{"id":129382,"date":"2024-09-17T10:02:28","date_gmt":"2024-09-17T10:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pt.cryptonews.com\/?p=129382"},"modified":"2024-09-17T10:02:28","modified_gmt":"2024-09-17T10:02:28","slug":"basebros-fi-deleta-site-e-redes-sociais-e-desaparece-com-fundos-de-clientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cryptonews.com\/br\/noticias\/basebros-fi-deleta-site-e-redes-sociais-e-desaparece-com-fundos-de-clientes\/","title":{"rendered":"BaseBros Fi deleta site e redes sociais e desaparece com fundos de clientes"},"content":{"rendered":"
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O BaseBros Fi simplesmente desapareceu, deixando os usuários sem acesso aos seus investimentos. Calcula-se que a perda foi de US$ 130 mil. O protocolo de finanças descentralizadas (DeFI) operava na blockchain Base, com o objetivo de otimizar rendimentos. <\/p>

Site e redes sociais do projeto sumiram na última-sexta-feira, dia 13. Segundo investigações iniciais, o projeto explorou um contrato inteligente não-auditado. Como resultado, isso permitiu drenar os fundos dos usuários. Os autores da manobra usaram o mixer de criptomoedas Tornando Cash para se apropriar dos US$ 130 mil. <\/p>

Como o BaseBros Fi furtou os usuários?<\/strong><\/h2><\/span>

O protocolo tinha cerca de 2 mil seguidores no X e mais de 3 mil membros no Telegram. Antes do golpe<\/a>, o BaseBros Fi promovia recursos para otimizar rendimentos e oferecia altos retornos na blockchain Base.<\/p>

A Chain Audits realizou a auditoria de parte da operação do BaseBros Fi. Porém, embora quatro contratos tenham sido aprovados na inspeção, um deles não foi incluído na auditoria. Exatamente o Vault, elemento central no furto.<\/p>

Isso porque o Vault tinha uma backdoor escondida, que permitiu manipular o sistema e retirar da plataforma os fundos dos usuários.<\/p>

De acordo com empresas de Segurança Blockchain, golpistas primeiramente transferiram os ativos furtados para rede Ethereum e, em seguida, para o misturador de criptomoedas Tornado Cash. Recentemente, o mixer foi associado a vários casos de lavagem de dinheiro.<\/p>

Protocolo Seamless não foi afetado<\/h2><\/span>

Inicialmente, se pensou que o protocolo DeFi Seamless, mais um que opera na blockchain Base, também teria sido comprometido.<\/p>

No entanto, essa hipótese foi descartada pelos investigadores do caso. De acordo com ele, não houve nenhum ataque ao Seamless.<\/p>

A confusão teria se dado por títulos de contrato parecidos, usados pelo BaseBros Fi e pelo Seamless. Mas logo foi esclarecida. Ou seja, os usuários do Seamless não sofreram nenhuma perda.<\/p>

Falhas de segurança na comunidade DeF<\/strong>i<\/h2><\/span>

O caso BaseBros Fi representa mais um alerta para os usuários do setor de finanças descentralizadas, principalmente os mais novos, sobre os riscos inerentes aos investimentos em criptomoedas.<\/p>

A oferta de altos rendimentos frequentemente cega os investidores para potenciais falhas de segurança, bem como de possíveis golpes atrelados a esse ecossistema.<\/p>

Empresas que atuam com segurança blockchain reforçam a orientação aos usuários sobre os cuidados necessários ao se engajar em um projeto de finanças descentralizadas. Principalmente aqueles que não apresentam auditorias completas e devidamente verificadas.<\/p>

Golpes milionários<\/h2><\/span>

O chamado rug pull é um dos golpes mais conhecidos no cenário cripto, e consiste exatamente em casos como o do BaseBros Fi. Em outras palavras, os criadores do projeto promovem o ativo, arrecadam fundos, e, em seguida, somem com tudo e deixam os clientes sem nada.<\/p>

Esse e outros golpes similares levaram a perdas de mais de US$ 765 milhões no ano passado<\/a>, segundo dados da Quantstamp, que atua no setor de Segurança Blockchain. <\/p>

Entre as manobras mais comuns, estão tokens que vivem menos de um dia, em golpes conhecidos como “one-day rug pulls”. Ou seja, esses tokens são cunhados, divulgados, comprados e furtados em apenas 24 horas. <\/p>

Infelizmente, as corretoras de criptomoedas ainda são alvos prioritários para hackers que buscam furtar fundos dos investidores. Relatório da Chainalysis registrou um crescimento de 2,8% em ataques hacker neste ano. Conforme o levantamento, o total de criptomoedas furtadas chegou a US$ 1,58 bilhão até o meio de 2024. Isso representa um preocupante aumento de 84%.<\/p>

Entre os países bastante afetados por esse tipo de ataque está o Japão. Como resultado, caiu a confiança dos investidores no setor cripto. Plataformas japonesas, como bitFlyer, enfrentaram ataques sofisticados, incluindo phishing e golpes ligados à inteligência artificial generativa. <\/p>

Diante de crescentes e cada vez mais complexas ameaças, exchanges cripto reforçam a colaboração com órgãos da polícia e buscado implantar mais e mais modernas medidas de segurança<\/a>.<\/p>

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Leia mais:<\/h2><\/span>