Kyle Samani critica Hyperliquid em comentário explosivo sobre o mercado após sua saída

Kyle Samani, cofundador da Multicoin Capital que recentemente deixou a empresa, lançou um ataque contundente à Hyperliquid. Em um momento de raiva, ele classificou a bolsa descentralizada (DEX) em alta como um risco sistêmico. Isso apesar da acumulação agressiva do token HYPE pela sua antiga empresa.
Pontos principais:
- Kyle Samani criticou publicamente o modelo de código fechado da Hyperliquid dias depois de deixar a Multicoin Capital.
- Analistas on-chain relatam que carteiras vinculadas à Multicoin detêm mais de US$ 40 milhões em tokens HYPE.
- A Hyperliquid recentemente ultrapassou a Coinbase em volume após o lançamento do mercado de previsão HIP-4.
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Por que Samani está mirando a Hyperliquid agora?
Samani deixou a Multicoin Capital em 5 de fevereiro de 2026, encerrando uma gestão de uma década.
Apenas três dias depois, em 8 de fevereiro, ele quebrou o silêncio para criticar a Hyperliquid, a maior DEX do mundo.
As críticas ácidas destacam uma profunda divisão ideológica no setor. Afinal, Kyle defende protocolos de código aberto sem permissão, o que ele afirma que a Hyperliquid não é.
Samani também insinua coisas criminosas ou indesejáveis sobre a bolsa. E chama erroneamente o fundador da Hyperliquid, Jeff Wan, de imigrante.
Esse choque de filosofias ocorre em um momento em que os fluxos de capital estão ignorando a ideologia. Os investidores injetam US$ 258 milhões em startups de criptomoedas, independentemente da descentralização técnica. Buscando, assim, os retornos massivos que os aplicativos de alto desempenho estão oferecendo atualmente.
Com uma infinidade estonteante de recursos que lhe conferem parte da utilidade de uma CEX, a Hyperliquid cresceu nos últimos meses, priorizando a integração vertical e o desempenho em detrimento da transparência de código aberto.
`Jardim murado` ou líder de mercado?
Samani não se conteve, afirmando que a Hyperliquid “é, em muitos aspectos, tudo o que há de errado com as criptomoedas”.
Sua crítica visa especificamente a arquitetura de código fechado do projeto e o conjunto de validadores autorizados.
Ele argumenta que essa abordagem de “jardim murado”, combinada com a escolha do fundador de se estabelecer na jurisdição sem extradição de Cingapura, cria riscos inaceitáveis de apreensão.
Samani também alegou que a opacidade da plataforma atua como um escudo para possíveis atividades financeiras ilícitas.
Essa retórica aproveita os temores crescentes em relação às plataformas de criptomoedas não controladas. Uma narrativa ressaltada recentemente quando dois estudantes do ensino médio foram acusados de invasão de domicílio no Arizona visando US$ 66 milhões em criptomoedas, lembrando ao mercado o lado mais sombrio do anonimato sem paralelo.
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Apesar das reservas de Samani, o mercado continua votando com sua carteira. A Hyperliquid recentemente ultrapassou a Coinbase em volume de negociação, dobrando os números da bolsa centralizada no início de 2026.
Com uma capitalização de mercado acima de US$ 7 bilhões, o token HYPE continua sendo uma das 20 maiores criptomoedas e está entre as principais criptomoedas para diversificar.
Isso lembra como o token pós-quântico QONE se esgotou em 24 horas. Mais uma prova que os traders valorizam narrativas de tecnologia de ponta acima das disputas nas redes sociais.
A contradição de US$ 40 milhões
O momento em que esses comentários foram feitos também alimentou especulações sobre desacordos internos na Multicoin.
Uma carteira amplamente considerada ligada à Multicoin foi recentemente identificada acumulando mais de US$ 40 milhões em tokens HYPE.
Isso cria uma contradição gritante: a empresa fundada por Samani está apostando fortemente no mesmo ativo que ele afirma poder arruinar o setor.
A resposta de Samani ao comportamento de compra da empresa foi direta: `Eu não trabalho na Multicoin.` Desde que saiu, ele declarou sua intenção de se ramificar para outras tecnologias, mas anunciou que permanecerá como presidente da Forward Industries, um tesouro da Solana.
O conflito de Samani com a Hyperliquid ressalta as profundas divisões ainda presentes no mundo das criptomoedas, enquanto o setor aguarda a regulamentação pelos legisladores dos EUA.
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