Criptomoedas hoje 03/10: stablecoins atingem marca histórica de US$ 300 bilhões em valor de mercado

O mercado de criptomoedas hoje acordou com uma notícia diferente das comuns.
O Bitcoin chegou perto de bater seu recorde mais uma vez, ultrapassando o valor de US$ 123.700 e carregando o mercado junto com ele.
Além disso, as stablecoins atingiram a marca histórica de US$ 300 bilhões em capitalização, consolidando-se como a principal ponte entre as finanças tradicionais e o ecossistema cripto.
O marco reflete a crescente demanda dos investidores e também indica como esse segmento se tornou peça central na liquidez que sustenta Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e outros ativos digitais.
O domínio do USDT e o avanço de novos players
O Tether (USDT) continua sendo a força dominante, com valor de mercado em torno de US$ 176 bilhões, respondendo por mais da metade da oferta total.
Em segundo lugar aparece o USD Coin (USDC), da Circle, com US$ 74 bilhões.
Entretanto, o destaque recente é o USDe, da Ethena, que se tornou a stablecoin que mais cresce em 2025, alcançando US$ 14,8 bilhões em pouco tempo.
O sucesso da moeda está ligado ao apetite de investidores por alternativas com geração de rendimento, indo além do modelo tradicional lastreado em moeda fiduciária.
Entre os concorrentes de ‘segunda linha’, projetos como Sky e WLFI vêm conquistando espaço, mostrando que o mercado ainda tem espaço para novos formatos e emissores.
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Onde estão as stablecoins? ETH lidera
A maior parte desses ativos digitais continua concentrada na rede Ethereum, que abriga cerca de US$ 177 bilhões em stablecoins emitidos nativamente.
Em seguida aparecem:
- Tron: US$ 76,9 bilhões
- Solana: US$ 13,7 bilhões
- Arbitrum: US$ 9,6 bilhões
A distribuição mostra como as stablecoins se tornaram infraestrutura básica para diversas blockchains, funcionando como reserva de liquidez e meio de pagamento em ecossistemas descentralizados.
Projeções: US$ 1,2 trilhão até 2028
Ademais, o relatório da Coinbase prevê que o mercado de stablecoins pode atingir uma capitalização próxima a US$ 1,2 trilhão até 2028.
A projeção considera fatores como:
- Avanço regulatório favorável.
- Maior aceitação de ativos tokenizados.
- Expansão da integração entre finanças tradicionais e cripto.
Esse crescimento sustentado reforça a ideia de que stablecoins não são apenas instrumentos de arbitragem ou ‘porto seguro temporário’, mas sim peças estruturais da nova economia digital.

Efeitos sobre o BTC
Pesquisas acadêmicas de 2021 já mostravam que a emissão de stablecoins impacta diretamente a dinâmica de liquidez do mercado cripto.
Embora o aumento da oferta não altere imediatamente o preço do Bitcoin, ele tende a ampliar os volumes de negociação e a preparar terreno para compras expressivas.
Outro ponto importante é que quedas no preço do BTC costumam coincidir com maior emissão de Tether, reforçando o papel do USDT como refúgio de curto prazo.
Em muitos casos, grandes aquisições de Bitcoin seguem a emissão de stablecoins, criando um ciclo de entrada de capital, estabilização de preços e nova valorização.
Efeitos sobre o ETH
O Ethereum também se beneficia diretamente desse movimento.
As stablecoins e outros ativos tokenizados criam uma demanda estrutural pela rede, funcionando como um piso de valor para o ETH.
Dados da Token Terminal mostram que, mesmo em ciclos de baixa como 2022, a presença de ativos tokenizados manteve a base do valor de mercado do Ethereum, evitando uma queda ainda mais acentuada.
Por fim, à medida que mais ativos do mundo real (RWAs) migram para blockchains, esse ‘piso’ se torna mais sólido, reforçando a resiliência do Ethereum no longo prazo, mesmo diante da volatilidade.
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