Bitcoin hoje 09/10: BTC atinge US$ 119 mil e acende alerta sobre pressão de venda

O Bitcoin hoje enfrentou uma pressão de venda após registrar, em 5 de outubro, o recorde de US$ 126.700.
Desde então, o preço recuou para US$ 119 mil, levantando dúvidas entre investidores sobre a direção do mercado no curto prazo.
Embora muitos vejam essa queda como uma pausa natural após meses de alta, três indicadores on-chain ajudam a entender para onde o preço pode estar caminhando.
Entre eles, o comportamento entre Short-Term Holders (STH) e Long-Term Holders (LTH), o índice MVRV e o fluxo de stablecoins nas exchanges.
Os dados da CryptoQuant mostram que os Short-Term Holders estão comprando o que os Long-Term Holders estão vendendo.
De acordo com a empresa, essa dinâmica indica um momento de distribuição, típico das fases finais de um ciclo de alta.
Assim, investidores de longo prazo, que seguraram seus ativos por meses ou anos, começam a realizar lucros, enquanto novos participantes, atraídos pela alta recente, entram de forma mais agressiva.
Esse movimento costuma anteceder topos locais ou períodos de consolidação.
Historicamente, quando o ‘dinheiro velho’ vende para o ‘dinheiro novo’, o mercado entra em uma fase de redistribuição, ajustando o preço e testando novas zonas de suporte.
“É um comportamento saudável, mas que exige paciência, pois movimentos impulsivos podem gerar perdas temporárias. O dinheiro antigo está descarregando posição, e o capital impaciente absorve essa liquidez. Para quem busca oportunidades, o tempo de espera tende a ser mais lucrativo do que a pressa’, destaca a empresa.

O que o MVRV revela sobre o potencial do Bitcoin hoje
De acordo com Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, outro indicador importante é o MVRV (Market Value to Realized Value).
Ele mede quanto o valor de mercado do Bitcoin está acima ou abaixo do valor realizado.
Desse modo, o indicador revela quanto os investidores estão dispostos a pagar em relação ao preço médio de aquisição.
Atualmente, o índice sugere que o Bitcoin ainda possui potencial de valorização no quarto trimestre de 2025, apesar da correção.
Três cenários ajudam a entender essa perspectiva.
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No cenário base, o MVRV sobe para a faixa entre 3,0 e 3,5, impulsionando um novo rali de 15% a 25%, o que colocaria o Bitcoin entre US$ 140 mil e US$ 150 mil até o fim do ano.
Esse cenário depende da manutenção do custo médio dos investidores de curto prazo como suporte e da retomada de compras por holders de longo prazo.
No cenário negativo, o índice pode estagnar em torno de 2,5, o que abriria espaço para uma correção de até 23%, levando o preço para perto de US$ 95 mil.
Contudo, os analistas consideram essa hipótese improvável, dada a força dos dados on-chain atuais.
Por fim, o cenário positivo aponta para um MVRV acima de 4,0, um patamar associado a momentos de euforia e escassez de oferta, semelhantes ao ciclo de 2021.
‘Nessa condição, o Bitcoin poderia alcançar entre US$ 170 mil e US$ 200 mil, caso o mercado entre em modo de ‘supply shock’, ou choque de oferta’, disse.

Stablecoins indicam esfriamento da liquidez
Um terceiro ponto de atenção vem do fluxo de stablecoins nas exchanges.
Nas últimas semanas, houve aumento no volume e na volatilidade desses ativos, o que pode sinalizar uma redução temporária da liquidez disponível para compras.
Os dados apontam saídas totais de US$ 850,6 milhões e entradas de US$ 756,4 milhões, resultando em um leve saldo negativo.
Esse movimento, embora discreto, pode impactar a capacidade de absorver grandes ordens de compra e venda.
As métricas da CryptoQuant mostram que tanto a EMA(50) quanto a SMA(100), médias móveis de curto e médio prazo, estão subindo, o que confirma uma tendência de crescimento nas retiradas de stablecoins.
‘Isso significa que mais investidores estão transferindo seus fundos para carteiras privadas, reduzindo a liquidez nas corretoras’, destaca a empresa.
Quando as saídas superam as entradas por um período prolongado, os livros de ordens ficam mais finos, o que amplifica a volatilidade.
Em momentos de forte oscilação, pequenas ordens podem causar grandes variações de preço.
Assim, o cenário mais provável, segundo as métricas, é uma consolidação entre US$ 115 mil e US$ 130 mil antes de um novo impulso de alta, caso os fluxos de liquidez se estabilizem.
Dessa forma, o atual recuo pode, portanto, representar mais um capítulo de normalização em um mercado no qual a paciência, mais uma vez, tende a ser a melhor estratégia.
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