Cards em NFTs do vôlei brasileiro tem recorde de resgate logo após o lançamento

Os ativos lançados pela Chiliz bateram recorde na quarta-feira (11/09). Segundo a empresa, os cards tiveram mais de 100 mil resgates realizados, sendo uma média de 2.969 aquisições por card.
O anúncio do recorde veio essa semana pela Chiliz, empresa que também é responsável pela criação de outros NFTs em circulação no Brasil. Os cards da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) surgiram criados em parceria com a Gota Social. Os ativos fizeram muito sucesso especialmente após o desempenho da seleção feminina nas Olimpíadas de Paris em 2024.
A expectativa é de que o sucesso dos cards abra espaço para o crescimento dos colecionáveis no Brasil.
Os NFTs são uma forma de ligar os fãs aos atletas, afirma a Chiliz
O maior sucesso dos NFTs do vôlei brasileiro veio com a alta performance da seleção feminina, a qual ganhou a medalha de bronze na competição mundial. Prova disso são os números de resgate dos cards das principais jogadoras. O item digital da jogadora Carol, por exemplo, teve 4.307 resgates. Na sequência, as jogadoras Julia Bergmann e Gabi tiveram 4.101 e 3.850 cards vendidos cada.
O interesse crescente dos compradores pelas principais jogadoras é algo esperado pela Chiliz. Já que, segundo informações da empresa, essa é uma maneira de se conectar com seus ídolos. Inclusive, os NFTs permitem que os entusiastas mantenham colecionáveis de seus atletas favoritos, podendo trocar com outros fãs.

Outra maneira de atrair os fãs foi a distribuição de cards gratuitos. Isso aconteceu na primeira parte do projeto e foi instrumentalizado pela CBV. A comissão disponibilizou um card simples em seus stories do Instagram, visível por apenas 24 horas. Depois disso, foi liberado um resgate gratuito em site próprio. Mesmo com pouco tempo de promoção, houve uma grande adesão dos entusiastas.
Além disso, a Chiliz afirma que a ideia era aumentar ainda mais a conexão dos torcedores com seus ídolos. Por isso, os Jogos Olímpicos de Paris foram uma boa oportunidade para explorar essa nova fase. Houve também uma renovação na base de fãs e clientes da empresa, contribuindo para o sucesso. Ademais, a parceira com a CBV mostra que ainda existe espaço para produtos financeiros, como os NFTs, e também interações esportivas no mundo digital
Novos cards inspirados pelo Vôlei devem lançar em breve
Ainda segundo a Chiliz, em breve mais cards devem ser ficar disponíveis. Além disso, um novo marketplace ser para que os colecionadores de cards da CBV possam comprar mais ativos e ainda fazer a troca dos colecionáveis.
Um novo recurso deve ser colocado à disposição dos fãs: a possibilidade de cumular cards. Ao reunir dois cards iguais, do mesmo jogador, eles se transformam em um NFT especial e mais raro. Isso deve movimentar ainda mais o marketplace e a procura pelos cards.
Mas isso não é tudo. Os 15 primeiros fãs que reunirem 34 cards especiais podem receber prêmios exclusivos. Os NFTs especiais serão inspirados nas duas modalidades olímpicas do esporte, sendo 26 colecionáveis do vôlei de quadra e 8 do jogo na modalidade de praia. Os prêmios anunciados incluem camisas autografadas, bolas oficias e até mesmo mascotes.
Os prêmios serão distribuídos de acordo com a classificação, sendo que os oito primeiros colocados receberão uma camisa autografada. Já do 9º ao 13º fãs que conseguirem os cards receberão uma bola oficial. Os demais fãs devem receber um mascote oficial do VôleiBrasil.
Bruno Pessoa, gerente da Chiliz no Brasil, afirmou que a empresa espera que as novas medidas possam aumentar ainda mais o sucesso dos NFTs. O executivo também se mostrou animado com o recorde obtido com a participação dos fãs de vôlei no Brasil. Além disso, ele destacou o potencial das redes da empresa e infraestrutura atual da SportFi. Para Bruno, essas condições têm potencial para impulsionar a procura por colecionáveis, não só baseados na seleção de vôlei.
Atual cenário dos ativos digitais e projeções para os NFTs
O mercado de ativos digitais, incluindo os NFTs, está em baixa no momento. O preço das criptomoedas é relativamente menor do que o de costume, especialmente daquelas com maior capitalização, como o Bitcoin. Isso acaba afetando também os ecossistemas que usam NFTs em suas atividades.
A instabilidade é ocasionada por uma série de fatores não efetivamente ligados ao mercado digital. A eleição nos Estados Unidos e a crise econômica enfrentada pelo país afetam o nível de investimentos. A tendência é de que os recursos sirvam para outros fins, inclusive na manutenção de contas rotineiras.
Prova da gravidade da situação é o registro de saídas de investimentos das últimas semanas, que é o maior desde março deste ano. O preço do Bitcoin também está em baixa há mais de um mês, registrando uma marca inferior aos US$ 60 mil.
Isso faz com que o impulso dado pelos NFTs esportivos lançados pela Chiliz seja significativo, apontando para uma maior procura por ativos digitais. Os colecionáveis de jogadores podem fazer com que mais investidores explorem a Web3 e apostem também em outros ativos digitais de circulação menos restrita, como as criptomoedas, por exemplo.

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