Esta criptomoeda esquecida pode se tornar essencial na era da IA — descubra qual

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Os detalhes neste artigo ajudam a explicar por que, apesar do potencial, ela continua sendo considerada uma ‘criptomoeda esquecida’.
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O mercado de criptomoedas já ultrapassa a marca de 10 mil ativos listados em diferentes plataformas.

Entre eles, alguns disputam espaço no noticiário diariamente, enquanto outros seguem quase invisíveis ao público geral.

No entanto, nem sempre a popularidade reflete o potencial.

É o caso da OriginTrail (TRAC), um projeto criado há mais de uma década e que tem como foco a organização e validação de dados na internet.

Apesar de uma “criptomoeda esquecida’ em comparação a tokens mais conhecidos, a TRAC levanta um debate importante:

Será que a confiança digital pode tornar esta cripto indispensável na era da IA?

O que é a OriginTrail (TRAC)

A OriginTrail surgiu em 2013 como uma solução para rastrear cadeias de suprimento globais.

A ideia inicial era simples: usar blockchain para aumentar a transparência em processos logísticos e garantir que produtos chegassem ao consumidor com informações verificáveis de origem.

Com o tempo, o projeto expandiu sua proposta e deu origem ao Decentralized Knowledge Graph (DKG), uma rede que conecta dados de forma descentralizada.

O token TRAC é o ativo que mantém esse ecossistema em funcionamento. Ele é utilizado para pagar taxas, incentivar validadores e dar segurança à rede.

Diferentemente de outras altcoins, a OriginTrail busca se consolidar não como meio de pagamento ou reserva de valor, mas como infraestrutura para dados confiáveis, aplicável em setores diversos.

👉Veja também: Criptomoedas com potencial: Top 6 oportunidades em 2026

Principais pontos positivos do projeto

Um dos diferenciais da OriginTrail é o fato de já ter sido utilizada em aplicações práticas de grande escala.

O Walmart, por exemplo, testou a rede para aprimorar a rastreabilidade de produtos em suas cadeias de suprimento, reforçando a transparência no processo logístico.

Durante a pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também explorou a tecnologia como ferramenta de monitoramento de insumos médicos, em um momento em que a falsificação e a escassez de equipamentos eram desafios críticos.

Outro ponto positivo é a versatilidade do protocolo.

A OriginTrail não se limita ao setor de logística: a mesma infraestrutura pode ser aplicada em áreas como educação, para validar certificados acadêmicos, ou no mercado de NFTs, onde a autenticidade de informações é essencial.

Essa capacidade de adaptação amplia o alcance do projeto em diferentes indústrias.

Além disso, o conceito do Decentralized Knowledge Graph (DKG) dialoga com uma demanda crescente: a necessidade de dados confiáveis para alimentar sistemas de inteligência artificial.

Em um ambiente digital onde a desinformação se espalha rapidamente, a proposta da TRAC de criar uma rede descentralizada para verificar e conectar informações surge como uma solução alinhada ao futuro da Web3.

Desafios e limitações da TRAC

Apesar dos avanços, a OriginTrail enfrenta obstáculos que ajudam a explicar por que ela permanece relativamente desconhecida no mercado cripto.

Um dos principais desafios é a baixa visibilidade em relação a outros projetos.

Enquanto tokens como Bitcoin, Ethereum e até mesmo concorrentes diretos como VeChain ou The Graph atraem ampla atenção, a TRAC segue restrita a um nicho de investidores e empresas.

Outro ponto é que a adoção prática ainda é limitada.

Embora existam casos de uso relevantes, como os do Walmart e da OMS, essas iniciativas não se tornaram rotineiras ou massificadas.

O futuro do projeto depende, em grande parte, da capacidade de transformar testes e parcerias pontuais em soluções de uso contínuo e em larga escala.

Há ainda a concorrência direta com outros protocolos que atuam em áreas semelhantes, como rastreabilidade ou indexação de dados.

Nesse cenário, a OriginTrail precisa se diferenciar para não ser ofuscada.

Além disso, seu modelo de negócios está fortemente ligado a parcerias institucionais, o que pode ser tanto uma vantagem quanto uma limitação, já que depende da confiança de grandes players para crescer.

A TRAC no contexto da IA e da Web3

A ascensão da inteligência artificial trouxe à tona uma questão importante: como garantir a qualidade e a veracidade dos dados que alimentam esses sistemas.

Modelos de IA dependem de grandes volumes de informações, e sua utilidade está diretamente ligada à confiabilidade dessas bases.

É nesse ponto que a proposta da OriginTrail pode ganhar relevância.

O Decentralized Knowledge Graph (DKG) oferece uma forma de estruturar e validar dados de maneira descentralizada, reduzindo o risco de manipulações.

Em um cenário de fake news, deepfakes e desinformação digital, essa infraestrutura pode funcionar como um pilar de confiança para diferentes aplicações.

Isto vai desde governos até empresas privadas.

Na Web3, a importância do projeto também é evidente. Enquanto a maioria dos protocolos concentra-se em finanças descentralizadas (DeFi) ou ativos digitais, a TRAC aposta em algo mais fundamental: a infraestrutura de dados.

Isso a coloca em um segmento menos explorado, mas que pode se tornar estratégico caso o mercado avance para uma era em que informação confiável seja tão valiosa quanto transações financeiras.

O papel do token TRAC no ecossistema

O token TRAC é a engrenagem que mantém a OriginTrail em funcionamento.

Ele serve para pagar taxas dentro da rede, remunerar operadores de nós responsáveis por validar informações e participar de mecanismos de staking que garantem a segurança do sistema.

Na prática, é o TRAC que sustenta a economia interna do Decentralized Knowledge Graph (DKG).

Caso o projeto ganhe mais visibilidade e aumente o número de empresas e instituições que adotam sua infraestrutura, a demanda pelo token tende a acompanhar esse crescimento.

Isso ocorre porque cada nova interação dentro da rede exige TRAC, seja para inserir dados, validá-los ou recompensar participantes.

Por outro lado, a valorização do token depende diretamente da expansão da OriginTrail além dos casos de uso já testados.

Sem uma adoção mais ampla, o TRAC pode permanecer restrito a um nicho de utilidade técnica, limitando seu alcance no mercado cripto.

Assim, o token carrega consigo tanto o potencial de se beneficiar de um aumento de popularidade quanto o risco de estagnação, caso o projeto não consiga transformar seus avanços em escala global.

Fonte: CoinMarketCap

Uma criptomoeda esquecida, mas com futuro em aberto

A OriginTrail (TRAC) é um exemplo de criptomoeda esquecida que foge do padrão especulativo e busca resolver problemas concretos ligados à confiança em dados.

Seu histórico de parcerias com instituições como Walmart e OMS mostra que a tecnologia tem aplicações reais e pode desempenhar um papel relevante em setores diversos.

Além disso, a proposta do Decentralized Knowledge Graph (DKG) conecta o projeto diretamente às demandas da inteligência artificial e da Web3.

Por outro lado, a TRAC ainda enfrenta obstáculos importantes, como a baixa visibilidade no mercado, a adoção limitada e a concorrência com outros protocolos que disputam o mesmo espaço.

Esses fatores ajudam a explicar por que, apesar do potencial, ela continua sendo considerada uma ‘criptomoeda esquecida’.

O futuro do projeto dependerá da capacidade de transformar casos de uso pontuais em soluções massificadas e de se posicionar como infraestrutura essencial para um mundo cada vez mais orientado por dados.

Se isso acontecer, a TRAC poderá conquistar um espaço de destaque em um ecossistema digital que exige cada vez mais confiança.

Fonte: Whitepaper da OriginTrail

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