Fusaka é a solução mais ambiciosa do ETH, diz Vitalik Buterin

Buterin classificou o próximo upgrade do Ethereum como ‘sem precedentes’ em blockchains ativas, já que possibilita avanços massivos em escalabilidade sem abrir mão da segurança.
Cada participante da rede baixa apenas pequenos ‘fragmentos’, que comprovam probabilisticamente a existência de dados suficientes para reconstrução completa quando necessário.
A atualização responde à crescente pressão sobre a camada base do Ethereum. Nesse sentido, críticos argumentam que soluções de segunda camada fragmentam a experiência dos usuários.

Atualmente, a rede enfrenta congestionamento grave. Mais de 2 milhões de ETH aguardam na fila de saída, com atrasos de 43 dias, enquanto novas entradas são processadas em apenas 7 dias.
O Fusaka dobrará a capacidade de blobs em apenas duas semanas, por meio de forks automáticos baseados apenas em parâmetros. O limite atual de 6/9 blobs aumentará para 14/21.
Esse avanço seguirá de forma gradual, começando com ajustes conservadores, antes de se tornar mais agressivo conforme a tecnologia prove estabilidade.

O anúncio ocorre em meio à queda de 44% na receita da rede em agosto, para US$ 14,1 milhões, mesmo após o ETH registrar novos recordes acima de US$ 4.950.
A popularização das soluções Layer 2 reduziu a geração de taxas na rede principal, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo econômico do Ethereum.
Fusaka mudará o Ethereum
A atualização Fusaka entrará em operação no dia 3 de dezembro.
Neste dia, a PeerDAS mudará radicalmente como as blockchains lidam com dados, distribuindo a verificação entre milhares de computadores, ao invés de exigir downloads completos.
Nos sistemas tradicionais, cada participante armazena blocos inteiros, criando gargalos conforme as redes crescem. Por sua vez, a nova abordagem usa probabilidade matemática para garantir disponibilidade dos dados.
Se mais de 50% dos fragmentos permanecerem acessíveis, qualquer computador pode baixá-los e reconstruir informações faltantes com técnicas de codificação de apagamento.
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Inicialmente, blocos completos ainda precisarão existir em um ponto da rede para transmitir dados novos e reconstruir informações em emergências, quando publicadores fornecerem dados incompletos.
Essas funções, no entanto, não exigem confiança. Basta que exista ao menos um participante honesto entre centenas de possíveis atores desonestos.
Avanços futuros eliminarão até essas funções centralizadas com mensagens em nível de células e construção de blocos distribuída.
Diferentes computadores poderão assumir papéis distintos em diferentes blocos, descentralizando ainda mais o processo.
Buterin destacou a postura cautelosa dos desenvolvedores, apesar dos anos de trabalho. A contagem inicial de blobs será conservadora e crescerá de forma mais agressiva à medida que testes reais comprovem estabilidade e segurança.
Ethereum enfrenta crise de receita com foco em infraestrutura
O Fusaka também busca enfrentar os desafios econômicos do Ethereum. O avanço das redes Layer 2 reduziu a demanda por transações na camada principal. A receita de agosto, de apenas US$ 14,1 milhões, foi uma das mais fracas desde o início de 2021, aumentando preocupações sobre sustentabilidade.
Diante disso, Buterin propôs protocolos DeFi de baixo risco como alternativa de receita estável para o Ethereum. Ele comparou a ideia ao Google Search, que financia outras operações da empresa.
Segundo ele, protocolos que oferecem rendimentos de 5% em stablecoins robustas podem garantir estabilidade econômica sem comprometer fundamentos éticos.
Exemplos incluem plataformas de empréstimo como a Aave, onde usuários recebem retornos consistentes ao fornecer USDT e USDC para tomadores, sem exposição a riscos especulativos.
As melhorias do Fusaka reduzirão custos de transação para esses aplicativos, tornando-os acessíveis a usuários comuns, antes limitados pelas altas taxas de gás.
A atualização inclui 11 a 12 propostas de melhoria (EIPs) voltadas à escalabilidade e à eficiência dos nós. Já os forks de parâmetros de blobs ocorrerão automaticamente em cronogramas predefinidos, sem necessidade de hard forks separados.
Controvérsias recentes na fila de validadores aumentam a pressão por escalabilidade
Buterin, porém, defendeu os atuais 43 dias de atraso para saída de validadores, chamando-os de recurso essencial de segurança. Ele comparou o compromisso a um serviço militar, que exige ‘fricção para desistir’.
O Fusaka segue o sucesso da atualização Pectra, implementada em maio, que trouxe abstração de contas e aumentou o limite de staking de validadores de 32 ETH para 2.048 ETH.
Além disso, a atualização entregou avanços em carteiras de recuperação social e novas capacidades de execução para contratos inteligentes.
No caso do Fusaka, a melhoria da disponibilidade de dados sustentará a próxima fase de crescimento do Ethereum, preservando as garantias de segurança que diferenciam a rede de seus concorrentes.
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