Baleias de Bitcoin realizam lucros milionários com alta recente

Muitas baleias de Bitcoin que remontam à era Satoshi estão despertando para obter retornos sobre seus investimentos. E não são apenas uma ou duas delas que resolveram se movimentar. Mas o caso de uma carteira específica representa bem o fenômeno. Após 14 anos inativa, ela despertou para realizar lucros, arrecadando quase US$ 180 milhões.
Isso ocorre em um momento no qual o impulso de alta do Bitcoin parece não esfriar. Afinal, nas últimas duas semanas, a criptomoeda subiu impressionantes 31,6%. Depois de um fechamento impressionante na semana passada, quando o BTC se aproximou dos US$ 90 mil, a nova semana já viu o Bitcoin ultrapassar os US$ 92 mil.
No entanto, à medida que o ativo alcança novos patamares e grandes carteiras se desfazem de BTC para obter retornos impressionantes em dólares, outros investidores aumentam sua exposição à criptomoeda.
Carteiras antigas de Bitcoin despertam
O Bitcoin teve um novembro sólido. Por exemplo, na primeira semana de novembro, logo após a vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, o BTC quebrou sua máxima histórica de US$ 73.737.
No entanto, o melhor ainda estava por vir. Afinal, ao longo da segunda semana, a moeda disparou até alcançar os US$ 93.000. Por isso, muitos analistas já preveem que, considerando a trajetória atual, o preço do Bitcoin pode ultrapassar os US$ 100.000 antes do final do ano.
No entanto, nem todos querem esperar para ver até onde o BTC pode chegar. Em vez disso, alguns grandes investidores decidiram finalmente converter seus fundos em dólares e outras moedas, abandonando a exposição que tinham ao Bitcoin — ou pelo menos parte dela.
Por exemplo, nas últimas semanas, uma baleia transferiu 200 BTC para a bolsa Bitstamp e, juntamente com outras duas entidades, moveu um total de 351 BTC para uma nova carteira.
No entanto, o caso mais impressionante é o de uma baleia que “dormia” há 14 anos. Essa carteira de Bitcoin continha 2.000 BTC. Mas, nas últimas 24 horas, depositou todos os seus ativos em diferentes bolsas, incluindo exchanges como a Coinbase, Bitstamp e BitFlyer.
Essa baleia foi descoberta pela plataforma Spotonchain quando resolveu depositar suas criptomoedas em diferentes corretoras.
Preço do Bitcoin bate recordes
Não é difícil entender por que muitos dos grandes investidores da era Satoshi estão começando a se movimentar. Afinal, o Bitcoin nunca teve um melhor momento. Então, embora nem todos estejam otimistas em relação aos resultados no médio prazo, o sentimento altista está evidente no mercado.
O par BTC/USD teve o fechamento semanal mais alto de sua história pela segunda vez consecutiva. Além disso, uma correção no preço do Bitcoin parece algo mais distante no momento. Por isso, como já vimos, muitos analistas avaliam que o Bitcoin pode chegar a US$ 100.000 antes do final do ano.
O preço do Bitcoin já voltou para a casa dos US$ 90.000 nesta segunda-feira (19/11). No entanto, recentemente esteve acima dos US$ 92.000. Portanto, ainda é cedo para falar em uma queda consistente do preço do BTC.
Apesar disso, segundo o investidor e analista Rekt Capital, “o BTC acaba de iniciar sua fase parabólica”. Ele comentou sobre isso referindo-se à sua própria análise de preços BTC de longo prazo.
“Historicamente, essa fase dura cerca de 300 dias. Portanto, o Bitcoin está apenas no 12º dia de sua fase parabólica.”
Qual o efeito da atuação das grandes carteiras?
A negociação de criptomoedas costuma exigir bastante paciência dos investidores. Por isso, não surpreende que uma baleia tenha esperado 14 anos para sair do sono profundo.
Mas esse tipo de movimento após tanto tempo e com um valor tão expressivo reacende as discussões sobre o impacto que essas transações gigantescas podem ter no preço do Bitcoin.
É importante levar em conta que, embora essas grandes carteiras tenham sido movimentadas, em muitos casos isso não representa uma saída total de participações em Bitcoin. Afinal, muitas baleias podem estar apenas diversificando seus ativos, simplesmente transferindo suas criptomoedas para outras carteiras.
Ou seja, é muito cedo para tirar conclusões sobre como esse despertar pode afetar o Bitcoin e o mercado de criptomoedas em geral.
Apesar disso, os investidores mais experientes costumam acompanhar o movimento das baleias. Afinal, elas tem potencial para influenciar o sentimento do mercado, gerando oscilações de preços e afetando a liquidez.
É claro que as principais baleias sabem do efeito que podem provocar. Por isso, buscam se movimentar de modo a beneficiar-se das oscilações de preço no momento certo.
Não é raro ver grandes investidores transferindo valores de uma exchange para carteiras frias, também conhecidas como “cold wallets”. Afinal, essa pode ser uma maneira de reduzir a liquidez do mercado e provocar uma valorização do ativo em questão — neste caso, do Bitcoin.
Além disso, muitas baleias continuam acumulando BTC ao longo do tempo, realizando mais compras em períodos de baixa. Portanto, o movimento de uma carteira que permanecia em “repouso” há muitos anos não significa que o detentor não tem fundos em outros endereços — nem que parou de investir na moeda.
Quem são as baleias de Bitcoin?
As baleias de Bitcoin se tornaram seres quase mitológicos ao longo do tempo. Afinal, representam ao mesmo tempo riqueza e poder, em um mercado no qual todos desejariam estar em seus lugares.
Mas, afinal, quem são esses indivíduos? Nem sempre, estamos falando de investidores individuais, certamente. Afinal, muitos fundos e empresas passaram a ter posições em BTC ao longo do tempo, acumulando valores expressivos.
No entanto, há algumas pessoas que, sozinhas, foram capazes de se tornar autênticas baleias.
Um caso bem conhecido é o de Michael Saylor, ex-CEO da MicroStrategy. Um defensor ferrenho do Bitcoin, ele chegou a acumular 150.000 BTC. Os fundos passaram a compor não apenas sua fortuna pessoal, mas também parte dos fundos da empresa que ele liderava.
Outro nome famoso é o de Tim Draper, um investidor de risco americano que adquiriu 29.656 BTC em um leilão do governo dos EUA. Desde 2014, Draper vem se destacando pela defesa dos criptoativos em geral, com destaque para o próprio Bitcoin.
Os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss são outras figuras populares e notáveis baleias do Bitcoin. Eles ficaram conhecidos, inicialmente, pelo processo que moveram contra o Facebook, acusando Mark Zuckerberg de roubar sua ideia de rede social.
Eles receberam US$ 65 milhões graças a um acordo com a empresa. No entanto, acumularam bem mais que isso depois, investindo boa parte do valor em Bitcoin. Atualmente, cada um deles detém cerca de US$ 3 bilhões em BTC.

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