Diretor da BlackRock sobre criptoativos: “um mercado muito grande para ser ignorado”

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Para Jay Jacobs, diretor global de Estratégia de Ativos Digitais da BlackRock, alocação cripto é obrigatório para as gestoras de ativos, ao menos àquelas focadas nos “millennials”.
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Para Jay Jacobs, diretor global de Estratégia de Ativos Digitais da BlackRock, permitir a alocação de criptos na carteira de investimentos é condição obrigatória para as gestoras de ativos atualmente. Pelo menos, para aquelas que desejam ter clientes entre os “millennials”.

Esse público-alvo, que compreende quem nasceu entre 1980 e 1995, caracteriza-se pelo perfil sofisticado e exigente, segundo o executivo. Além disso, os millennials seriam “nativos digitais”. Portanto, conseguiriam compreender melhor as características desse tipo de ativo.

Jacobs falou sobre a oferta de produtos financeiros ligados a criptoativos pela BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, durante sua participação na Digital Assets Conference Brazil (DAC) nesta quinta-feira (03/10).

Essa foi a primeira edição da conferência, que teve organização do Mercado Bitcoin (MB). Também estiveram presentes ao evento, que ocorreu em São Paulo, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, compareceram executivos de outras empresas.

Executivo da BlackRock vê diferenças entre Bitcoin e Ethereum

Para Ray Jacobs, os millenials reúnem diversas características que os tornam um público preferencial para investimentos em criptoativos.

Por exemplo, são pessoas que já nasceram em um mundo digitalizado, o que facilita a adoção das criptomoedas. Também tendem a ter uma percepção de valor mais clara a respeito desses ativos. Principalmente, em um cenário de descrédito das instituições e de riscos geopolíticos crescentes.

Nesse contexto, criptomoedas são uma opção para quem procura proteção e valor, mesmo que os benefícios variem conforme o ativo em questão.

Para Jacobs, o Bitcoin traz consigo elementos de liberdade e privacidade que já estavam presentes em sua concepção, conforme as palavras de Satoshi Nakamoto:

“O Bitcoin é visto como uma alternativa monetária global, como hedge geopolítico.”

Ele também vê o Bitcoin como algo próximo de uma commodity. Portanto, teria um papel semelhante enquanto ativo do mercado de capitais. Jacobs compara o BTC ao ouro, que sempre esteve presente, mas que em algum momento começou a representar riqueza e ser visto como expressão de valor.

Da mesma forma que o ouro tornou-se um componente central do sistema financeiro a nível mundial, algo parecido pode ocorrer com o Bitcoin. Pelo menos, é isso que se desenha desde que as pessoas passaram a atribuir valor a esse código de computador.

Por outro lado, o Ethereum seria uma aposta no crescimento da tecnologia blockchain. Segundo o executivo da BlackRock, a segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado faz parte de uma visão de longo prazo da empresa.

Portanto, a diferença seria a função de cada moeda, de acordo com ele:

“O Bitcoin é semelhante a uma commodity, enquanto o Ethereum permite exposição à evolução tecnológica.”

“Um mercado muito grande para ser ignorado”

Como ocorre com qualquer tipo de investimento, o nível de exposição recomendado para esses ativos pode variar, segundo Jacobs. No entanto, ele os coloca como cada vez mais importantes em uma carteira, independentemente do perfil do investidor.

Os números estão aí para provar esse argumento, e o executivo da BlackRock faz questão de citar alguns deles. Por exemplo, cerca de 420 milhões de pessoas já detém criptoativos no mundo. Além disso, a Coinbase, que é a maior plataforma de criptomoedas dos EUA, tem 108 milhões de contas, com uma capitalização próxima dos US$ 3 trilhões.

Um aspecto que costuma preocupar os investidores é o nível de volatilidade do preço do Bitcoin. No entanto, Jacobs acredita que essa característica está se acomodando.

Ao mesmo tempo, ele nota que está diminuindo a correlação entre o Bitcoin e índices de ações como o Nasdaq e o S&P 500. E isso seria uma boa notícia para o mercado.

Atualmente, a BlackRock é responsável pelo segundo maior ETF de Bitcoin dos EUA, o IBIT. Ele foi lançado em janeiro, logo após a liberação desse tipo de produto pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) do país. Junto a esse fundo, foram lançados outros 8 do mesmo tipo, por diferentes gestoras.

O maior ETF de Bitcoin do momento é o GBTC, da Grayscale. Nesse caso, trata-se de uma gestora “criptonativa”, já que seu foco são produtos financeiros de criptoativos. O ETF era um fundo fechado, mas foi posteriormente convertido em ETF.

Segundo os dados mais recentes, a capitalização do IBIT já alcançou os US$ 21 bilhões. Por outro lado, o GBTC atingiu US$ 33 bilhões, o que o coloca na liderança da categoria. As informações são do Blockworks, que monitora transações de ETFs de criptomoedas.

Roberto Campos Neto vê migração para economia tokenizada

Outra participação de peso na Digital Assets Conference Brazil (DAC) foi a do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Em sua fala, ele abordou diversos temas caros ao universo cripto e financeiro, como tokenização, Drex, Open Finance e Pix.

Segundo Campos Neto, o Brasil está caminhando para uma economia tokenizada. Por isso, é necessário um movimento que atualize e digitalize o mercado financeiro do país.

“Eu acho que o conceito de tokenização depende muito se vai ter uma plataforma onde os ativos vão navegar e se ela vai ser digital. Porque faz toda a diferença em termos de ativos tokenizados, inclusive financeiros (…) O mais importante é que seja programável. Sem isso, dá uma limitação muito grande se pensa que vai ter uma moeda digital que vai preferir interagir com os trilhos do sistema.”

Entre as iniciativas do BC, o Pix é um sistema de trilho financeiro programável para operações. Já o Drex é o componente capaz de inserir a tokenização na economia. Por fim, o Open Finance atua para “gerar um marketplace de finanças com comparabilidade e portabilidade em tempo real”.

O presidente do BC citou algumas inovações que a instituição planeja lançar futuramente. Por exemplo, entre elas, estão o Pix por Aproximação, o Pix Automático, para programar pagamentos, e o MED 2.0, para facilitar a devolução de transferências.

Ele ainda citou as questões que são os principais desafios para a evolução do Drex no momento:

“Como faz privacidade, programabilidade, descentralização com escalabilidade? O desafio é que se consegue fazer isso hoje, mas sem escalabilidade.”

Campos Neto mencionou ainda os desafios de segurança, governança e confidencialidade com o “real digital”. Segundo ele, a regulação de stablecoins e a tokenização deverão ser trabalhadas em 2025, com foco na segregação de contas e na transparência.

As moedas digitais ficaram em quarto lugar entre os produtos mais visados pelo público alvo da pesquisa.

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