Cotação do BTC ‘tem dono’ e seu nome é Jerome Powell, apontam análises

O preço do Bitcoin permanece sem uma definição clara de tendência, refletindo um mercado que se mantém lateralizado e sem uma análise que possa ‘cravar’ seu destino.
Assim, a criptomoeda mais negociada do mundo continua reagindo de forma direta às expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
Desse modo, reforçando a leitura de diversos analistas de que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, é ‘quem manda’ no preço do Bitcoin nesta semana.
O peso da macroeconomia no BTC

Os últimos dias foram marcados por intensa oscilação no mercado cripto. O Bitcoin chegou a US$ 125.533, após a divulgação de um relatório de inflação mais brando nos EUA.
Esse dado reacendeu a especulação sobre possíveis cortes de juros ainda em setembro, impulsionando ativos de risco e levando o Ethereum a registrar sua maior valorização desde 2021.
Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, destacou que a força recente do ETH chamou a atenção.
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Mesmo assim, o BTC segue consolidado em uma faixa estreita entre US$ 115 mil e US$ 117 mil, enquanto o Ethereum esbarra na resistência dos US$ 4,7 mil, nível já conhecido por travar movimentos anteriores de alta.
Analistas alertam que a semana pode ser decisiva. O foco dos investidores está voltado para o simpósio de Jackson Hole, onde Powell deve adotar um tom considerado neutro.
Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, lembra que ‘o mercado já precifica 85% de chance de corte em setembro, mas a incerteza sobre inflação e emprego ainda pesa’.
Análise da cotação do BTC: suportes e resistências

De acordo com Paulo Aragão, do Podcast Giro Bitcoin, o ponto de vista técnico, o suporte imediato do Bitcoin está em US$ 115 mil, com resistência na faixa de US$ 120 mil a US$ 123 mil.
Caso consiga romper para cima, a moeda pode buscar US$ 127 mil. No entanto, uma quebra para baixo pode expor o ativo ao patamar de US$ 112 mil, considerado crítico.
Já Misir acrescenta que o custo médio dos detentores de curto prazo reforça a defesa desse suporte. Porém, sem novos catalisadores, dificilmente haverá impulso para uma recuperação consistente.
Esse cenário explica por que muitos traders esperam pelo discurso de Powell como definidor da próxima direção do mercado.
No campo dos derivativos, o ambiente também mostra sinais de cautela. O rácio de volatilidade implícita entre prazos médios e curtos do BTC atingiu níveis mais altos que 96,8% das observações históricas.
Esse dado revela que a tensão estrutural permanece, o que pode gerar movimentos bruscos.
Atualmente, as opções abertas somam US$ 39 bilhões em Bitcoin e US$ 35,5 bilhões em Ethereum, reforçando o risco de liquidações em massa caso haja rompimentos relevantes.
Suporte forte deve ser US$ 114 mil
A trader Ana de Mattos, parceira da Ripio, destaca que apesar do suporte em US$ 114.640 indicar interesse comprador, o fluxo continua vendedor.
De acordo com ela, isso pode gerar correções até US$ 114.100 e US$ 111.500. Já as resistências mais próximas estão em US$ 118.920 e US$ 123.280.
Mike Ermolaev, fundador da OutsetPR, avalia que a situação atual é menos arriscada do que em picos passados.
Segundo ele, o índice P&L realizado do BTC permanece em linha com a média, evitando sinais de superaquecimento.
Já dados da Econometrics apontam que os fluxos de ETFs podem sustentar o preço acima de US$ 120 mil até setembro, com limite superior em US$ 131 mil.
Expectativa para Jackson Hole

Enquanto isso, analistas reforçam a cautela.
Guilherme Fais, da NovaDAX, lembra que a correção recente em altcoins foi resultado de realização de lucros e não de sentimento negativo.
Para ele, o BTC ainda preserva tendência de alta no médio prazo, com suporte em US$ 112,5 mil e resistência em US$ 118 mil.
Sarah Uska, do Bitybank, também aponta que o Coinbase Premium segue positivo, sinalizando compras discretas de grandes investidores americanos.
Esse comportamento sugere que, mesmo em momentos de queda, a demanda institucional sustenta o mercado.
No campo político, a pressão aumenta. Donald Trump defende cortes mais agressivos nos juros, enquanto as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia permanecem no radar.
Esses fatores, combinados ao aguardado discurso de Powell, podem redefinir rapidamente o apetite ao risco global.
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