Bitcoin agora em alerta: especialistas temem nova queda abaixo de US$ 100 mil

Há cerca de um mês, entusiastas do Bitcoin viviam um clima de euforia nas redes sociais, devido ao fato de o ativo ter registrado uma nova máxima histórica acima de US$ 126.000.
Muitos acreditavam que o famoso ‘Uptober’ marcaria o início de um rali explosivo, capaz de atrair investidores institucionais e de varejo.
Todavia, o oposto aconteceu. O Bitcoin caiu 3,69% em outubro, registrando o primeiro outubro negativo em sete anos. Esta foi apenas a terceira perda mensal para o período desde 2013.
Observadores do mercado agora traçam paralelos com 2018.
Naquele ano, o BTC caiu 3,8% em outubro e, em novembro, despencou 36,6%, em uma das piores quedas mensais da história.

Atualmente, o sentimento é fortemente pessimista. Usuários no X publicam prints de carteiras com milhões em perdas, enquanto outros ameaçam deixar o setor ou migrar seus recursos para ações e ouro.
Claro, parte dessas postagens é feita em tom de ironia. O Bitcoin já enfrentou quedas semelhantes e depois recuperou-se com força.
No entanto, após perder 20% desde o último topo histórico, o ativo entrou tecnicamente em mercado de baixa, e o clima está longe de ser otimista.
Especialista crava nova queda do Bitcoin
Analisando os gráficos do Bitcoin, o influenciador Ted Pillows alertou seus 230 mil seguidores que o mercado cripto ainda deve cair mais.
Há um momento certo para ser otimista. Agora não é esse momento, escreveu ele.
Enquanto o BTC luta para se manter acima dos US$ 100 mil, onde tem negociado desde maio, outros especialistas acreditam que uma volta prolongada à faixa dos cinco dígitos é inevitável.
Alguns, no entanto, preferem encarar a situação com humor. O analista Douglas Boneparth ironizou:
Em dias como hoje, fico feliz por estar diversificado entre ações, ouro e Bitcoin, porque assim posso perder dinheiro de três formas diferentes.
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A importância da marca dos US$ 100 mil
O analista sênior de mercado da FXTM, Lukman Otunuga, afirmou ao Cryptonews que as últimas semanas foram ‘difíceis e turbulentas’ para o Bitcoin.
Segundo ele, os vendedores estão aproveitando qualquer oportunidade e os saques acumulados dos ETFs de BTC já ultrapassam US$ 1 bilhão desde 29 de outubro.
O otimismo que dominava o setor cripto antes da posse de Donald Trump agora parece coisa do passado.
Enquanto o ouro e o S&P 500 acumulam altas de 52% e 15% no ano, o Bitcoin avança apenas 8%.
Nesse sentido, Otunuga alerta que uma queda sólida abaixo de US$ 95 mil pode causar o primeiro ano negativo do BTC desde 2022.
Apesar do cenário negativo no curto e médio prazo, o Bitcoin já enfrentou fortes liquidações antes e sempre se recuperou depois.
Um retorno do apetite por risco, impulsionado por menores tensões comerciais e pela expectativa de cortes de juros do Fed, pode trazer os touros de volta ao mercado.
Segundo Otunuga, o BTC pode estar prestes a reagir se o suporte em US$ 100 mil se mantiver firme.
Mas, se esse nível psicológico for rompido, o analista acredita que o ativo pode abrir caminho para US$ 95 mil ou até menos.

Instituições podem vender Bitcoin?
O cofundador do Coin Bureau, Nic Puckrin, disse ao Cryptonews que uma queda sustentada abaixo de US$ 100 mil ‘é possível, mas não inevitável’.
É bem provável que já tenhamos visto o Bitcoin abaixo de US$ 100 mil pela última vez. Mesmo que isso volte a ocorrer, essa queda deve ser breve, assim como a que vimos no início da semana.
Apesar do clima pessimista nas redes, Puckrin acredita que os veteranos do Bitcoin não perderam confiança. Segundo ele, estão apenas realizando lucros após um longo período de alta.
Não há nada de errado nisso. Eles obtiveram ganhos enormes, então é natural querer aproveitar os frutos. O Bitcoin já cumpriu sua promessa para os investidores iniciais.
O problema é que novos compradores ainda não absorveram o excesso de oferta, pois há muita incerteza macroeconômica. Não é uma perda de confiança no Bitcoin, e sim uma perda de confiança no futuro.
Puckrin lembra que fundos e fundos de pensão, com horizonte de investimento de longo prazo, devem manter suas posições, mesmo que o mercado entre em contração.
Ainda assim, ele admite que vendas pontuais devem acontecer.
Muitas tesourarias de ativos digitais podem vender em períodos de queda, porque levantaram capital com prazos e metas específicas.
Essas empresas precisam cumprir obrigações financeiras, independentemente do preço do BTC.
Esse fator, segundo ele, pode se tornar a maior ameaça no horizonte.
Se o Bitcoin for vendido em grandes volumes, as liquidações podem se multiplicar rapidamente, ainda mais com o uso de alavancagem.
Nessa situação, as coisas podem piorar antes de melhorar.
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