para evitar golpes.
Guilherme Nazar, diretor-geral da Binance no Brasil, destacou que a educação é fundamental para a ampla adoção da tecnologia blockchain. O curso busca formar mão de obra qualificada para o setor.
Iglá Generoso, CEO da DIO, ressaltou a oportunidade de aprofundar conhecimentos com especialistas, marcando o curso como uma iniciativa significativa no campo da educação digital em criptomoedas e blockchain. Por fim, as inscrições podem ser feitas pelo site da DIO.
Rentabilidade dos mineradores de Bitcoin tem leve recuperação em junho, afirma relatório

Em junho, os mineradores de Bitcoin tiveram um leve alívio, segundo um relatório do Jefferies. O preço do Bitcoin subiu 2%, enquanto a taxa de hash da rede diminuiu 5%, reduzindo a competição entre mineradores. Esse cenário marcou uma recuperação após um mês de maio desafiador, quando a lucratividade atingiu baixas recordes devido à pressão nos preços e à competição acirrada.
O relatório aponta que a taxa total de hash, indicativa da competição na mineração, era de 573 exahashes por segundo até 6 de julho, segundo dados da Blockchain.com. Fatores como a quantidade de Bitcoin minerado e o preço de mercado também impactam diretamente a lucratividade.
A situação melhorou em junho, em parte, devido à saída de mineradores ineficientes do mercado após o evento de halving em 19 de abril. Dessa forma, reduziu-se a recompensa por bloco minerado de 6,25 para 3,125 BTC. Os mineradores mais eficientes aproveitaram para aumentar sua participação no mercado.
Os mineradores públicos dos EUA, como a Marathon Digital e a CleanSpark, ajustaram suas operações e aumentaram suas participações, com a Marathon extraindo 590 BTC e a CleanSpark 445 BTC em junho.
Além disso, muitas empresas de mineração estão diversificando suas fontes de receita para computação de alto desempenho, respondendo às demandas crescentes por infraestrutura de inteligência artificial e computação em nuvem.
Post de Messi faz criptomoeda desconhecida disparar mais de 300%
Na segunda-feira (08/07), Lionel Messi impulsionou a valorização de uma criptomoeda pouco conhecida chamada Water (WATER). Esta subiu 350% após o jogador postar sobre ela no Instagram.
A Water, uma meme coin que opera na rede Solana, não possui valor intrínseco ou expectativa de retorno financeiro e é promovida apenas para entretenimento. As origens da criptomoeda são obscuras, sem informações disponíveis sobre seus criadores.
Apesar da postagem permanecer ativa, especulações surgiram sobre um possível hack no perfil de Messi, embora não houvesse confirmação oficial de sua equipe sobre a postagem ou envolvimento direto com a Water. Revelações de que insiders controlam 30% da oferta da Water levantam questões sobre a estabilidade da moeda.

Lionel Messi não é estranho ao mundo das criptomoedas, tendo anteriormente feito parcerias com várias plataformas blockchain. Em 2022, Messi assinou um contrato de US$ 20 milhões com a Socios.com para promover fan tokens e colaborou com a corretora Bitget.
Mais recentemente, ele se tornou embaixador da Planet, um projeto blockchain focado em financiar DAOs que lidam com questões sociais e de sustentabilidade.
Argentina tem pico de inflação de 276% e impulsiona adoção de criptomoedas
A adoção de criptomoedas na Argentina atingiu níveis recordes devido à inflação anual de 276%. Como resultado, isto colocou o país na liderança do uso desses ativos digitais no hemisfério ocidental, segundo analistas da Forbes.
De acordo com dados do Similarweb, dos 130 milhões de visitantes das principais exchanges de criptomoedas globais, 2,5 milhões são argentinos. Surpreendentemente, a Argentina também representa 6,9% do tráfego na Binance.
Os argentinos têm mostrado preferência por stablecoins, como o Tether (USDT), em detrimento de meme coins, utilizando-as como proteção contra a inflação.
Essas stablecoins, que visam manter um valor estável vinculado ao dólar americano, oferecem uma opção de preservação de valor em um ambiente de alta inflação, apesar da falta de medidas de proteção ao investidor para stablecoins no país.

Além disso, desde a posse do presidente Javier Milei no final de 2023, a Argentina tem avançado na regulamentação do mercado de criptomoedas.
Em abril de 2024, o país instituiu requisitos de registro para empresas de cripto, embora a reportagem da Forbes indique que muitas exchanges grandes, incluindo a Binance, ainda não se registraram na Comissão Nacional de Valores (CNV), o órgão regulador nacional.
Receita e PF fazem operação contra importação ilegal com criptomoedas
Na quarta-feira (10/07), a Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal deflagraram a Operação Corisco Turbo. O objetivo foi desmantelar uma quadrilha envolvida na importação ilegal de produtos utilizando criptomoedas.
A operação mobilizou cerca de 250 policiais federais e 150 servidores da Receita, atuando em vários estados. Estes incluíam Goiás, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.
Foram executados 51 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens imóveis e veículos. Em suma, totalizou-se o bloqueio de R$ 280 milhões em contas bancárias.
A quadrilha, especializada em negociar produtos eletrônicos, principalmente importados dos Estados Unidos e Paraguai, operava através de núcleos que gerenciavam desde a negociação e venda até o transporte, armazenamento e a revenda dos produtos.
A Receita Federal e a @policiafederal deflagraram a Operação Corisco Turbo para desmantelar organização crim1nosa que importava mercadorias ileg4lmente sem pagar tributos. A operação ocorre em SP, GO, PR, SC, MA, RN e DF, com 250 policiais e 150 servidores da Receita. pic.twitter.com/dI671fz2Lc
— Receita Federal (@ReceitaFederal) July 10, 2024
Outro grupo era responsável por enviar dinheiro para o exterior, utilizando doleiros e transferências em criptomoedas para evitar a fiscalização.
A investigação revelou que mais de R$ 1,6 bilhão foram remetidos para o exterior nos últimos cinco anos. Além disso, a quadrilha também importou ilegalmente mais de 500 mil telefones.
Os envolvidos, que agora enfrentam acusações que incluem falsidade ideológica, descaminho, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, podem ser condenados a até 37 anos de prisão. Eles estão proibidos de deixar o país e devem reportar-se mensalmente à justiça.
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