Fundação Ethereum divulga roteiro para o futuro do ETH

A Fundação Ethereum divulgou oficialmente o roteiro para os próximos dez anos da rede. O plano, chamado Lean Ethereum, promete tornar o ecossistema mais seguro, escalável e resistente até contra ameaças quânticas.
A proposta vem logo após a rede completar uma década desde seu lançamento. Desde 2015, o Ethereum cresceu de um experimento promissor para uma base sólida de finanças descentralizadas, tokens não fungíveis e ativos tokenizados.
Com um valor máximo histórico de US$ 4.891 em 2021, o ETH continua sendo um dos criptoativos mais adotados no mundo.
No entanto, o crescimento trouxe desafios: taxas elevadas, limitações de escalabilidade e barreiras técnicas de entrada ainda impedem o uso pleno da rede por bilhões de pessoas.
Dessa forma, para resolver essas questões, a Fundação propõe uma série de atualizações em todas as camadas da blockchain. A primeira é a camada de consenso, que será atualizada para a chamada Beacon Chain 2.0.
Essa nova versão promete segurança reforçada, descentralização total e finalização de transações em segundos, sem comprometer a disponibilidade da rede.
O futuro do Ethereum para os próximos 10 anos

A segunda área de foco é a camada de dados, que receberá a atualização Blobs 2.0,aumentando a eficiência da rede.
A proposta inclui soluções que tornam os dados mais leves, resistentes a ataques de computadores quânticos e mais fáceis de manipular por desenvolvedores, graças a estruturas mais granulares e eficientes.
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De acordo com a publicação, para a camada de execução, onde os contratos inteligentes são processados, será redesenhada com base em um conjunto mínimo de instruções compatível com SNARKs, uma tecnologia de criptografia zero knowledge.
Conhecida como EVM 2.0, essa nova versão poderá ser baseada na arquitetura RISC-V e promete mais velocidade com menor complexidade.
Assim, com essas três frentes combinadas, a rede busca atingir 10 mil transações por segundo na camada 1 (L1) e até 1 milhão de transações por segundo na camada 2 (L2). Essa abordagem de ‘modo fortaleza’ garante que, mesmo em cenários extremos, o Ethereum continue ativo.
Como afirmou Justin Drake, pesquisador da Fundação disse, ‘se a internet estiver funcionando, o Ethereum também estará’.
Funções de hash
Além disso, o plano também aposta em criptografia baseada em funções de hash, uma tecnologia considerada ideal para resistir a ataques futuros e integrar todas as camadas da rede.
Desse modo, isso inclui novas assinaturas digitais, compromissos de dados e máquinas virtuais compatíveis com SNARKs, todas construídas com os blocos mais simples e seguros disponíveis.
Além das melhorias técnicas, o Lean Ethereum propõe uma filosofia estética. Para seus criadores, a atualização não é apenas um upgrade técnico, mas um compromisso geracional com a simplicidade, modularidade e excelência formal.
O blog da Fundação Ethereum trata o projeto como uma obra de arte: precisa ser enxuto, seguro e elegante — tudo ao mesmo tempo.
Assim, essa nova fase da rede chega em um momento em que o Ethereum lidera a expansão global da tokenização, com um mercado que já ultrapassa os US$ 24 bilhões em ativos reais digitalizados.
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