ETFs de Bitcoin nos EUA registram saídas de US$ 52,8 milhões após corte do Fed

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As saídas de ETFs tiveram um impulso significativo, principalmente, da Ark Invest e do fundo ARKB da 21Shares.
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Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista dos EUA registraram saídas líquidas de US$ 52,83 milhões na quarta-feira (18). Portanto, quebrou-se uma sequência de quatro dias de entradas líquidas, que atraíram ao todo mais de US$ 500 milhões.

A reversão da tendência ocorreu em meio à reação do mercado à recente decisão do Federal Reserve (Fed), que cortou a taxa de juros básica dos EUA em 50 pontos-base.

As saídas de ETFs tiveram um impulso significativo, principalmente, da Ark Invest e do fundo ARKB da 21Shares, com uma retirada expressiva de US$ 43,41 milhões, segundo dados da SoSoValue.

ETFs da GBTC e BITB têm saídas líquidas

O Bitcoin Trust (GBTC) da Grayscale também relatou uma saída líquida de US$ 8,13 milhões. Por outro lado, o BITB da Bitwise teve uma saída menor, de US$ 3,95 milhões.

O único dos ETFs de Bitcoin a registrar entradas líquidas foi o Bitcoin Mini Trust da Grayscale, que arrecadou US$ 2,66 milhões.

Enquanto isso, outros oito ETFs, incluindo o IBIT da BlackRock, não relataram suas movimentações diárias.

Apesar das saídas, os 12 ETFs de Bitcoin relataram coletivamente um volume diário de negociação de US$ 1,63 bilhão. Isso significa que houve uma entrada líquida total acumulada de US$ 17,44 bilhões.

No mercado de Ether, os ETFs à vista também registraram saídas, com US$ 9,74 milhões em retiradas. No entanto, apenas 2 dos 9 fundos tiveram alguma movimentação líquida.

O fundo ETHE da Grayscale liderou as saídas, com US$ 14,66 milhões, enquanto o fundo ETHA da BlackRock relatou uma entrada modesta, de US$ 4,92 milhões.

O volume total de negociações diárias dos ETFs de Ether atingiu US$ 221,88 milhões, acima dos US$ 176,26 milhões da terça-feira.

Desde seu lançamento em julho, os ETFs de Ether acumularam uma saída líquida total de US$ 615,58 milhões. Isso aponta para o desafio de manter a confiança dos investidores em um mercado altamente volátil.

Os produtos de investimento em ativos digitais tiveram uma reviravolta na semana passada. Afinal, as entradas atingiram US$ 436 milhões após um período prolongado de saídas, que totalizou US$ 1,2 bilhão.

A reversão indica o impacto das mudanças nas expectativas do mercado, Aliás, o foco estava no potencial de um corte de 50 pontos-base na taxa de juros.

Bitcoin sobe após decisão de corte de taxa do Fed

Enquanto os ETFs sofrem os efeitos da baixa dos juros nos EUA, o preço do Bitcoin subiu 3,03% no mesmo período, atingindo US$ 62.138. Ao mesmo tempo, os investidores reagiram ao anúncio de corte de juros do Federal Reserve.

A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto dos EUA, que reduziu as taxas em 50 pontos-base, tem sido vista como uma medida para estimular o crescimento econômico. Isso em meio a preocupações constantes com o rumo da economia norte-americana.

Matt Mena, estrategista e pesquisador de criptomoedas da 21Shares comentou o fenômeno.

“No curto prazo, um corte de 50 pontos-base na taxa pode sinalizar ao mercado que a economia está desacelerando, sugerindo problemas subjacentes que podem ainda não ser aparentes (…) Isso pode desestabilizar investidores tradicionais e digitais, potencialmente desencadeando uma volatilidade inicial. No entanto, a longo prazo, o Bitcoin e outros ativos digitais prosperaram, historicamente, em ambientes de baixa taxa de juros.”

Mena acrescenta que esse movimento pode sinalizar um retorno da liquidez. Portanto, geraria um sentimento de risco e alimentaria uma forte alta do Bitcoin, à medida que os investidores buscam rendimentos mais elevados. Mas isso não significa que a demanda chegará aos ETFs.

Além do Bitcoin, outras criptomoedas tiveram bom desempenho.

O Ether valorizou 4,14%, atingindo US$ 2.414,60, enquanto o Solana saltou 6,21%, passando ao preço de negociação de US$ 138,96. Isso reflete uma recuperação mais ampla em ativos de risco impulsionada pelo otimismo renovado do mercado.

BC eleva taxa de juros no Brasil

Ao contrário do que ocorreu nos EUA, o Banco Central (BC) do Brasil decidiu elevar a Selic, taxa de juros básica do país. Ela passou de 10,50% para 10,75%.

O aumento foi comunicado nesta quarta-feira (18), após decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Aliás, essa foi a primeira elevação da Selic desde 2022.

Também foi a primeira alta da taxa de juros durante o mandato atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dos 9 diretores do BC com direito a voto na reunião do Copom, 4 foram escolhidos por Lula.

A principal razão para o aumento da Selic, segundo o comunicado do comitê, é a expectativa de inflação acima da média.

“Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo maior do que o esperado, o que levou a uma reavaliação do hiato para o campo positivo. A inflação medida pelo IPCA cheio assim como medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes.”

Os indicadores econômicos têm sido influenciados pelo aumento de gastos do governo. Um dos reflexos disso é a previsão de um PIB maior que o esperado em 2024. No entanto, o aumento do emprego e da renda também tendem a provocar uma demanda maior. E, sem investimentos privados à altura, isso pode acabar gerando inflação.

Então, foi preciso colocar um freio no consumo, na visão do Banco Central. Com o aumento da Selic, o crédito ficará mais caro para as empresas, mas também para o consumidor final. A decisão provoca uma reação em cadeia nos juros praticados pelos bancos.

Portanto, ficará mais caro financiar imóveis e fazer compras no crediário, por exemplo. Além disso, os empréstimos estarão (ainda) menos em conta.

Por outro lado, ainda é incerto o efeito que a Selic elevada terá sobre as ETFs de criptomoedas disponíveis no Brasil. Afinal, com o movimento contrário dos juros nos EUA, não se sabe se haverá um fluxo positivo ou negativo para fundos disponíveis no país.

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